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PCPR emite mais de 1,3 milhão de Carteiras de Identidade Nacional e bate recorde em 2025

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A Polícia Civil do Paraná (PCPR) alcançou, em 2025, um novo recorde na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Ao longo do ano, foram gerados 1.348.457 documentos, o maior volume já registrado no Estado. Desse total, cerca de 148 mil emissões foram de forma totalmente online. O Paraná também se destacou por estar entre os primeiros estados do país a adotar o novo modelo em 100% das emissões.

O resultado consolida uma tendência de crescimento observada nos últimos anos. Em 2023, a PCPR emitiu 988,9 mil carteiras de identidade. No ano seguinte, o volume chegou a 1.333.649 documentos, mantendo a evolução que culminou no recorde de 2025.

De acordo com o delegado-geral da PCPR, Silvio Jacob Rockembach, os números refletem o reforço no quadro de pessoal dos postos de identificação e o trabalho desenvolvido pelos servidores.

“O marco foi possível graças aos investimentos realizados nos últimos três anos, especialmente na contratação de funcionários terceirizados, além do empenho de papiloscopistas, identificadores e guardas municipais que atuam no atendimento à população”.

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O delegado Marcus Michelotto, diretor do Instituto de Identificação da PCPR, destaca que o aumento da demanda está diretamente ligado às mudanças trazidas pela nova legislação da Carteira de Identidade Nacional.

Com a substituição do Registro Geral (RG) pela CIN, o documento passou a ter validade definida, de dez anos para maiores de idade e de cinco anos para menores, e se tornou necessário para o acesso a diversos serviços e benefícios.

“Até 2032, toda a população brasileira precisará substituir o RG pela Carteira de Identidade Nacional. O Paraná já está preparado para atender essa demanda, com o reforço de pessoal nos postos de identificação e o uso de tecnologia para ampliar e agilizar os atendimentos”, ressalta o delegado.

CIN FÁCIL – Outro fator que contribuiu para o recorde foi a ampliação dos serviços digitais, como a plataforma CIN Fácil. A ferramenta permite tanto o agendamento de atendimento presencial quanto a solicitação totalmente online do documento para cidadãos que já possuem identidade emitida no Paraná.

A iniciativa facilita o acesso, especialmente para moradores de regiões mais afastadas, ao reduzir a necessidade de deslocamentos até os postos de identificação.

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Conforme o chefe do Instituto de Identificação, o impacto também é percebido na satisfação da população, que consegue localizar postos próximos de sua residência, realizar agendamentos e receber o documento de forma mais ágil.

NOVA CIN – O novo modelo adota um padrão nacional, eliminando a possibilidade de múltiplas identificações. A medida substitui os antigos registros gerais, que permitiam a emissão de documentos em diferentes estados, cada um com numeração própria.

A principal mudança está na unificação do número do documento, que passa a utilizar o Cadastro de Pessoa Física (CPF), contribuindo para a segurança dos dados e a prevenção de fraudes.

A Carteira de Identidade Nacional conta com versões física e digital, disponíveis por meio do aplicativo gov.br.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira

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O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).

Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz

A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.

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De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.

Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.

A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.

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Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.

Processo 0001701-26.2025.8.16.0122

Matérias anteriores

07/07/2026 – MPPR deflagra 2ª fase da Operação Chão de Giz e cumpre 41 mandados de busca e apreensão em investigação sobre corrupção e fraudes licitatórias em 5 municípios

14/03/2025 – MPPR denuncia ex-prefeito de Cândido de Abreu e mais três pessoas por corrupção e lavagem de ativos a partir das apurações da Operação Chão de Giz

20/09/2024 – MPPR ajuíza ação por improbidade administrativa contra agentes públicos e empresários de Cândido de Abreu investigados na Operação Chão de Giz

09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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