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Parceria transformadora: egressos do sistema prisional revitalizam escolas em Cascavel

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Uma parceria entre a Polícia Penal do Paraná (PPPR) e a Secretaria Municipal de Educação de Cascavel possibilitou a revitalização e a manutenção de três instituições de ensino da rede pública da cidade. Egressos do sistema prisional, monitorados por tornozeleira eletrônica, que participaram de cursos de qualificação nas áreas de pintura de obras imobiliárias e eletricista predial, realizaram a parte prática das atividades em duas escolas municipais e em um Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei).

A iniciativa foi do Complexo Social de Cascavel, que recebeu os dois cursos de qualificação da empresa E-social. O de Eletricista Predial qualificou 20 alunos em 160 horas de aulas teóricas e práticas. O curso de Pintor de Obras Imobiliárias teve a participação de 19 alunos, com 180 horas de estudos e ações. As duas capacitações ocorreram simultaneamente em outubro e novembro.

O coordenador regional da PPPR em Cascavel, Thiago Correia, explica que a qualificação dos egressos do sistema prisional é uma ferramenta importante que reflete na redução da reincidência criminal.

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“Quando a pessoa aprende um ofício, ela tem a oportunidade de sustentar a família e a si mesma de forma digna, por meio de um trabalho lícito. Isso reflete significativamente na sua integração na sociedade e na interrupção do ciclo criminoso, já que o trabalho e o estudo representam duas possibilidades cruciais para a mudança de vida”, afirma.

As atividades práticas foram realizadas aos sábados e à noite, momentos em que não havia movimento de alunos. Entre os trabalhos, a revitalização das pinturas de muros, salas e calçadas, a revisão da rede elétrica com substituição de fios, manutenção de tomadas e interruptores, instalação e reparo de ventiladores, entre outros.

O diretor do Complexo Social de Cascavel, Sérgio Vicente, explica que a escolha das escolas ocorreu de acordo com as dificuldades do município com as equipes de manutenção, uma vez que a rede pública municipal possui mais de 100 instituições na cidade.

“Os alunos dos cursos se depararam com várias situações que conseguiram resolver da melhor forma possível, tornando os ambientes mais funcionais. A comunidade escolar, ao acompanhar o trabalho, ficou satisfeita com a resposta que os egressos deram à sociedade. Esse é nosso objetivo: fornecer qualificação e capacitação a este público, preparando-o para o mercado de trabalho”, enfatiza.

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A secretária de Educação de Cascavel, Márcia Baldini, ressalta a importância das parcerias e o impacto na sociedade. “Ações como estas, de colaboração entre os setores públicos, fazem a diferença para as escolas públicas do município. Sou muito grata por essa parceria com a Polícia Penal e estamos disponíveis para novas colaborações sempre”, conclui.

Os alunos dos dois cursos, além da qualificação, foram beneficiados com a remição de pena pelo estudo: a cada 12 horas de ensino, um dia foi reduzido do tempo total da pena. Todos receberam certificado de conclusão do curso.

Fonte: Governo PR

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TJPR acolhe recurso do MPPR e restabelece interdição parcial de unidade de acolhimento institucional de Campo Largo que apresenta irregularidades

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A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná deferiu na última sexta-feira, 14 de agosto, pedido liminar do Ministério Público do Paraná e determinou o restabelecimento da interdição parcial de uma unidade de acolhimento institucional de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. A decisão também suspendeu a inserção de novos acolhidos na instituição enquanto persistirem as irregularidades identificadas em apuração do MPPR.

A decisão foi proferida em agravo de instrumento interposto pelo Ministério Público contra decisão de primeira instância que havia autorizado a retomada de novos acolhimentos no local. Com a decisão do TJPR, o Município de Campo Largo deverá, enquanto persistirem as irregularidades e a interdição, garantir vagas em outras unidades de acolhimento institucional, da rede própria, conveniada ou regionalizada.

Deficiências – A ação civil pública foi ajuizada pela 3ª Promotoria de Justiça de Campo Largo, após a identificação de diversas irregularidades na unidade. Entre os problemas apontados estão insuficiência de cuidadores sociais e de profissionais de limpeza e apoio, alta rotatividade das equipes técnicas, ausência de capacitação continuada, especialmente em saúde mental e manejo de crises, além de deficiências na rotina pedagógica e nos fluxos de atendimento. Também foram apontados problemas relacionados aos veículos utilizados para o transporte dos adolescentes e à ausência de protocolos intersetoriais para atividades de contraturno escolar e profissionalização.

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A interdição não decorreu de problemas exclusivamente estruturais ou de engenharia. O MPPR sustenta que a qualidade do serviço de acolhimento institucional depende também de condições adequadas de atendimento técnico, pedagógico e humano, incluindo equipe interdisciplinar, número suficiente de profissionais, capacitação continuada e elaboração e acompanhamento dos Planos Individuais de Atendimento dos adolescentes.

Na decisão, a relatora considerou presentes os requisitos para a concessão do efeito suspensivo ao recurso, diante do risco de dano e da possibilidade de provimento do agravo. Assim, determinou, em caráter liminar, o restabelecimento da interdição parcial e a suspensão da entrada de novos acolhidos até o julgamento do mérito do recurso.

O MPPR segue em diálogo institucional com o Município de Campo Largo para regularizar o serviço público em questão.

Recurso 0113517-54.2026.8.16.0000

Processos 0009749-34.2026.8.16.0026 e 0005825-15.2026.8.16.0026 (sob sigilo)

Matéria anterior:

10/08/2026 – A pedido do MPPR, Judiciário bloqueia valores do Município de Campo Largo para garantir acolhimento de crianças e adolescentes em situação de risco

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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