Paraná
Paraná chega ao fim do ano com recorde de 26,7 mil vagas nas Agências do Trabalhador
O Paraná chega na última semana de outubro com e postos avançados da Rede Sine, o maior número registrado em 2025. As oportunidades contemplam diferentes níveis de escolaridade e estão distribuídas por todo o Estado, com forte presença dos setores industrial, de serviços e comércio, que seguem impulsionando a geração de postos formais.
As funções com maior número de vagas são para alimentador de linha de produção (7.304), abatedor (1.414), magarefe (1.019) e operador de caixa (976). O levantamento mostra o protagonismo da indústria no atendimento da Rede Sine, especialmente nas regionais de Cascavel, Campo Mourão e Pato Branco, onde o setor responde por grande parte das contratações.
Entre os destaques regionais, Cascavel tem 6.640 vagas abertas, entre elas alimentador de linha de produção (2.262) e abatedor (960). Em seguida, aparecem Curitiba e Região Metropolitana (4.491), com destaque para o setor de logística, comércio e serviços. A Capital concentra 873 vagas, com procura por operadores de telemarketing, auxiliares de alimentação e atendentes de lojas e mercados.
Na Regional de Campo Mourão, são 3.829 vagas, majoritariamente na indústria alimentícia e frigorífica, com destaque para alimentador de linha de produção (1.454) e magarefe (478). Em Foz do Iguaçu, há 2.532 vagas, com procura por operadores de caixa (136) e repositores de mercadorias (118), além de abatedores (95).
A Regional de Londrina registra 2.442 vagas, com concentração no setor industrial e de transportes, especialmente para motoristas de caminhão (75) e ajudantes de motorista (74). Já Pato Branco soma 1.913 vagas, destacando-se na indústria alimentícia e na construção civil, com funções como alimentador de linha de produção (586) e atendente de lojas e mercados (59).
Em Maringá, o destaque é o setor agroindustrial, com 1.389 vagas, sendo 498 para alimentadores de linha de produção e 127 para magarefes. Na Regional de Umuarama, há 1.053 vagas, com ênfase em alimentador de linha de produção (462) e auxiliar de escritório (118).
Guarapuava conta com 978 vagas, com oportunidades principalmente na indústria e no comércio, enquanto Paranaguá soma 600 vagas, voltadas ao setor portuário, serviços e comércio. Ponta Grossa registra 619 vagas, com destaque para pedreiros, motoristas de caminhão e serventes de obras, e Jacarezinho, 232 vagas, impulsionadas pelo setor têxtil, com destaque para costureiro na confecção em série (103).
Além das vagas operacionais, a plataforma Master Job, em Curitiba e na Região Metropolitana, oferece 47 oportunidades para profissionais técnicos e de nível superior, e cinco vagas de estágio em áreas como administração, engenharia, marketing, direito e educação.
De acordo com o secretário do Trabalho, Qualificação e Renda do Paraná, Do Carmo, a oferta reflete o dinamismo econômico do Paraná e a força dos investimentos produtivos.
“Encerrar outubro com o maior número de vagas do ano mostra a vitalidade da nossa economia e o resultado do esforço conjunto entre Governo, setor produtivo e municípios. O Paraná continua sendo referência nacional na geração de empregos formais, e as Agências do Trabalhador têm papel essencial nesse processo de inclusão e oportunidades”, destacou o secretário.
Fonte: Governo PR
Paraná
Equipes do Brasil atuam contra o tempo para localizar sobreviventes na Venezuela
Os integrantes do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) que fazem parte da equipe brasileira de busca e resgate seguem atuando contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24). Na região de La Guaira, no litoral venezuelano, os bombeiros trabalham em turnos operacionais de 12 horas, com paradas apenas para hidratação devido ao calor intenso, concentrando esforços na localização de vítimas que ainda possam estar vivas em estruturas colapsadas.
Desde a chegada ao país, na noite de sexta-feira (27), a missão brasileira – coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – atua em uma das áreas mais afetadas pelo desastre. As equipes realizam o reconhecimento das edificações atingidas, avaliam a estabilidade das estruturas e empregam cães de busca e equipamentos especializados para localizar e sinalizar possíveis vítimas sob os escombros, orientando as operações de resgate.
O DESAFIO DAS BUSCAS – Mesmo cinco dias após o terremoto, ainda existe a possibilidade de encontrar sobreviventes. De acordo com o CBMPR, o desabamento de edificações pode formar os chamados “espaços vitais” — pequenos vazios criados entre lajes, vigas e outros elementos estruturais que permitem a sobrevivência de pessoas soterradas. Nesses casos, vítimas com poucos ferimentos podem permanecer vivas por vários dias, desde que consigam respirar, embora o risco aumente com o passar do tempo em razão da desidratação e do esgotamento físico.
Por isso, as equipes concentram os esforços no emprego de cães de busca e de equipamentos especializados capazes de localizar vítimas que permanecem em áreas profundas das estruturas colapsadas. Segundo o líder da equipe paranaense na missão, tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, as vítimas de mais fácil localização já foram resgatadas pelas equipes venezuelanas nos primeiros dias após o desastre e, agora, o trabalho das equipes internacionais é muito mais técnico e demorado.
“As vítimas superficiais normalmente já foram retiradas pelas equipes locais. Nós entramos em uma fase de busca técnica no interior das edificações colapsadas. São manobras demoradas, prédio por prédio, utilizando cães e equipamentos especializados para localizar pessoas que possam estar em espaços vitais sob os escombros”, explica.
Além da complexidade das buscas, os bombeiros também enfrentam riscos constantes durante a operação. Antes de entrar nas estruturas colapsadas, as equipes precisam estabilizar e escorar os escombros para reduzir o risco de novos desabamentos, permanecendo atentas à ocorrência de tremores secundários.
“Hoje tivemos um tremor secundário de magnitude 5,1 que conseguimos sentir durante a operação. Quando você está no interior dos escombros, qualquer movimentação pode provocar um novo colapso sobre os bombeiros. Por isso trabalhamos sempre com escoramentos e protocolos rigorosos de segurança”, afirma o bombeiro.
CENÁRIO DE DESTRUIÇÃO – A área mais atingida pelo terremoto se estende por aproximadamente 60 km entre Caracas e o litoral venezuelano. Segundo o tenente-coronel Gabriel Greinert, em alguns pontos da região turística de La Guaira há edifícios de 10 a 15 pavimentos completamente destruídos, tornando a operação ainda mais complexa.
Atualmente, cerca de 30 equipes internacionais participam das operações de busca e resgate, organizadas em diferentes setores de atuação, e a força-tarefa brasileira esteve entre as primeiras a chegar ao país para reforçar os trabalhos.
“O deslocamento aqui é muito difícil por causa dos escombros. Levamos mais de uma hora para percorrer poucos quilômetros. Não há energia elétrica na região, existe dificuldade para conseguir combustível e praticamente todas as famílias foram afetadas. As pessoas estão dormindo nas ruas porque muitas casas desabaram ou ficaram comprometidas. É um sentimento de muita tristeza, mas também de gratidão entre aqueles que conseguiram sobreviver”, relata o oficial.
Segundo ele, apesar da atuação das equipes locais desde os primeiros momentos após o terremoto, o cenário ainda é de grande impacto humanitário. “Todos perderam alguém, seja um familiar, um amigo ou um conhecido. Ainda há um grande trabalho sendo realizado pelas autoridades locais para atendimento às vítimas e apoio à população”, afirma.
PLANEJAMENTO OPERACIONAL – A missão brasileira foi mobilizada para permanecer na Venezuela por até 15 dias. O planejamento prevê que os dez primeiros sejam dedicados às buscas por sobreviventes em estruturas colapsadas. A partir desse período, conforme a evolução do cenário, as equipes poderão passar a atuar em ações de apoio humanitário à população afetada.
MISSÃO BRASILEIRA – A mobilização teve início poucas horas após o terremoto que atingiu a Venezuela. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná enviou dez bombeiros militares, dois cães de busca e cerca de quatro toneladas de equipamentos especializados. Eles se reuniram aos demais integrantes da missão brasileira em São Paulo, de onde decolaram para o país afetado em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Ao todo, 44 brasileiros embarcaram na missão, incluindo bombeiros, equipes de apoio da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e profissionais da área da saúde.
Os bombeiros paranaenses integram a BRA-01, equipe brasileira especializada em Busca e Resgate em Estruturas Colapsadas (BREC), formada pelos Corpos de Bombeiros Militares do Paraná, São Paulo e Minas Gerais e em processo de certificação internacional junto ao Grupo Consultivo Internacional de Busca e Resgate (Insarag), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU).
A participação do Paraná na equipe brasileira é resultado de um processo de preparação iniciado com a criação da Força-Tarefa de Resposta a Desastres do CBMPR, em 2017. Nos últimos anos, bombeiros paranaenses participaram de exercícios e intercâmbios técnicos com o Exército Brasileiro e corporações estrangeiras, incluindo atividades de certificação na Austrália e de observação de protocolos internacionais em Singapura.
“Essa atuação na Venezuela demonstra que o investimento contínuo na nossa força-tarefa colocou o Paraná entre as corporações brasileiras preparadas para integrar o BRA-01 e atuar em operações internacionais de alta complexidade. Esse é o resultado de anos de treinamento, aperfeiçoamento técnico e integração com os padrões internacionais de busca e resgate”, afirma o comandante-geral do CBMPR, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino.
Fonte: Governo PR
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