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Agro

Pará lança programa de fomento ao açaí com crédito e garantia de compra para produtores

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Programa de fomento ao açaí é lançado em Belém

Produtores de açaí do Pará passam a contar com o ‘Projeto de Integração da Cadeia do Açaí’, iniciativa lançada em 26 de março, em Belém. O programa, idealizado pela Polpanorte, reúne agricultores, autoridades e representantes do setor e tem como objetivo organizar a produção, ampliar a renda e trazer maior segurança para os trabalhadores rurais.

Assistência técnica, crédito e garantia de compra

Com adesão já em andamento, o programa foi estruturado para atender diretamente os agricultores, oferecendo assistência técnica contínua, acesso facilitado a linhas de crédito e garantia de compra da produção. O modelo reduz riscos e garante previsibilidade para a atividade rural. Durante o evento de lançamento, foi firmado o primeiro contrato local, dando início à implementação prática do projeto.

João Zeppone, CEO da Polpanorte, ressalta a importância do foco no produtor:

“Quando existe acesso à orientação, crédito estruturado e oportunidade de mercado garantida, o produtor produz melhor e com mais segurança, fazendo toda a diferença para quem trabalha no campo.”

Parcerias estratégicas fortalecem o projeto

O programa conta com o Banco do Brasil como agente financeiro e com o apoio técnico e científico de SENAR/ATEG, FAEPA e Embrapa, que garantem acompanhamento e capacitação dos participantes.

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Na prática, os agricultores terão:

  • Linhas de crédito com condições diferenciadas
  • Acompanhamento técnico contínuo
  • Garantia da compra da produção

Segundo Fernando Bertoti, Diretor de Operações da Polpanorte:

“A atuação acontece diretamente nos municípios, com orientação profissional, cadastro e acompanhamento próximo. É uma ação contínua que garante resultados no curto, médio e longo prazo.”

Garantia de compra traz estabilidade e reduz riscos

Um dos pilares do projeto é a garantia de compra, formalizada por contrato entre produtores e indústria. A medida protege os agricultores das oscilações de mercado e fortalece a relação entre campo e indústria.

O programa também reforça o papel do Pará como polo nacional de produção de açaí e marca o início de sua expansão para outros municípios do estado.

Polpanorte e presença nacional

Referência no processamento de frutas, a Polpanorte oferece um portfólio com mais de 130 produtos, incluindo açaí, cremes e sorbets, distribuídos em 40 mil pontos de venda no Brasil e no exterior. A empresa mantém operações industriais no Paraná e no Pará, investindo constantemente em inovação e expansão.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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