Política Nacional
Paulo Paim celebra Mandela e dia internacional contra o racismo
Durante pronunciamento nesta segunda-feira (23), o senador Paulo Paim (PT-RS) lembrou que o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial foi celebrado no último sábado (21) e destacou a trajetória de Nelson Mandela na luta contra o apartheid — sistema de segregação racial que existiu na África do Sul.
Paim ressaltou que o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em memória ao massacre de Sharpevillee, ocorrido na África do Sul em 1960, quando cerca de 70 pessoas foram assassinadas.
O senador relembrou que, quando era deputado constituinte, integrou uma missão oficial do Congresso Nacional que foi à Africa do Sul para pedir a libertação de Mandela. Ele acrescentou que, na ocasião, a comitiva não obteve autorização para visitá-lo na prisão.
Paim salientou que seu encontro com Mandela ocorreu apenas em 1991, quando o sul-africano visitou o Brasil:
— Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida pública: estar diante de um homem que enfrentou a prisão durante cerca de 27 anos [entre 1962 e 1990]. Diziam para ele: “Você será liberto, mas pare de lutar pelo fim do apartheid”. E ele respondia: “Lutarei até o fim. Só sairei daqui com o fim do apartheid”. Ele foi perseguido, humilhado, e mesmo assim escolheu o caminho da reconciliação, do diálogo e da paz, uma lição que levarei para sempre.
Poucos anos após esse encontro, Nelson Mandela se tornou presidente da África do Sul (governando o país entre 1994 e 1999). Ele faleceu em 2013, aos 95 anos.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão aprova penas mais rígidas para exploração de recursos naturais em terras indígenas
A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados aprovou proposta que endurece as penas para quem explorar matéria-prima em terras tradicionalmente ocupadas por povos indígenas.
O texto altera a lei de crimes contra a ordem econômica e prevê pena de reclusão, de dois a dez anos, e multa para o crime contra o patrimônio da União, em caso de exploração ilegal de matérias-primas em terras indígenas.
O texto aprovado é a versão da deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) ao Projeto de Lei 959/22, do ex-deputado Leo de Brito (AC). O projeto inicial aumenta de um a cinco anos de detenção para dois a seis anos.
Segundo Xakriabá, a aprovação representa um avanço no combate à exploração ilegal de recursos em terras indígenas, e também um ato de “justiça histórica e de reafirmação da dignidade da pessoa humana como fundamento da República”, consagrando os povos originários como sujeitos de direitos e aliados indispensáveis na preservação da vida e do meio ambiente.
Xakriabá afirmou que a proteção das terras indígenas guarda relevância estratégica para o Brasil e para o mundo. “Nós, povos originários, desempenhamos papel essencial na preservação ambiental, utilizando conhecimentos ancestrais e práticas sustentáveis que assegurem a integridade de biomas cruciais”, disse, ao defender a defesa dos direitos indígenas como política de enfrentamento da crise climática e da perda de biodiversidade.
Crimes ambientais
A proposta também altera a Lei dos Crimes Ambientais para aplicar a mesma pena (6 meses a 1 ano de detenção) dos que extraem irregularmente recursos minerais para quem:
- colocar em risco a vida ou saúde de pessoas;
- causar significativo impacto ambiental;
- utilizar máquinas ou equipamentos pesados de mineração; ou
- realizar a atividade mediante ameaça ou com emprego de arma.
Caso o crime seja praticado em terras indígenas, a pena será aumentada até o dobro. Quem financiar esse tipo de ação poderá ter até três anos de detenção.
Próximos passos
O projeto será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Depois, seguirá para o Plenário. Para virar lei, precisa ser aprovado por Câmara e Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
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