Paraná
Paraná registra menor número de afogamentos no Litoral dos últimos cinco anos
Contando com a maior estrutura já empregada em uma temporada de verão, 607 bombeiros militares e 292 guarda-vidas civis distribuídos nas praias, além de helicóptero, drones, motoaquáticas e viaturas, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) encerrou o Verão Maior com redução de 58% no número de mortes por afogamento no Litoral, com oito óbitos confirmados, frente a 19 na anterior. Esse também é o menor indicador dos últimos cinco anos.
Como na temporada passada, todos os óbitos por afogamento ocorreram fora de áreas protegidas por postos de guarda-vidas ou fora do horário de atuação dos mesmos. De acordo com o tenente-coronel Fabrício Frazatto dos Santos, comandante do 8º Batalhão de Bombeiros, responsável pelo Litoral do Paraná, os números evidenciam, além do trabalho intenso dos guarda-vidas e dos recursos disponíveis para a corporação, uma mudança geracional da cultura de prevenção, graças ao trabalho realizado ano a ano pelos bombeiros junto a população.
“Os riscos no mar são sempre os mesmos, então existe também um trabalho contínuo do CBMPR, há anos, e que mostra seus resultados a longo prazo. Além do nosso trabalho de salvamento, começamos campanhas preventivas antes mesmo do início do Verão Maior e potencializamos este trabalho durante a temporada com ações educativas e divulgação em redes sociais e na imprensa, o que fez com que a informação chegasse às pessoas de forma mais eficiente”, ressalta.
“Notamos que, este ano, os banhistas procuraram mais as áreas protegidas por guarda-vidas, o que mostra que estão mais conscientes. E o aumento do número de postos de guarda-vidas, que passou de 100 para 110, também foi um fator, já que permitiu que os bombeiros chegassem mais rápido até as vítimas”, complementou.
AÇÕES PREVENTIVAS – Outro destaque dessa temporada é que houve um aumento de 4,22% no número de ações preventivas – de 313.409 para 326.626 nesta temporada -, e de 4,57% nos salvamentos aquáticos – de 1.270 para 1.328 nesta temporada. No caso do salvamento aquático, o número inclui resgates (incidentes sem afogamento) e os casos de afogamentos, estes também apresentando queda de 4,13%, passando de 97 para 93 na temporada 2025/2026.
Os atendimentos por incidentes com águas-vivas somaram 2.798 ocorrências durante o período. Em todos os casos, os bombeiros prestaram assistência imediata ainda na orla e orientaram os banhistas sobre os procedimentos adequados.
ARCANJO – Neste primeiro ano de operação do Arcanjo 01, o helicóptero exclusivo do Corpo de Bombeiros mostrou sua importância consolidando-se como um dos principais recursos estratégicos de resposta rápida, salvamento e atendimento aeromédico na temporada, reforçando o compromisso da corporação com a proteção da vida.
A aeronave foi acionada em ocorrências de grande complexidade e impacto, em que a combinação entre tempo de resposta reduzido, estrutura embarcada de alta tecnologia e equipes treinadas foi essencial para salvar vidas no Litoral. No total, o Arcanjo atuou em 165 ocorrências entre resgates, salvamentos e buscas aquáticas, remoções aeromédicas, rondas preventivas e apoio a outros órgãos.
CRIANÇAS LOCALIZADAS – O apoio às famílias foi outro destaque da operação e buscou abranger os cuidados com crianças, jovens, adultos e idosos. Ao todo, 991 crianças perdidas foram localizadas e devolvidas aos responsáveis. Além disso, foram distribuídas pelos bombeiros 12.454 pulseirinhas de identificação, ferramenta que agilizou o reencontro com a família não apenas de crianças, mas também de idosos.
PÓS-VERÃO – O CBMPR reforça que mais de 30 postos de guarda-vidas do Litoral permanecem em funcionamento até o feriado de Páscoa. A orientação é que banhistas procurem sempre as áreas protegidas, identificadas pela bandeira vermelha sobre a amarela, e entrem no mar apenas durante o horário de atendimento. O respeito às sinalizações e às orientações das equipes é fundamental para garantir a segurança de moradores e visitantes. Em caso de emergência, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
INTEGRAÇÃO – A atuação do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) integrou o trabalho conjunto das forças de segurança, que registraram redução nos índices criminais mesmo diante do aumento expressivo da população presente no Litoral. Ao longo da temporada, a estimativa é que aproximadamente 2,5 milhões de pessoas tenham participado de shows, eventos e atividades do Verão Maior Paraná na região, ampliando a circulação de moradores e turistas.
Durante o período, os indicadores apontam redução nos principais crimes na região. Foram registrados 924 furtos, ante 1.031 no mesmo período da temporada anterior, representando queda de 10%. Os roubos somaram 74 ocorrências, frente a 93 no comparativo do verão passado — redução de 20%. Outro ponto positivo foi a diminuição dos casos de homicídio, com queda de 25% em relação à última temporada, passando de oito para seis registros.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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