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Paraná tem maior média salarial do Sul e Sudeste entre trabalhadores com mais de 60 anos

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O salário médio dos trabalhadores paranaenses com 60 anos ou mais de idade atingiu R$ 4.284 mensais em 2024. Esse valor é o maior entre os estados das regiões Sul e Sudeste, superando São Paulo (R$ 4.198), Rio de Janeiro (R$ 4.190), Santa Catarina (R$ 4.074), Rio Grande do Sul (R$ 3.897), Espírito Santo (R$ 3.627) e Minas Gerais (R$ 2.892). Também está acima da média nacional, que alcançou R$ 3.672 mensais.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Anual do IBGE, divulgada há algumas semanas, e foram levantados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Em 2019, entre as sete Unidades da Federação do Sul e Sudeste do País, o Paraná ocupava apenas a quarta posição, com o rendimento médio do trabalho dos ocupados com 60 anos ou mais de idade atingindo R$ 3.761. Estava atrás de Rio de Janeiro (R$ 4.991), São Paulo (R$ 4.346) e Rio Grande do Sul (R$ 4.312)

Outro fator relevante é que houve um aumento real, já com o desconto da inflação, da ordem de 13,9% no período na remuneração no Paraná, enquanto a remuneração média nacional dessa mesma faixa etária apresentou queda real de -1,0% (de R$ 3.708 para R$ 3.672). Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul também tiveram quedas na média salarial nos últimos anos.

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A pesquisa do IBGE aponta ainda que o Paraná saltou de 369 mil ocupados com 60 anos ou mais de idade em 2019 para 473 mil em 2024. De maneira geral, o Estado tem mais de 6 milhões de pessoas com ocupação.

De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o aquecimento do mercado de trabalho local, envolvendo todas as faixas de idade, explica a elevação da média salarial. “Em razão do dinamismo econômico do Estado, os trabalhadores paranaenses, incluindo as pessoas com 60 anos ou mais de idade, vêm obtendo ganhos salariais relevantes, o que eleva a condição de bem-estar da população”, explica.

Já o secretário do Planejamento, Ulisses Maia, lembra que as empresas valorizam a experiência nos seus quadros de colaboradores. “O conhecimento dos trabalhadores mais experientes contribui sobremaneira para o êxito dos empreendimentos”, afirma.

Fonte: Governo PR

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MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).

A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.

Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.

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Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.

Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.

Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.

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Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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