Paraná
Paraná é o 5º estado com mais indenizações pagas em acidentes com ônibus
Os dados do Relatório Anual do Seguro DPVAT mostram que os acidentes com ônibus são uma realidade preocupante do trânsito brasileiro. Apenas no ano passado, foram pagas 5.748 indenizações por ocorrências envolvendo o veículo, além de micro-ônibus e vans, em todo o país. São Paulo lidera a lista de estados com maior número de pagamentos, somando 20% dos pagamentos de indenização envolvendo o transporte coletivo (1.151 no total). Minas Gerais, Rio de Janeiro, rio Grande do Sul e Paraná aparecem em seguida, com 838, 801, 345 e 335 indenizações, respectivamente.
Na maior parte dos casos, as vítimas eram pedestres. Os passageiros são o segundo tipo de vítima mais atingida. Em 2018, eles somaram cerca de 45% das indenizações pagas por acidentes envolvendo ônibus. Os motoristas, por sua vez, são os menos atingidos nos acidentes de ônibus.
Diferentemente das ocorrências envolvendo os demais tipos de veículo, a faixa etária de 45 a 64 anos é a principal afetada nas ocorrências com ônibus. Os adultos nesta faixa de idade somaram 2.122 sinistros em 2018, enquanto os jovens de 18 a 34 anos concentraram 1.238 seguros.
“O uso do cinto de segurança nos transportes coletivos seria o ideal, mas sabemos que ainda não é uma realidade. O volume de pessoas que precisam ser transportadas é muito grande e, muitas vezes, seguem viagem em pé. Por isso, é fundamental que os condutores sejam prudentes ao volante para evitar quedas e acidentes mais bruscos”, diz coordenador do SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto.
Rizzotto ressalta ainda que, por fazerem parte do trânsito, os pedestres também devem estar atentos aos cuidados para evitar acidentes. De acordo com ele, o uso do celular, a falta de atenção ao semáforo e o hábito de atravessar as ruas fora da faixa de pedestre contribuem para a negligência durante o deslocamento a pé.
Paraná
Em Guarapuava, MPPR oferece cinco denúncias contra grupo investigado na Operação Abecedário por fraudes em licitações e desvios na área da educação
O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 7ª Promotoria de Justiça de Guarapuava, no Centro-Sul do estado, ofereceu cinco denúncias contra um grupo criminoso acusado de fraudar licitações no Município.
Acesse áudio da Promotora de Justiça Leandra Flores
As denúncias decorrem da Operação Abecedário, deflagrada em 2024 para apurar fraudes ocorridas entre 2020 e 2024 que envolviam a contratação de serviços de engenharia civil voltados a pequenos reparos em prédios públicos, com destaque para escolas e centros municipais de educação infantil.
Crimes denunciados – A primeira denúncia aponta a formação de uma organização criminosa integrada por sete empresários, que atuou entre 2019 e 2024. O grupo simulava concorrência entre empresas pertencentes ao mesmo conglomerado e empresas parceiras para fraudar os certames licitatórios, obter vantagens indevidas e corromper agentes públicos locais, com atuação também em outros municípios do estado.
Outras duas denúncias tratam da prática de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo empresários, um engenheiro civil da prefeitura e sua esposa. As investigações revelaram que, entre 2021 e 2022, o servidor público recebeu propina em dez ocasiões, totalizando cerca de R$ 85.600,00 em valores atualizados. Para ocultar o recebimento dos valores ilícitos, foram utilizadas, em oito oportunidades, contas bancárias de familiares e amigos do funcionário.
A quarta ação penal imputa os crimes de peculato e corrupção ao ex-secretário municipal de Educação de Guarapuava, ao seu filho, a empresários e ao mesmo engenheiro civil do Município. Entre 2021 e 2022, materiais adquiridos com recursos públicos foram desviados para uma obra particular do ex-secretário. Adicionalmente, o filho do ex-gestor foi contratado indevidamente pelas empresas investigadas, servindo como subterfúgio para o repasse de propina mensal por 17 vezes, entre 2021 e 2023. O prejuízo aos cofres públicos e as vantagens ilícitas somaram R$ 50.591,73 em valores atualizados.
A quinta denúncia abrange dez pessoas, incluindo empresários e agentes públicos, acusadas de fraudes, obtenção de vantagem indevida e peculato no âmbito de concorrência pública destinada a reparos em prédios escolares. Dos R$ 4.504.778,73 pagos à empresa contratada, o Ministério Público requer o ressarcimento de R$ 2.140.425,42 correspondentes a serviços não executados ou cobrados acima do valor contratado, irregularidades identificadas por auditoria da instituição. Pede-se também a devolução do lucro ilícito auferido, calculado em R$ 365.337,56 em valores da época.
Em 2024, a Operação Abecedário cumpriu 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Criminal de Guarapuava contra os agora denunciados. As investigações continuam, com o objetivo de analisar outras licitações de que o grupo participou.
Matéria anterior:
01/07/2024 – Operações apuram crimes praticados por servidores de Guarapuava
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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