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Paraná inicia formação de novos residentes para impulsionar a transformação digital

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O Governo do Paraná iniciou nesta quarta-feira (22) as atividades da terceira edição do Programa de Residência Técnica (Restec) em Inovação, Transformação Digital e E-Gov. Ao todo, 189 profissionais com formação em 23 áreas efetivaram a matrícula para atuar em 15 instituições do Poder Executivo estadual, além de 10 servidores públicos que vão participar do curso de especialização do programa. O objetivo é propor soluções inovadoras para fortalecer a eficiência e qualidade dos serviços públicos.

Coordenados pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), os programas de Restec são amparados pela Lei nº 20.086/2019, que estabelece a iniciativa como uma política pública de Estado. Atualmente, o Paraná mantém 1.602 residentes ativos distribuídos em 11 programas, consolidando o Estado como referência na formação técnica e inovação na administração pública.

Nesta edição, a residência voltada à temática governo digital conta com a participação de dez servidores públicos matriculados no curso de pós-graduação. A especialização é coordenada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e o conteúdo teórico é aplicado na modalidade de ensino a distância (EaD), por meio da plataforma da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

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O coordenador do programa, professor Marcio Ronaldo Santos Fernandes, da Unicentro, destaca o objetivo estratégico da residência. “O programa selecionou uma equipe multidisciplinar para atuar em diversos órgãos estaduais. Vamos trabalhar pelos próximos dois anos para contribuir diretamente com as políticas públicas de inovação, transformação digital e governo eletrônico no Paraná”, afirma.

Para a jornalista Milena Victoria da Silva Cruz, selecionada para desenvolver as atividades práticas do programa na Seti, a residência técnica é uma oportunidade de aplicar o conhecimento especializado em projetos do governo. “É uma chance de transformar a teoria em experiência concreta, contribuindo para melhorar os serviços públicos e gerar impacto direto na vida das pessoas”, afirma a residente.

O modelo de residência combina o curso de especialização com a imersão dos profissionais nas atividades administrativas e operacionais dos órgãos, a fim de contribuir para a aplicação de conhecimento técnico em projetos prioritários para o Estado. O objetivo é que essa dinâmica resulte em melhorias concretas nos serviços prestados à população, com avanços em digitalização e transparência.

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PERFIL MULTIDIPLINAR – O grupo de novos residentes reúne profissionais de formações variadas, como Administração, Ciência da Computação, Direito, Engenharias, Jornalismo, Saúde e Serviço Social, entre outras áreas do conhecimento. Essa diversidade é um dos pilares estratégicos do programa para abordar os desafios da transformação digital em diferentes perspectivas e com visões complementares. A ideia é que as soluções inovadoras sejam propostas para atender as demandas da administração pública de forma integrada.

A nova turma de residentes atuará em setores essenciais como fiscalização, saúde, agricultura, tecnologia e segurança pública. Entre as instituições estão o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-PR), o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e as secretarias estaduais da Fazenda (Sefa) e da Saúde (Sesa), entre outras.

Fonte: Governo PR

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IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica

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O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).

As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.

“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.

Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.

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“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.

“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.

CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.

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Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.

“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.

A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.

A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.

Fonte: Governo PR

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