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Paraná leva ações de internacionalização do ensino superior à conferência nacional

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O Governo do Paraná apresentou nesta terça-feira (14) as políticas de internacionalização do ensino superior em dois painéis da conferência da Associação Brasileira de Educação Internacional (Faubai) de 2026, em Florianópolis (SC). O evento, que começou no sábado (11) e segue até esta quarta-feira (15), reúne representantes de instituições de ensino superior e de agências de fomento científico de todo o Brasil e de outros países. O objetivo é ampliar e fortalecer as parcerias acadêmicas em nível global.

Além da participação na programação técnica, o Governo também marca presença no evento com um estande organizado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), reforçando o compromisso com a inserção internacional da educação pública paranaense. No espaço, são apresentadas iniciativas e projetos voltados à internacionalização das sete universidades estaduais e prospectadas novas oportunidades de mobilidade acadêmica e de cooperação científica e tecnológica com instituições estrangeiras.

Para a coordenadora de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, Helena Salim de Castro, a internacionalização é importante para a transformação da educação pública paranaense. “É parte central da formação acadêmica e da produção de conhecimento, e o Paraná tem mostrado que é possível construir esse caminho de forma consistente, com planejamento de longo prazo e compromisso com a igualdade no acesso às oportunidades”, afirmou.

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Atualmente, o Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná soma 307 parcerias com 273 instituições de 42 países, sendo 44 acordos de mobilidade estudantil e 76 de cooperação científica. Em 2025, o governo estadual assinou um memorando de entendimento (MOU) de dez anos com as oito universidades da Nova Zelândia para estabelecer uma rede internacional de cooperação acadêmica e científica, incluindo o intercâmbio de estudantes e pesquisadores brasileiros e neozelandeses.

Segundo a assessora de Relações Institucionais e Cooperação Internacional da Seti, Gisele Miyoko Onuki, a articulação com as universidades estaduais tem sido fundamental para consolidar a presença do Paraná no cenário internacional. “O Paraná conta com um sistema de internacionalização que une governo e universidades, permitindo avanços coordenados e sustentáveis, e o reconhecimento que temos recebido em eventos como a Faubai é resultado desse trabalho coletivo, que coloca o estado na linha de frente do debate sobre educação internacional no Brasil”, disse.

PROTAGONISMO PARANAENSE – Com uma comitiva de 20 pessoas, a rede de universidades estaduais do Paraná teve participação expressiva na Faubai 2026. Um grupo de representantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM) integrou dois painéis do evento, apresentando ações de internacionalização e estratégias de formação docente para intercâmbios virtuais. Eles também participaram de debates sobre o protagonismo de países de língua portuguesa no cenário geopolítico atual.

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A equipe também lançou o livro bilíngue “Internacionalização na UEM: o Escritório de Cooperação Internacional em ação”, publicação viabilizada pela Seti, com recursos do Fundo Paraná de fomento científico. A obra, que está disponível para download no site da editora da universidade, apresenta um modelo de internacionalização abrangente e inclusivo, com boas práticas que tornaram a estadual paranaense uma referência para outras instituições públicas de ensino superior no Brasil. Foram distribuídos 50 exemplares impressos no evento.

RECURSOS E PARCERIAS – Em março deste ano, o governo estadual lançou um pacote de investimento de R$ 3,5 milhões para estabelecer novas redes de cooperação entre as sete universidades estaduais com instituições de ensino e pesquisa da China, Hungria, Nova Zelândia e Japão. Outra iniciativa promove, anualmente, o intercâmbio de professores do ensino fundamental paranaense para Utah, nos Estados Unidos. Os acordos de cooperação do Sistema Estadual de Ensino Superior posicionam o Paraná como referência de educação.

Fonte: Governo PR

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Bombeiros formam nova turma de mergulhadores para atuação em diferentes regiões do Paraná

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O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) realizou nesta sexta-feira (17), no quartel do Comando-Geral, em Curitiba, a formatura do Curso de Mergulho Autônomo (CMAut) 2026 destinado a cabos e soldados. A capacitação, que formou 14 militares, sendo 13 bombeiros e um policial, representa um importante reforço da capacidade operacional da corporação nos atendimentos em ambientes aquáticos em todo o Estado.

A cerimônia contou com a presença do comandante-geral da corporação, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino; do comandante da Escola Superior de Bombeiro (ESBM), tenente-coronel Eduardo Gomes Pinheiro; e do comandante do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), unidade responsável pela coordenação do curso, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert. 

Hiller destacou a importância da capacitação para a corporação. “A formação desses mergulhadores representa não apenas a qualificação de novos especialistas, mas a difusão desse conhecimento dentro de nossas unidades em todo o Estado. Esses militares se tornam referência e ajudam a ampliar a capacidade técnica de toda a corporação”, afirmou.

Criado em 2009, o CMAut forma militares especializados para atuar em ocorrências que envolvem pessoas, veículos ou objetos submersos, em situações que exigem acesso por meio do mergulho autônomo, com uso de equipamentos de respiração subaquática. Esta é a quinta turma formada pela corporação.

PREPARAÇÃO DE ELITE – Com duração de seis semanas e carga horária de 319 horas-aula, a capacitação submeteu os alunos a atividades de elevada complexidade técnica, com exigência de preparo físico, controle emocional e domínio das técnicas de mergulho. Um dos diferenciais do curso ministrado pelo CBMPR em relação a formações semelhantes no Brasil foi o uso de equipamentos e técnicas avançadas específicas do mergulho de segurança pública.

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A formação foi dividida em duas fases. Na etapa inicial, os alunos passaram por treinamentos em piscina, com foco na base teórica e no desenvolvimento do controle emocional. Na sequência, as atividades foram realizadas em ambientes não controlados, como rios, lagos, represas, pedreiras e mar.

Entre os principais desafios da formação estão as condições de baixa ou nenhuma visibilidade e a necessidade de atuação sob estresse. “A fase de piscina é fundamental para preparar o aluno para situações adversas. Trabalhamos com exercícios progressivos e testes que simulam falhas de equipamento, exigindo que o mergulhador resolva tudo debaixo d’água, sem visibilidade”, explica o 1º tenente Gabriel Marcondes, responsável pela coordenação do curso.

Os mergulhadores são acionados em situações que demandam buscas subaquáticas, especialmente em casos de afogamentos, acidentes com embarcações e recuperação de objetos ou evidências.

Uma ocorrência emblemática da atuação de bombeiros mergulhadores no Paraná ocorreu em 2021, após o naufrágio de uma embarcação da PM durante uma operação no Rio Paraná, no Noroeste do Estado, em que armamentos pesados afundaram na água. Após buscas por mais de duas semanas, equipes do GOST conseguiram localizar os armamentos submersos em uma atuação de alta complexidade de mergulho em correnteza.

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EQUIPAMENTOS E TECNOLOGIA – Entre os avanços recentes da corporação estão a aquisição de máscaras full face, que protegem completamente o rosto do mergulhador, permitindo respirar naturalmente pelo nariz e boca, além das chamadas roupas secas, que evitam o contato com a água em ambientes contaminados.

“Esses equipamentos aumentam significativamente a segurança da operação, tanto do ponto de vista físico quanto biológico, permitindo que o bombeiro atue com mais proteção em ambientes adversos”, destaca Marcondes.

A capacitação ainda incluiu técnicas avançadas, como o mergulho com misturas gasosas enriquecidas com oxigênio, que visam aumentar a segurança e o tempo de fundo em mergulhos. O curso contou ainda com instrutores formados em diferentes estados, garantindo a troca de experiências e a atualização de procedimentos.

CAPACIDADE OPERACIONAL – Após a formatura, os militares retornam às suas unidades de origem nas cidades de Curitiba, Paranavaí, Maringá, Cascavel, Francisco Beltrão, Apucarana e Londrina. A estratégia permite que diferentes regiões passem a contar com pelo menos um especialista na atividade.

A formação de novos mergulhadores amplia a capacidade de resposta do CBMPR em ocorrências complexas, especialmente aquelas que exigem atuação em maiores profundidades ou em condições adversas.

A especialização também contribui para o aumento da segurança das operações, uma vez que o mergulho é uma das atividades mais exigentes e de maior risco dentro da atuação dos bombeiros, demandando preparo técnico e tomada de decisão rápida em situações críticas.

Fonte: Governo PR

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