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Paraná diversifica mercados e se consolida como 5º maior exportador do Brasil

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Com um cenário cada vez mais desafiador no comércio exterior, o Paraná tem conseguido expandir as vendas para outros mercados, consolidando-se como o 5º maior exportador do País. De janeiro a setembro deste ano, foram US$ 17,7 bilhões exportados, com saldo positivo de US$ 2 bilhões em relação às importações, que somaram US$ 15,6 bilhões. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram organizados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

As exportações paranaenses vêm passando por um processo de desconcentração de mercados internacionais. De janeiro a setembro deste ano, os produtos paranaenses chegaram a 209 mercados internacionais. Argentina, Índia, Irã e Singapura, por exemplo, apresentaram forte crescimento.

A vizinha Argentina, por exemplo, praticamente dobrou a participação nas importações de produtos paranaenses, passando de 4,3% nos primeiros nove meses de 2024, para 8,2% no mesmo período deste ano. Foi a maior variação registrada por um parceiro comercial, com 86,4%. A exportação de automóveis cresceu 253%, chegando a US$ 367,7 milhões em 2025, ante US$ 112,7 milhões no ano passado.

Já a Índia viu sua participação na balança comercial do Paraná sair de 1,8% para 2,7% entre janeiro e setembro de um ano e outro, o que representa uma variação de 48,5%. O óleo de soja bruto foi o responsável por puxar esse aumento, com US$ 338,8 milhões e participação de 71,6% nas exportações. Produtos químicos orgânicos e metalúrgicos diversos também tiveram contribuição expressiva, com 37,4% e 24,9% de variação positiva, respectivamente.

O Irã foi responsável por 2,5% das vendas paranaenses para o mundo em 2025, com uma variação de 15,8% em relação aos 2,1% no mesmo período de 2024. Foram US$ 434,7 milhões comprados pelo país asiático, com destaque para os cereais, com US$ 269,8 milhões e variação de 476,6% em relação aos US$ 46,7 milhões do ano passado.

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Já Singapura passou de 1,3% para 1,9% de participação, com óleos e combustíveis sendo o produto mais comercializado pelo Paraná ao país, com US$ 222,6 milhões de janeiro a setembro deste ano, um aumento de 101,6% em relação aos US$ 110,4 milhões do mesmo período de 2024.

“O Estado vem passando por um processo importante de desconcentração de mercadorias e destinos, ampliando as exportações para mercados como Argentina, Índia, Irã, e a Singapura, caracterizando mais uma vez que a indústria paranaense vem se modernizando, agregando maior valor aos seus produtos, assim como sua produção agrícola”, destacou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

Essa desconcentração das exportações é reflexo do momento atual pelo qual as duas maiores economias do mundo vêm passando. A China, grande importadora de soja e seus derivados, representou 23,7% do total vendido pelo Paraná ao exterior nos nove primeiros meses de 2025, ante uma participação de 28,5% relativa ao mesmo período de 2024, uma redução de 4,8 pontos percentuais. Essa diminuição é consequência da posição chinesa de reduzir a participação do farelo de soja como ração animal.

Nesse mesmo sentido, os Estados Unidos, que antes registraram uma participação de 6,4% de janeiro a setembro de 2024, viram esse número reduzir para 5,6% no mesmo período deste ano. A diminuição tem como pano de fundo as tarifas impostas aos produtos brasileiros pelo governo norte-americano, que impactaram principalmente as cadeias da madeira e café.

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PRODUTOS – A soja em grão continua como o principal produto paranaense exportado para o mundo, representando 20,9% da balança comercial do Estado. Foram US$ 3,7 bilhões nos primeiros nove meses de 2025.

Na sequência, aparecem carne de frango “in natura”, responsável por 14,8% das exportações paranaenses, com US$ 2,6 bilhões comercializados; farelo de soja, com 5,4% e US$ 953,2 milhões; açúcar bruto, com 4,7% e US$ 830,7 milhões; automóveis, com 3,7% e US$ 649,7 milhões; papel e cereais, ambos com 3,5% de participação e US$ 618,5 milhões e US$ 616,8 milhões vendidos, respectivamente.

A balança comercial foi favorável para o Estado. De janeiro a setembro de 2025, foram US$ 17,7 bilhões exportados, contra US$ 15,6 bilhões importados, um saldo positivo de US$ 2 bilhões. “O Paraná permanece apresentando números positivos em relação ao seu comércio exterior. Dos US$ 17,7 bilhões, US$ 10,5 bilhões são em alimentos”, acrescentou Callado.

O Paraná é o 5º maior exportador do País e o primeiro do Sul, atrás apenas de São Paulo (US$ 52,4 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 33,6 bilhões), Minas Gerais (US$ 33 bilhões) e Mato Grosso (US$ 22,5 bilhões). Pará (US$ 17,6 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 15,4 bilhões), Goiás (US$ 10,4 bilhões), Santa Catarina (US$ 9 bilhões) e Bahia (US$ 8,3 bilhões) também foram destaque. Os demais estados responderam juntos por US$ 37,8 bilhões.

Fonte: Governo PR

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Policial civil denunciado pelo MPPR em Umuarama perde o cargo e é condenado a 5 anos e 9 meses de prisão por desviar caça-níqueis para explorar jogos ilegais

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Um agente da Polícia Civil do Paraná foi condenado à perda do cargo público e à pena de 5 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado, mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 12.144,00, pelo crime de peculato. A sentença foi proferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, que julgou parcialmente procedente ação penal ajuizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná a partir da Operação Alcova, deflagrada em setembro do ano passado contra uma organização criminosa que explorava jogos de azar e jogo do bicho no município.

A investigação revelou que o policial civil, valendo-se das facilidades de sua função, desviou sete máquinas caça-níqueis que haviam sido apreendidas e que deveriam ser encaminhadas ao depósito judicial. O material foi transportado durante a noite e fora do horário de expediente, em uma viatura descaracterizada, até uma propriedade rural ligada ao grupo criminoso. Posteriormente, uma das máquinas foi localizada pela polícia, novamente em operação, em um dos bares pertencentes ao grupo.

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Outras condenações – Além do policial, a Justiça condenou um empresário, apontado como gestor operacional e financeiro da organização criminosa, os proprietários de dois bares e o gerente dos equipamentos pelas práticas de organização criminosa e contravenção de jogos de azar e jogo do bicho. As penas foram de 6 anos, 4 meses e 10 dias mais cerca de R$ 75.900,00 de multa para o empresário, 5 anos, 4 meses e 5 dias mais pagamento de multa de aproximadamente R$ 2.176 para um dos réus que administrava um bar e 8 anos, 4 meses e 5 dias de prisão mais multa de aproximadamente R$ 2.682 para os outros dois réus. Eles mantinham de forma estável pontos de aposta com máquinas de caça-níqueis, de apostas e aplicativos de bingo. Cabe recurso da decisão.

Processos 0005080-16.2025.8.16.0173 e 0013003-93.2025.8.16.0173

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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