Paraná
PCPR prende 4 em operação contra grupo ligado à fraude eletrônica e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro pessoas durante uma operação deflagrada em combate a um grupo de criminosos interestadual ligado à fraude eletrônica e lavagem de dinheiro, com atuação também no Paraná. A ação aconteceu nesta quarta-feira (12) em Redenção, no Pará; Fortaleza, no Ceará; Brasília, no Distrito Federal; Goiânia, em Goiás; e na cidade de São Paulo.
A operação contou com o apoio das Polícias Civis dos respectivos Estados e teve como objetivo o cumprimento de seis mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Duas pessoas não foram localizadas e são consideradas foragidas.
As investigações apuram os crimes de furto mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A estimativa é que os investigados tenham angariado R$ 94 mil com os golpes.
De acordo com o delegado Gabriel Fontana, o grupo aplicava golpes por meio de ligações telefônicas fraudulentas. As vítimas eram induzidas a acessar um site falso de instituição bancária e a inserir seus dados pessoais e bancários. “Em seguida, os valores eram subtraídos e distribuídos entre diversas contas de terceiros que atuavam como laranjas. Os investigados também utilizavam redes privadas virtuais, as chamadas VPNs, para ocultar seus endereços de IP e dificultar o rastreamento das ações”, explica.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos aparelhos celulares e mídias digitais, que serão submetidos à perícia para dar continuidade às investigações. Os presos foram encaminhados para o sistema penitenciário.
CONTRA O TRÁFICO – Também nesta quarta-feira (12), a PCPR, com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR) e da Polícia Penal do Paraná (PPPR), cumpriu seis mandados de prisão e prendeu uma pessoa em flagrante durante uma operação contra o tráfico de drogas deflagrada em Dois Vizinhos, Francisco Beltrão e São Jorge do Oeste, no Sudoeste do Estado.
A operação está em sua quarta fase e teve como objetivo o cumprimento de 17 ordens judiciais, sendo 11 de busca e apreensão e seis de prisão preventiva. As investigações apontam que o grupo é responsável pela distribuição e fornecimento de entorpecentes na região, com indícios de que as drogas eram obtidas em Foz do Iguaçu, na região Oeste.
Durante a ação, três dos nove investigados já estavam presos na Cadeia Pública de Dois Vizinhos e na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, onde foram cumpridas as novas ordens judiciais e realizadas buscas nas celas.
Conforme o delegado Rafael Moraes, no total, além das seis prisões preventivas, uma pessoa foi autuada em flagrante pelos crimes de tráfico e associação para o tráfico. “Além disso, uma mulher foi conduzida por posse de drogas para consumo pessoal e um adolescente apreendido por ato infracional análogo ao tráfico e associação para o tráfico. Ambos foram liberados após os procedimentos legais”, explica.
As equipes apreenderam porções de crack e maconha, valores em dinheiro, uma balança de precisão e aparelhos celulares, que serão encaminhados para perícia. Os presos foram conduzidos ao sistema penitenciário, onde permanecem à disposição da Justiça.
DENÚNCIAS – A PCPR solicita a colaboração da população com informações que levem à apreensão de drogas e prisão de traficantes. Denúncias podem ser feitas pelo 197, da PCPR, 181, do Disque-Denúncia ou (46) 3536-1202, diretamente à equipe de investigação.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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