Agro
Pecuária de corte adota gestão digital em 2025 e amplia controle de rebanhos com tecnologia JetBov
O ano de 2025 marcou uma etapa de consolidação da gestão digital na pecuária de corte. A JetBov, plataforma que reúne 3,4 milhões de hectares de pastagens demarcadas e gerencia 14,07 milhões de cabeças de gado, reforça que a digitalização transformou a forma como os produtores monitoram desempenho e planejam o ciclo produtivo.
Segundo o CEO da empresa, Xisto Alves, o uso de dados qualificados tornou-se estrutural na operação das fazendas.
“Indicadores consistentes permitem ao pecuarista compreender custos, ganho de peso, desempenho dos lotes e eficiência do manejo. A tecnologia não substitui a experiência do produtor, mas amplia a capacidade de interpretação e reduz decisões baseadas em tentativa e erro”, afirma.
Tecnologia e sustentabilidade caminham juntas
A adoção de inteligência de dados também impacta a sustentabilidade e a lucratividade do sistema produtivo.
“Uma gestão orientada por métricas reduz desperdícios, otimiza o uso das áreas e melhora o aproveitamento dos insumos. Decisões embasadas diminuem riscos e tornam a pecuária mais eficiente e responsável”, explica Alves.
Expansão regional e captação de recursos
Em 2025, a JetBov reforçou sua estratégia de atuação regional com bases em Maringá (PR), Nova Andradina (MS), Vilhena (RO), Boa Vista (RR), Marabá (PA) e Goiânia (GO). Essas unidades funcionam como pontos de atendimento, diagnóstico e acompanhamento técnico, aproximando a tecnologia da rotina das propriedades.
O modelo foi impulsionado pela captação de R$ 1,6 milhão via plataforma EqSeed, voltada à expansão das franquias. Além da presença nacional, a JetBov mantém atuação internacional em Uruguai, Paraguai, Bolívia, Peru, Angola, Moçambique e Portugal, oferecendo ferramentas integradas de gestão de campo e análise estratégica.
A plataforma disponibiliza recursos como cálculo de custo por animal, simulador de vendas, controle de estoque, importação de notas fiscais, planejamento de pastagens e geração de relatórios analíticos, permitindo decisões mais precisas e estratégicas.
Lançamento do JetBov de Curral moderniza coleta de dados
Em 2025, a empresa lançou a nova versão do aplicativo JetBov de Curral, substituindo o antigo JetBov de Campo. A atualização atende à demanda por soluções robustas e práticas, operando mesmo sem conexão à internet e adaptando-se à dinâmica das fazendas de corte.
“A interface intuitiva e compatível com bastões de leitura e balanças homologadas permite que qualquer colaborador utilize o sistema com facilidade”, explica Xisto Alves.
O aplicativo oferece coleta de dados personalizada, automatização de tarefas e controle de rebanho aprimorado, otimizando o tempo do pecuarista e elevando o padrão de rastreabilidade e gestão de desempenho.
Tecnologia como tendência dominante na pecuária
Com o encerramento de 2025, a JetBov aponta que a combinação entre tecnologia, proximidade regional e análise criteriosa de indicadores deve se consolidar como tendência no setor, permitindo maior previsibilidade, competitividade e eficiência para o próximo ciclo de produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas
Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história
A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.
O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.
A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.
Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais
Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.
A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.
O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.
Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.
Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix
Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.
A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.
A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.
O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.
Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR
Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.
O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.
As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.
Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.
Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários
Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.
Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.
Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.
No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.
Maturação da cana ganha importância estratégica na safra
A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.
No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.
Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.
Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.
Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.
Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético
O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.
Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.
Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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