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Paraná comemora os 33 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente com webinar

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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 33 anos nesta quinta-feira, 13 de julho. Para marcar a data, o Governo do Estado, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Social e Família, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente (Cedca-PR), promove o seminário online “ECA – Avanços e Desafios”. O webinar será nesta sexta-feira (14), às 9 horas, com transmissão pelo canal da Sedef no Youtube

Participarão das discussões a promotora de Justiça, Tarcila Santos Teixeira, do Ministério Público do Paraná, e a assessora do Hospital Pequeno Príncipe, Thelma Alves de Oliveira. Serão abordadas questões relevantes sobre as garantias de direitos das crianças e adolescentes do Paraná.

Uma das principais conquistas do ECA foi a valorização do princípio da prioridade absoluta. Isso significa que, em qualquer situação, os interesses das crianças e adolescentes devem ser colocados em primeiro lugar, sendo considerados sujeitos de direitos, com prioridade em receber proteção e cuidado.

Segundo o presidente do Cedca-PR, Adriano Roberto dos Santos, essa mudança foi fundamental para a promoção de políticas públicas voltadas para esse público. Esse é um dos objetivos da conversa de sexta-feira. 

“A criança como prioridade absoluta recebe o olhar não apenas do serviço público, dos conselhos, dos órgãos de defesa, mas sim de toda a sociedade, que passou a entender que essa união de esforços é o que garante que as crianças e adolescentes tenham seus direitos garantidos”, ressalta.

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Instituído em 1990, substituindo o antigo Código de Menores, o ECA trouxe uma abordagem inovadora ao estabelecer um conjunto de direitos e deveres específicos para crianças e adolescentes. É reconhecido como marco na defesa da dignidade, da saúde, da educação, da cultura e da proteção integral desses indivíduos.

O Estatuto estabelece a responsabilidade compartilhada entre família, sociedade e Poder Público na garantia de um ambiente seguro e saudável para o desenvolvimento das crianças e adolescentes. Também prevê medidas socioeducativas para adolescentes em conflito com a lei, buscando sua reintegração à sociedade de forma adequada.

“O ECA é um grande avanço na garantia dos direitos e na proteção da criança e do adolescente e a legislação brasileira é uma das mais avançadas do mundo nesta área”, diz o secretário do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni.

“No Paraná, temos muitos motivos para comemorar porque temos diversas políticas voltadas a esse público, com financiamento do Fundo da Infância e da Adolescência e do Tesouro do Estado, mas sabemos que ainda há muito que avançar”, destaca. “Cuidar das crianças e adolescentes, principalmente das que vivem em condição de vulnerabilidade, é uma missão diária”.

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Um dos projetos de proteção desse público envolve o fortalecimento das Comissões Regionais de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes. Vinculadas à Sedef e ao Cedca, elas são formadas por representantes do Poder Público e de entidades do setor privado e têm como principal objetivo garantir a proteção efetiva às crianças e adolescentes.

Elas contribuem para a formulação de políticas públicas nesta área e, por meio de mobilização de entidades governamentais, não governamentais e privadas, promovem ações de conscientização e campanhas específicas sobre o tema.

“A violência contra a criança não escolhe classe social. Somos responsáveis pelo combate, denunciando pelo número 181, mas, principalmente, reforçando junto à criança e ao adolescente que eles não têm culpa de nada”, finaliza Carboni.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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