Brasil
Países do Mercosul consolidam avanços na cooperação turística regional
Representantes de países membros e associados do Mercosul definiram nesta quarta-feira (22.10), em Brasília (DF), os pontos de cooperação conjunta que marcarão os próximos passos do bloco no setor. Durante reunião de ministros do Turismo do grupo comandada por Celso Sabino, do Brasil – que ocupa a Presidência Pro Tempore do Mercado Comum do Sul –, foram acertadas ações a serem adotadas com vistas à crescente integração regional.
Um dos pontos discutidos é o reforço da marca “Visit South America”, que envolve atrativos do bloco e busca ampliar a visibilidade dos destinos locais no cenário global, de modo a aumentar a atração de visitantes. Os participantes do encontro na capital federal também decidiram dar continuidade ao trabalho de promoção do Caminho dos Jesuítas da América do Sul, que envolve pontos históricos comuns de Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai.
O ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino, celebrou a união de forças sul-americanas pelo desenvolvimento sustentável do ramo. “A reunião de hoje reafirma, de forma robusta, o compromisso do Mercosul com o fortalecimento da cooperação turística conjunta. Acreditamos firmemente que o bloco pode ser um exemplo global de turismo sustentável, unindo meio ambiente, cultura e desenvolvimento local”, conclamou Sabino.
Conforme decidido nesta quarta-feira, o Mercosul manterá, ainda, a valorização do turismo gastronômico regional, potencializando a divulgação das riquezas culinárias únicas da região e consolidando-as como vetores de identidade, inovação e competitividade regional. Outro passo crucial é o desenvolvimento da Rota Natural do Sul, que reúne atrativos naturais do bloco e fortalece a integração entre turismo e sustentabilidade ambiental.
APROXIMAÇÃO – A ministra do Turismo do Paraguai, Angelita Duarte, celebrou a oportunidade de estreitar laços na América do Sul e, assim, proporcionar o fortalecimento da região como destino turístico de destaque no mundo. “Agradecer por este passo tão enriquecedor, que nos permite retomar nosso esforço, nosso trabalho conjunto dedicado ao Mercosul, o que fortalece os laços entre os nossos países irmãos”, declarou Duarte.
Também presente à reunião em Brasília, o secretário executivo do Ministério da Cultura do Brasil, Márcio Tavares, apontou benefícios da contínua integração entre os setores cultural e turístico. “Sem cultura, não há turismo sustentável. E sem turismo, a cultura perde um de seus maiores aliados econômicos e de projeção internacional. Nós caminhamos lado a lado”, enfatizou Tavares, que representou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, no evento.
O encontro reuniu, ainda, o ministro do Turismo do Uruguai, Pablo Menoni; o secretário de Turismo, Ambiente e Esportes da Argentina, Daniel Scioli; o vice-ministro do Turismo da Bolívia, Hiver Flores; a vice-ministra do Turismo do Chile, Verónica Pardo; o diretor da ONU Turismo para as Américas e o Caribe, Heitor Kadri, e o chefe da Assessoria Especial de Relações Internacionais do Ministério do Turismo do Brasil, João Ricardo Viegas, entre outras autoridades.
FUTEBOL – A reunião ministerial de Turismo do Mercosul também abordou o lançamento da Rota do Futebol e dos Estádios do bloco, iniciativa proposta pelo Brasil a fim de valorizar a importância do esporte como elemento de identidade regional e ativo turístico compartilhado. A ação busca conectar arenas, museus e experiências relacionadas ao futebol em uma oferta turística regional unificada, realçando o papel cultural e histórico do esporte na América do Sul.
“Outro avanço significativo da Presidência Pro Tempore brasileira do Mercosul é o lançamento dessa Rota. A Rota representa mais um esforço no sentido de ampliar nossa promoção conjunta, alinhada à estratégia ‘Visit South America’, criando uma experiência turística integrada, diversificada e sustentável e fortalecendo o turismo como motor de desenvolvimento e cooperação regional”, observou o ministro do Turismo do Brasil, Celso Sabino.
O projeto da Rota do Futebol e dos Estádios do Mercosul conta com o apoio dos demais países do grupo e prevê a possibilidade de inclusão contínua de novos museus e arenas, além de parcerias junto a operadores turísticos e influenciadores regionais. O roteiro será ainda mais evidenciado com a realização da Copa do Mundo FIFA de Futebol Feminino de 2027 no Brasil, elevando a atratividade da América do Sul para turistas de todo o planeta.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
OMS e Unicef destacam avanço do Brasil em vacinação
Dados divulgados nesta terça-feira (15) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostram que o Brasil reduziu de forma expressiva o número crianças zero-dose, aquelas que não receberam a primeira dose da vacina com componente DTP — representada no Brasil pela pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib), bactéria responsável por doenças graves, como meningite e pneumonia. Com isso, o país deixou de integrar a lista dos 20 países com o maior número dessas crianças e registrou um dos maiores avanços mundiais na recuperação da cobertura vacinal infantil.
De acordo com as Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional (WUENIC), o número de crianças zero-dose no Brasil caiu de 360 mil, em 2023, para 255 mil em 2024, alcançando 50 mil em 2025. O resultado representa uma redução de aproximadamente 86% em relação ao ano anterior e de quase 90% na comparação com 2023.
Segundo as estimativas, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. As organizações atribuem esse resultado ao aumento da cobertura vacinal e aos aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação das informações sobre imunização, tornando os dados mais precisos e completos.
O avanço reflete o fortalecimento das ações de imunização desenvolvidas pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios. Entre as estratégias adotadas estão a retoma intensificação das campanhas de vacinação, com a retomada dos dias de mobilização, a busca ativa de crianças com esquemas vacinais incompletos, a ampliação da vacinação em escolas, o fortalecimento da rede de salas de vacina, a melhoria dos sistemas de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e o monitoramento contínuo das coberturas vacinais em todo o território nacional.
Cenário internacional
Os resultados brasileiros ocorrem em um contexto em que a recuperação da vacinação infantil ainda avança lentamente em nível mundial. Os dados da WUENIC apontam que, aproximadamente 116 milhões de crianças, o equivalente a 90% dos bebês nascidos em 2025, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP). Já 110 milhões (85%) completaram o esquema de três doses. Apesar da melhora em relação ao ano anterior, a cobertura global permanece abaixo dos níveis registrados antes da pandemia de Covid-19.
O relatório estima que 13,5 milhões de crianças permaneceram sem receber a primeira dose da vacina contendo DTP em 2025, indicador utilizado internacionalmente para monitorar crianças zero-dose. Outros 7,3 milhões iniciaram o calendário vacinal, mas não concluíram o esquema recomendado. Como consequência, 57 países registraram surtos importantes de sarampo ao longo do último ano.
Entre os 195 países avaliados, apenas 30 conseguiram ampliar suas coberturas vacinais desde 2019, enquanto 65 permaneceram estagnados ou apresentaram retrocessos. O Brasil está entre os 17 países que registraram aumento superior a cinco pontos percentuais na cobertura da primeira dose da vacina contendo DTP entre 2019 e 2025 e apresentou o segundo maior crescimento no período, de 19 pontos percentuais, atrás apenas da Líbia.
Destaque nas Américas
Na Região das Américas, o Brasil apresentou desempenho superior ao observado em diversos países. Enquanto algumas nações registraram queda na cobertura da primeira dose da vacina DTP entre 2024 e 2025, o Brasil manteve a tendência de recuperação da vacinação infantil e reduziu significativamente o número de crianças zero-dose.
Em números absolutos, México (218 mil), Venezuela (185 mil), Argentina (101 mil) e Bolívia (89 mil) concentram atualmente os maiores contingentes de crianças zero-dose na região. O Brasil reduziu esse número para cerca de 50 mil crianças, resultado que reforça o processo de recuperação das coberturas vacinais no país.
As estimativas da OMS e do Unicef são elaboradas anualmente com base nos dados reportados pelos países e constituem a principal referência internacional para o acompanhamento da cobertura vacinal. As organizações ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias voltadas à ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil.
Vanessa Aquino e João Vitor Moura
Ministério da saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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