Paraná
PCPR cumpre 74 mandados contra organização responsável por tentativa de roubo a banco na RMC
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas desde as primeiras horas desta terça-feira (26) para cumprir 74 ordens judiciais contra membros de uma organização criminosa. A ofensiva acontece em 15 cidades de quatro estados e visa desarticular a ação dos criminosos.
Os policiais têm a missão de cumprir 40 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Entre os alvos estão dois advogados e um homem identificado como autor e mandante de diversos homicídios registrados em Curitiba e Região Metropolitana.
Cães de faro e helicópteros da PCPR aumentam a eficácia das diligências que acontecem nas cidades de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte; Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú (SC); Rio de Janeiro (RJ); e Vila Velha (ES).
A investigação teve início em julho de 2025 após uma tentativa de roubo a banco em Bocaiúva do Sul, na RMC. Na ocasião, as forças de segurança estaduais prenderam 10 pessoas envolvidas com o crime. Com elas, foram localizadas drogas, armas de grosso calibre e pistolas, dinheiro, munições e equipamentos utilizados para a ação contra a agência bancária.
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Em outubro, a PCPR identificou e prendeu o mentor do crime. Ele estava foragido do sistema penitenciário e foi localizado em Luiz Alves (SC). À época da tentativa de roubo, ele estava preso, mas foi responsável pelo planejamento da ação criminosa, além de ter fornecido armamentos e explosivos.
Com os elementos obtidos durante as diligências, a PCPR identificou que os criminosos pertenciam a uma organização criminosa de atuação nacional. “O objetivo do roubo ao banco era a obtenção de valores para financiar a instalação de uma célula desse grupo no estado do Paraná”, afirma o delegado Rodrigo Brown.
A PCPR descobriu ainda que o indivíduo apontado como mentor do crime tentava fixar a organização criminosa no Paraná. Além dele, foram identificados membros atuantes em estruturas de comando e direção, administração financeira e de tráfico de drogas.
Levantamentos de informações de inteligência policial apontaram que entre as atividades visadas pelo grupo estava o tráfico de entorpecentes, especialmente no Litoral.
Fonte: Governo PR
Paraná
Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro
O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.
Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César
Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.
A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.
Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.
Processo 0016498-43.2025.8.16.0013
Notícia anterior:
26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga
Assessoria de Comunicação
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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