Paraná
Paraná inicia 2026 com mais de 8,7 mil vagas de emprego nas Agências do Trabalhador
A primeira semana de 2026 começa com um cenário positivo para quem busca uma colocação no mercado de trabalho no Paraná. As Agências do Trabalhador do Estado disponibilizam 8.716 vagas de emprego, distribuídas em todas as regiões, refletindo a retomada gradual das atividades produtivas após o período de recesso de fim de ano.
Com o reinício das operações de empresas do comércio, da indústria, dos serviços e da construção civil, a oferta de vagas cresce já nos primeiros dias de janeiro. O movimento é tradicional neste período, quando empresas retomam contratações, recompõem equipes e abrem novas frentes de trabalho para atender à demanda do início do ano.
Entre as funções com maior número de oportunidades, destaca-se o cargo de alimentador de linha de produção, com 1.808 vagas abertas, demonstrando a força do setor industrial paranaense. Na sequência aparecem operador de caixa (426) e repositor de mercadorias (402), funções diretamente ligadas ao comércio, que intensifica as contratações com a normalização do fluxo de consumidores.
O levantamento semanal também aponta vagas para auxiliar de escritório em geral (275), atendente de lojas e mercados (229) e faxineiro (227), reforçando a diversidade de oportunidades disponíveis. Há ainda demanda significativa para cobrador interno (220), açougueiro (213) e auxiliar nos serviços de alimentação (198), setores que seguem em expansão em diferentes regiões do Estado.
Na área de logística e transportes, as oportunidades incluem conferente de carga e descarga (154), auxiliar de logística (142), motorista de caminhão para rotas regionais e interestaduais (135) e despachante de transportes coletivos (132), refletindo o papel estratégico do Paraná como corredor logístico e polo de distribuição.
Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Do Carmo, o início do ano já demonstra a confiança do setor produtivo na economia paranaense. “Começamos 2026 com um volume expressivo de vagas, o que mostra que as empresas estão retomando suas atividades com planejamento e disposição para contratar. Nosso papel é fazer essa ponte entre quem precisa trabalhar e quem precisa contratar, garantindo oportunidades em todas as regiões do Estado”, afirma.
Segundo ele, a atuação das Agências do Trabalhador é fundamental neste momento de retomada. “As unidades estão preparadas para atender os trabalhadores, orientar sobre as vagas disponíveis e encaminhar para processos seletivos. A primeira semana do ano já sinaliza um mercado aquecido, especialmente nos setores industrial, comercial e de serviços”, destaca Do Carmo.
As vagas são destinadas a trabalhadores com diferentes níveis de escolaridade e experiência, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e reforçando o compromisso do Governo do Estado com a geração de emprego e renda. Os interessados devem procurar a Agência do Trabalhador mais próxima para consultar as oportunidades e receber encaminhamento.
Veja a com o detalhamento das vagas.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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