Paraná
Paraná é o estado que mais destinou recursos para a agricultura em 2025
O Paraná foi o estado que mais destinou recursos para a agricultura no primeiro semestre de 2025. Foram R$ 730,91 milhões empenhados entre os meses de janeiro e junho – o maior valor de todo o Brasil, ficando à frente de Rio Grande do Sul (R$ 570 milhões), Santa Catarina (R$ 534 milhões) e São Paulo (R$ 438 milhões), segundo levantamento da assessoria econômica da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa).
O número faz parte do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO), do Tesouro Nacional, e mostra um crescimento substancial no direcionamento de valores para ações no campo ao longo dos últimos anos entre custeio e investimentos. Tanto que a cifra do semestre já é a maior para o período em toda sua história, superando em 28,7% o recorde anterior, registrado nos seis primeiros meses de 2024, com R$ 568 milhões.
Em comparação com 2018, o salto é ainda maior. No primeiro semestre daquele ano, a agricultura paranaense recebeu cerca de R$ 230,8 milhões – o que faz com que o valor tenha mais do que triplicado em sete anos.
Para o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, essa liderança comprova o compromisso do Estado em sua vocação de atuar como supermercado do mundo, potencializando aquilo que o paranaense sabe fazer tão bem. “O agronegócio é o carro-chefe da economia paranaense, responsável por cerca de 36% de seu Produto Interno Bruto (PIB) e, por isso, merece atenção especial”, diz. “São recursos que potencializam nossa capacidade de produção, promovem o desenvolvimento econômico e social de toda a região e tornam o Paraná mais sustentável”.
Ortigara reforça que esse aporte histórico é fruto de um trabalho contínuo de disciplina fiscal e modernização da gestão. Segundo ele, a boa administração ao longo dos últimos anos foi o que permitiu essa injeção crescente de recursos ano após ano e que colocaram o Paraná nessa posição de destaque.
“Manter o equilíbrio das contas públicas nos permite ter a segurança e os recursos necessários para fazer esses aportes a setores estratégicos, como é o nosso agronegócio”, explica. “Isso impulsiona toda a cadeia produtiva e gera um retorno significativo para a sociedade em forma de emprego e renda”.
Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Márcio Nunes, outros três fatores estão por trás dessa liderança paranaense. “Primeiro, a velocidade na implantação de indústrias é fruto de um trabalho muito forte de licenciamento ambiental com segurança técnica e jurídica; segundo, o setor de defesa sanitária e agropecuária é muito forte para certificar a qualidade de nossos produtos; e terceiro são os incentivos fiscais robustos”, diz.
NA PRÁTICA – A maior parte desse montante (45,5%) foi direcionada à promoção da produção agropecuária. Foram R$ 333 milhões que alcançaram ações de fortalecimento das cadeias produtivas regionais e a viabilização de iniciativas que promovem a segurança alimentar.
Esse montante inclui investimentos importantes, como na melhoria e pavimentação de estradas rurais – obras que tanto garantem o escoamento da produção agrícola como facilitam o acesso a serviços públicos, tornando mais ágil o trânsito de ambulâncias, viaturas policiais e ônibus escolares –, assim como ações de fortalecimento da agricultura familiar e de políticas fundiárias.
Além disso, também foram destinados mais R$ 106,9 milhões para ações de abastecimento, como o próprio gerenciamento e manutenção das Ceasas em todo o Estado, assim como medidas que fazem com que o alimento chegue à mesa do paranaense.
É o caso do programa Leite das Crianças, que auxilia no combate à desnutrição infantil com a distribuição gratuita e diária de um litro de leite a crianças de seis a 36 meses de famílias de baixa renda, e do Compra Direta que adquire alimentos produzidos por cooperativas e associações da agricultura familiar para abastecer restaurantes populares, cozinhas comunitárias, bancos de alimentos e hospitais filantrópicos.
INVESTIMENTOS – Ao longo deste primeiro semestre de 2025, foram empenhados R$ 339 milhões apenas em investimentos para atividades relacionadas ao campo. O valor é mais do que o dobro do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram alocados R$ 148 milhões.
Esse aumento de mais de 129% inclui as estradas rurais e o auxílio a municípios para a compra de maquinário – a previsão é aplicar R$ 1,5 bilhão no programa, destinando recursos a fundo perdido a 397 municípios e outros oito consórcios intermunicipais. Também faz parte desse montante o programa Irriga Paraná, que tem como objetivo ampliar em 20% as áreas destinadas à agricultura que contam com sistema de irrigação no Estado.
Confira a lista dos dez primeiros:
Paraná – R$ 730,9 milhões
Rio Grande do Sul – R$ 570 milhões
Santa Catarina – R$ 534 milhões
São Paulo – R$ 438 milhões
Bahia – R$ 390 milhões
Ceará – R$ 374 milhões
Piauí – R$ 366 milhões
Minas Gerais – R$ 348 milhões
Rio de Janeiro – R$ 319 milhões
Espírito Santo – R$ 301 milhões
Fonte: Governo PR
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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