Polícial
PCPR deflagra operação de combate ao abuso e exploração sexual infantil
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 36 pessoas em operação de combate ao abuso e exploração sexual infantil. A ação iniciou no dia 2 de maio e finalizada nesta quinta-feira (18).
As prisões aconteceram em 19 municípios do Estado e a ação teve como intuito relembrar o mês de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, lembrado pela campanha do “Maio Laranja”.
“No dia específico de combate e enfrentamento à violência contra a criança e ao adolescente, dia 18 de maio, prendemos 16 pessoas. Foram sete núcleos de proteção à criança e ao adolescente que trabalharam nesta campanha, mais as delegacias da mulher que cumulam essa atribuição em cidades que não possuem o núcleo. Então, foi muito eficiente este trabalho feito pela PCPR.”, conta a delegada chefe da Divisão de Polícia Especializada da PCPR, Luciana Novaes.
Em Curitiba, foram presas 11 pessoas desde o início do mês. O delegado titular do Núcleo de Proteção à Criação e ao Adolescente Vítimas (Nucria) da PCPR na Capital, Rodrigo Rederde, conta que o objetivo é tirar de circulação esses indivíduos que cometeram os crimes de violência e abuso sexual contra vulneráveis.
“No total, esses agentes que foram tirados de circulação somam a pena de 113 anos. Então, são pessoas com penas altíssimas, na grande maioria condenados, ou seja, não serão liberados por audiência de custódia ou em uma progressão de regime tão cedo”, explica Rederde.
CONSCIENTIZAÇÃO- Dentre as ações do Maio Laranja, a PCPR também realizou um trabalho educativo em escolas, praças e shoppings em todo o Paraná. Mais de 1,5 mil pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos, foram orientados por policiais civis em 126 ações educativas realizadas desde o início do mês.
A youtuber Bruna Lisa participou de uma das iniciativas, que aconteceu em um shopping de Curitiba, e conta que ações de conscientização auxiliam a levar informações para os pais e crianças.
“É pouco falado, mostrado, acho importante as crianças terem conhecimento sobre o assunto, as pessoas têm medo de falar sobre isso. E para nós pais, para conseguirmos analisar e descobrir se os nossos filhos estão passando por algum abuso, violência”, completa.
O delegado da PCPR e responsável pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes em Paranaguá, Emmanuel Brandão, levou informações sobre o assunto para crianças e adolescentes no 2 Seminário de Enfrentamento às Violências Contra Crianças e Adolescentes no município.
Ele conta que a importância deste tipo de ação é a divulgação dos motivos do Maio Laranja, e do compartilhamento de informações sobre o combate à violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes.
“Quanto mais falamos sobre o tema, mais a população tem conhecimento sobre a importância de denunciar situações que envolvam crianças e adolescentes. Cria-se também uma relação de confiança com eles para poderem falar sobre o assunto”, afirma Brandão.
DIA NACIONAL- O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no País através da lei n.º 9.970, de 17 de maio de 2000. A data foi escolhida em memória de Araceli Crespo, uma menina de 8 anos, raptada, drogada, estuprada e assassinada em Vitória, no Estado do Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973.
Anualmente, a PCPR realiza campanhas e ações para relembrar esse dia com a finalidade mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes. Além de combater o abuso e a violência sexual infantil.
DENÚNCIAS- Para denunciar anonimamente você pode ligar para o disque 100 ou 181. Denúncias de crimes ocorridos em Curitiba também podem ser denunciados no telefone (41) 3270-3370, diretamente à equipe de investigação.
Fonte: PJC PR
Polícial
PCPR intercepta carga de drogas e arsenal de armas avaliadas em R$ 22 milhões em Campo Largo
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu dois homens, de 26 e 65 anos, em flagrante e interceptou um carregamento de quase meia tonelada de drogas e armas de grosso calibre. A ação aconteceu na tarde desta quinta-feira (18), no bairro Vila Operária, em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.
Após receber denúncias anônimas sobre tráfico de entorpecentes, as equipes policiais iniciaram um monitoramento velado na Rua Santos Dumont. No local, os agentes identificaram um caminhão de uma empresa de transportes estacionado no final da via.
Momentos depois, um veículo utilitário parou ao lado do caminhão. Os policiais flagraram o momento exato em que diversos pacotes eram transferidos do compartimento de carga do caminhão para o utilitário. “Diante da clara evidência de atividade criminosa, as equipes decidiram realizar a abordagem de forma simultânea”, explica o delegado da PCPR Victor Loureiro Mattar Assad.
No utilitário foram localizados mais de 100 quilos de crack, 35 quilos de cocaína, um fuzil AR15 calibre 5,56mm, nove pistolas calibre 9mm e cerca de quinze peças desmontadas de fuzil calibre 7,62mm.
Já no caminhão, o motorista foi detido com 300 tabletes de cocaína, pesando cerca de 317 quilos. O motorista do caminhão apresentou CNH falsa e posteriormente devidamente identificado, momento em que os policiais verificaram que ele já possuía mandado de prisão em aberto pela prática de outros crimes em São Paulo.
Ambos os envolvidos receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas, uso de documento falso e posse/porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Um terceiro veículo (Fiat Argo) e objetos pessoais de luxo também foram apreendidos.
Somando o volume de drogas puras interceptadas, o arsenal de armas de fogo de uso restrito, a frota de veículos recolhida e os itens de valor pessoal, as apreensões desta operação estão avaliadas em mais de R$ 22 milhões. O montante representa um duro golpe na estrutura financeira e logística do grupo criminoso investigado.
Ao todo, foram apreendidos 459 quilos de drogas, sendo 352 quilos de cocaína e 107 quilos de crack divididos em 105 tabletes. A droga será destruída após autorização judicial, conforme prevê a Lei de Drogas.
Os presos, que são pai e filho, foram encaminhados ao sistema penitenciário. A PCPR segue em investigação para esclarecer a origem e o destino dos entorpecentes.
Fonte: PJC PR
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