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Paraná recebe novo embaixador da Índia e apresenta avanços da parceria de supercomputadores

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O vice-governador Darci Piana recebeu nesta segunda-feira (1º), no Palácio Iguaçu, o novo embaixador da Índia no Brasil, Dinesh Bhatia, para discutir as parcerias do Paraná com o país asiático. A principal delas é a transferência de tecnologia para formação de uma Rede Estadual de Computação de Alto Desempenho com a instalação de oito supercomputadores nas universidades estaduais e uma máquina otimizada para inteligência artificial no Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná).

A Rede Estadual de Computação de Alto Desempenho (HPC, sigla em inglês para High Performance Computing) prevê a instalação de nove equipamentos de última geração distribuídos da seguinte forma: um supercomputador central na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG); outros seis nas demais instituições de ensino superior do Estado (de Londrina, Maringá, do Norte do Paraná, do Centro-Oeste, do Oeste e a Estadual do Paraná); uma máquina otimizada para inteligência artificial no IDR-Paraná, em Londrina; e um simulador de computação quântica, também na UEPG.

“Temos uma empresa indiana em Londrina, a TCS, e fizemos um acordo para trazer os supercomputadores para as nossas sete universidades estaduais”, destacou o vice-governador sobre a parceria do Estado com o gigante asiático. “Esse projeto vai colocar o Paraná entre os estados mais avançados do mundo em infraestrutura de pesquisa e inovação, com as nossas universidades podendo desenvolver estudos de ponta em áreas como inteligência artificial, biomedicina, modelagem climática e agricultura digital”.

A iniciativa é resultado de um Memorando de Entendimento assinado pelo governador Ratinho Junior com o Centre for Development of Advanced Computing (C-DAC), da Índia, durante missão oficial ao país asiático em 2024. O C-DAC é referência mundial em supercomputação e garantirá a transferência de tecnologia e capacitação de pesquisadores paranaenses, permitindo que o Estado avance em sua soberania digital e inovação tecnológica.

O embaixador Dinesh Bhatia destacou a possibilidade de novas parcerias entre a Índia e o Paraná. “É um prazer estar aqui nesta que é a minha primeira visita ao Estado. Conversamos sobre muitos temas, como tecnologia da informação, os supercomputadores, mas também sobre agricultura, indústria farmacêutica, produção de seda e ferrovias. Há muitas possibilidades de cooperação entre Índia e Paraná, por isso vamos seguir dialogando e criando novas oportunidades para os nossos povos”, afirmou.

REDE HPC – O objetivo é fazer com que a rede estadual de supercomputadores fortaleça a pesquisa acadêmica, estimule a indústria nacional de tecnologia e forme profissionais altamente qualificados para os desafios da ciência e da inovação. A expectativa é que impulsione avanços em áreas como Inteligência Artificial, pesquisa genômica e produção de medicamentos para o combate ao câncer, por exemplo.

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O HPC possibilita o processamento de grandes volumes de dados e executa cálculos extremamente complexos de forma rápida, revolucionando diversas áreas do conhecimento. No meio acadêmico, os HPCs são amplamente utilizados em áreas como física, química, biologia, meteorologia e engenharia para modelagem computacional, previsão climática, análise genômica, simulações estruturais e aerodinâmicas, entre outras aplicações científicas.

Na indústria, o HPC viabiliza desde a prospecção de petróleo e gás por meio de sísmica 3D, o desenvolvimento de novos fármacos e materiais, até a otimização de processos produtivos, a simulação de testes de colisão, a renderização de filmes, análises genômicas e o gerenciamento de riscos financeiros.

Na agricultura, destaca-se pela análise de dados de sensoriamento remoto, modelagem de crescimento de culturas, previsão de safras e otimização do uso de recursos como água e fertilizantes, contribuindo para maior produtividade e sustentabilidade.

Para o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, a rede de supercomputadores representará um grande avanço em ciência, tecnologia e inovação para o Estado, sobretudo como ferramenta que permite produzir resultados de forma mais ampla e rápida na prestação de serviços à sociedade.

“É importante ressaltar que estamos falando de uma parceria de transferência de tecnologia. Já temos a encomenda tecnológica publicada, ou seja, não se trata apenas da simples aquisição de equipamentos, mas da aquisição de know-how, o saber fazer, e de competência técnica. Tudo isso representará um grande diferencial”, declarou o secretário.

PIONEIRO – Lançado em 19 de agosto de 2025, o edital de chamamento público dos supercomputadores é o primeiro da história do Paraná na modalidade de Encomenda Tecnológica (ETEC). Trata-se de uma compra pública voltada a encontrar soluções para problemas específicos por meio de desenvolvimento de tecnologia, aplicada em situações com alto risco tecnológico que demandam inovação.

O edital foi publicado com o objetivo de prospectar potenciais interessados em participar da negociação para eventual contratação, incluindo transferência de tecnologia, treinamento técnico e assistência técnica provenientes da VVDN Technologies ou Baynes Technology.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que os supercomputadores abrem caminho para novas parcerias com o país asiático. “Haverá uma cooperação permanente com a vinda de especialistas indianos ao Paraná e o envio de especialistas paranaenses à Índia. Queremos fortalecer esse apoio na área das chamadas tecnologias quânticas. Estamos criando a Iniciativa Paraná de Tecnologia Quântica, e a Índia será, sem dúvida, nosso maior parceiro”, disse. Dois pesquisadores paranaenses já participaram de um curso no C-DAC sobre computação quântica e hoje formam um grupo de pesquisa sobre o tema.

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A instalação dos supercomputadores será possível graças à criação de uma Rede de Alta Conectividade, que já está em andamento. “Trata-se do anel de conectividade, uma rede de internet de altíssima velocidade, com 400 Gigabit dedicados, que interligará essas máquinas a todos os ativos tecnológicos do Paraná. Isso permitirá que qualquer pesquisador possa rodar uma aplicação em um dos nove supercomputadores sem sair da sua mesa ou do seu laboratório”, explicou o secretário Aldo Bona.

SEDA – Outro tema discutido pelo vice-governador com o embaixador da Índia no Brasil foi a cadeia produtiva da seda, alvo de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) com a Associação da Seda da Índia (Silk Association of India – SAI). O objetivo é fortalecer a produção no Paraná, exportada para países como França, Itália, Japão e China.

Visando o incentivo à produção, o Governo do Estado, por iniciativa da primeira-dama Luciana Saito Massa, criou o Concurso Seda Paraná para valorizar as mulheres envolvidas na cadeia da sericicultura. A última edição premiou duas produtoras com uma viagem para a França, que vão representar o Paraná no Festival da Seda de Lyon, principal evento do setor, que acontece em novembro.

A sericicultura está entre as atividades mais importantes da agropecuária indiana. Ela se estende por todo o território, envolvendo aproximadamente 100 mil produtores, sobretudo em pequenas propriedades. O país é o segundo maior produtor de seda do mundo, atrás apenas da China, movimentando cerca de US$ 16 bilhões.

Já o Paraná é o principal produtor de seda do Brasil. Em 2024, foram produzidas 1,4 mil toneladas (mais de 80% da produção nacional), com Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 44,5 milhões. Dos 399 municípios paranaenses, 150 atuaram com a sericicultura no ano passado. A atividade envolve cerca de 1,3 mil produtores, na maioria da agricultura familiar.

PRESENÇAS – Participaram da reunião os diretores-presidentes da Invest Paraná, Eduardo Bekin, e do Tecpar, Eduardo Marafon; diretores do Instituto de Tecnologia do Paraná e da Fundação Araucária; a chefe do Escritório de Representação no Paraná (Erepar) do Ministério das Relações Exteriores, Lígia Scherer, e o secretário Paulo Machado; o assistente executivo da Embaixada da Índia no Brasil, Vinicius Rodrigues; e demais representantes ligados ao projeto do HPC.

Fonte: Governo PR

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Escola de Dança Teatro Guaíra celebra 70 anos com espetáculo que revisita a própria trajetória

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Ao longo de sete décadas, a Escola de Dança Teatro Guaíra (EDTG) ocupa palcos e salas em um percurso de aprendizado e apresentações que moldaram gerações de bailarinos. Essa trajetória, marcada pela relação entre aprendizado e cena, será reorganizada em linguagem coreográfica em “A Menina que Sonhou o Teatro”, espetáculo inédito que une memória e composição cênica.

A estreia da montagem acontecerá no dia 3 de julho, às 20h, no Teatro Guaíra. Ainda no mesmo dia, às 14h30, o Guairão receberá também uma sessão didática voltada exclusivamente a cerca de 1500 estudantes da rede municipal de ensino. No dia seguinte (4), o público geral terá outra oportunidade de acompanhar a apresentação no mesmo espaço. As apresentações contarão com tradução em Libras, audiodescrição e abafadores de ruído para pessoas com hipersensibilidade auditiva.

Para celebrar essa trajetória, o espetáculo fala do sonho do artista em seguir dançando e reúne aproximadamente 90 alunos em palco, além de professores e equipe pedagógica, em uma operação artística que mobiliza diferentes frentes de formação e produção dentro da escola.

O espetáculo conta com dramaturgia, direção coreográfica e roteiro do coreógrafo Allan Keller, e direção geral e artística de Larissa Pansera. Organizada em episódios cênicos que refletem a história da EDTG, a narrativa acompanha uma personagem central que se desloca por um cenário que representa espaços do teatro. A encenação percorre momentos emblemáticos de aprendizagem, referências à própria instituição e momentos de bastidores em uma sequência cênica que culmina na celebração dos 70 anos da Escola.

PROCESSO DE CRIAÇÃO – O desenvolvimento do espetáculo tem como inspiração a experiência acumulada pela Escola de Dança Teatro Guaíra ao longo dos anos. Esse processo de criação envolveu a atuação conjunta da direção artística, da coordenação pedagógica e das equipes técnicas do Centro Cultural Teatro Guaíra. O resultado foi uma construção que combina balé clássico e dança contemporânea nas coreografias e na estrutura da apresentação.

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De acordo com Larissa, o trabalho foi realizado a partir da articulação de experiências pedagógicas e artísticas, que envolvem diferentes gerações da escola. “O espetáculo fala do sonho do artista em seguir dançando  e define o meu sentimento para o espetáculo em comemoração aos 70 anos da EDTG: orgulho por todos os alunos da Escola, por suas conquistas, qualidades e superação neste trabalho”, afirma.

Na visão do diretor-presidente do Centro Cultural Teatro Guaíra, Cleverson Cavalheiro, o espetáculo traduz a formação de diferentes profissionais que passaram pela Escola de Dança ao longo das décadas, como técnicos, cenógrafos, figurinistas, iluminadores e produtores. “Foram 70 anos de história, 70 anos formando artistas que passaram e passam pelos palcos do mundo todo”, relembra.

Esse histórico se conecta diretamente à equipe técnica do espetáculo, que integra ainda nomes como Gilson Fukushima, responsável pela trilha sonora, composição e direção musical, Luan Valloto nos figurinos, Daniel Marques na cenografia, Wagner Luz na iluminação e Rene Sato como coreógrafo convidado, que participa na criação de duas coreografias neste novo espetáculo. 

SETE DÉCADAS DE HISTÓRIA – Criada nos anos 1950, a Escola de Dança Teatro Guaíra surgiu dentro do próprio Teatro Guaíra sob coordenação de Tereza Padron de Siqueira. Nas décadas seguintes, a instituição reorganizou sua estrutura pedagógica e administrativa, ampliando níveis de formação e incorporando conteúdos teóricos como história da dança e música.

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Com o avanço dos anos, a escola passou a integrar alunos em montagens profissionais do Balé Teatro Guaíra e a desenvolver projetos de formação que ampliaram sua atuação para além da sala de aula. Também consolidou iniciativas de circulação de espetáculos e intercâmbios que levaram estudantes a diferentes cidades e contextos de formação.

Em 2006, a instituição celebrou 50 anos com o espetáculo “Fatos e Fotos”. Em 2016, apresentou “A Bela e a Fera”, que reuniu grande público e marcou uma das maiores temporadas da escola. Durante a pandemia, em 2020, manteve atividades pedagógicas em formato remoto, com aulas online e ações digitais que preservaram a continuidade da formação artística.

Atualmente, a escola mantém atividades regulares de formação e circulação de alunos em projetos ligados ao Centro Cultural Teatro Guaíra, ampliando a relação entre ensino e prática de palco.

Viabilizado pela Lei Rouanet, o espetáculo “A Menina que Sonhou o Teatro” conta com patrocínio da Sanepar e realização da Associação Brasileira de Apoiadores Beneméritos do Teatro Guaíra, PalcoParaná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado do Paraná, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do lado do povo brasileiro.

Serviço: 

Espetáculo “A Menina que Sonhou o Teatro” – Escola de Dança Teatro Guaíra 

Datas: 3 e 4 de julho (sexta e sábado), às 20h

Local: Teatro Guaíra (Guairão) – Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro, Curitiba/PR

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada)

Vendas na bilheteria do Teatro Guaíra e pelo DiskIngressos: sexta (3) e sábado (4)

Lugares livres

Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro – Curitiba

Fonte: Governo PR

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