Paraná
Paraná ultrapassa R$ 86 milhões em investimentos no tratamento de glaucoma em 7 anos
Os investimentos de mais de R$ 86,8 milhões, feitos em sete anos, em tratamento, exames e cirurgias para combater o glaucoma afastou milhares de paranaenses dos riscos da cegueira. Entre os anos de 2019 e 2025, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), multiplicou os valores aplicados e os números de procedimentos para tratar a doença, que é a segunda maior causa de cegueira no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Os dados do avanço no Paraná utilizam as informações do Datasus, através do Sistema de Informações Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde. Cada um dos levantamentos utilizou os critérios que são aplicados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) para pesquisas.
O Paraná teve um crescimento de 63,41% no número de exames específicos para diagnóstico de glaucoma, passando de 78.878, em 2019, para 128.896 no último ano. No total foram 661.538 procedimentos realizados. Os investimentos saíram de R$ 2,5 milhões para mais de R$ 4,2 milhões anuais, um crescimento de 70%, e somaram R$ 21 milhões no período.
Além dos exames, a Sesa ampliou em 122% o montante de recursos para cirurgias de glaucoma, que representou 11.500 procedimentos no período. Somente no ano passado foram feitas 2.655 mil cirurgias, e o investimento total no período foi de R$ 5,89 milhões. Outros R$ 60 milhões foram aplicados para ampliar em 45,2% o número de tratamentos para glaucoma no mesmo período. O valor permitiu aumentar de 53 mil para 77 mil procedimentos e uma somatória de 420 mil realizados no período nos últimos sete anos.
“Os avanços no diagnóstico com os exames foram acompanhados pelo avanço no tratamento e nas cirurgias, pois não podemos ficar parados. Houve um investimento forte para que a estrutura oftalmológica crescesse para atender mais paranaenses”, afirma o secretário estadual da Saúde, César Neves.
PRESSÃO OCULAR –O glaucoma é uma doença que acomete os olhos e é provocada pela elevação da pressão ocular. Ela não tem cura e quando não é tratada pode levar à cegueira. A doença pode se desenvolver durante meses ou anos sem apresentar nenhum sintoma. Os sintomas só aparecem na fase mais avançada e seu maior sinal é quando a pessoa começa a esbarrar em objetos, com a perda da visão periférica. Pessoas que têm parentes portadores de glaucoma, indivíduos com mais de 40 anos, pacientes com alto grau de miopia e diabéticos devem estar ainda mais atentos à realização dos testes de rotina.
INFRAESTRUTURA – O Governo do Paraná investiu R$ 67,5 milhões para procedimentos oftalmológicos cirúrgicos, eletivos ambulatoriais e hospitalares no Paraná no ano de 2025. O valor propiciou a realização de mais de 71 mil procedimentos, entre eles, a catarata, que é o principal motivo de cegueira no país.
A construção de Centros de Especialidades Médicas (CEM) também fazem com que o atendimento oftalmológico chegue onde era deficitário. É o caso da cidade de Sengés, onde o CEM foi inaugurado no início do mês de maio. A Sesa também investe R$ 320 milhões na construção de 24 novos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) em diversas regiões do Estado. Já foram inauguradas as unidades de União da Vitória, Curitiba, Ponta Grossa, Cianorte, Irati, Ivaiporã e São José dos Pinhais.
As obras estão em andamento em Paranavaí, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Campo Mourão, Almirante Tamandaré, Paranaguá, Apucarana, Pitanga, Piraquara, Pinhais. A construção dos AMEs Goioerê, Santo Antônio da Platina, Toledo, Foz do Iguaçu e Laranjeiras devem iniciar em breve. O Governo do Paraná também anunciou um segundo AME em Curitiba e em Paranaguá.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR recorre ao Superior Tribunal de Justiça contra decisão do Tribunal de Justiça do Paraná que absolveu policiais que mataram estudante em Foz do Iguaçu
O Ministério Público do Paraná, por meio da Coordenadoria de Recursos Criminais da Procuradoria-Geral de Justiça, interpôs recurso especial perante o Superior Tribunal de Justiça contra decisão da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná que absolveu dois policiais militares da acusação de homicídio qualificado praticado contra um estudante de 19 anos em abril de 2023 em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado. O jovem foi atingido por seis disparos de arma de fogo, a maioria pelas costas, quando transitava próximo dos policiais, que atendiam a uma ocorrência de roubo – ele estava sozinho, desarmado, não tinha nenhum envolvimento com o caso e não possuía antecedentes criminais.
No recurso, o MPPR sustenta que o Tribunal de Justiça realizou indevida valoração das provas ao reconhecer a existência de legítima defesa putativa (quando a pessoa acredita estar em uma situação de legítima defesa, mas que na verdade não existe, por não haver ameaça real), imiscuindo-se assim na competência constitucional do Tribunal do Júri para apreciação da causa.
O Ministério Público pretende que seja reformada a decisão, com o restabelecimento da sentença de pronúncia proferida pelo Juízo de primeiro grau, para que os acusados sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. A denúncia aponta homicídio qualificado por recurso que dificultou a defesa da vítima.
Processo 0010934-03.2023.8.16.0030
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(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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