Paraná
Operação da PCPR em Sarandi prende quatro pessoas ligadas a homicídios e tráfico
A Polícia Civil do Paraná (PCPR), com apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal de Sarandi, cumpriu 17 ordens judiciais no município, nesta sexta-feira (19), que resultaram na prisão de quatro pessoas e na apreensão de drogas, armas de fogo, munições e dinheiro. Os suspeitos são investigados por homicídio, tráfico de drogas e organização criminosa.
Segundo as investigações, desde dezembro de 2023 pessoas envolvidas com o tráfico de drogas vinham cometendo crimes em diversos pontos da cidade. As diligências apontam que os suspeitos estiveram relacionados a pelo menos sete homicídios no período, além de ataques com armas de fogo e agressões, que tiveram a participação de adultos e de menores de idade.
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“A operação tem por objetivo desarticular os grupos criminosos que atuam na cidade e prender os principais suspeitos de homicídios ocorridos nos últimos cinco meses em Sarandi, bem como cessar novos crimes dolosos contra a vida”, explicou delegado William Araujo Ribeiro.
Ao todo, 50 policiais cumpriram 17 mandados, sendo 11 de prisão, quatro de busca domiciliar e dois de busca e apreensão de adolescentes. As equipes localizaram quatro suspeitos, que foram presos. Dos dois adolescentes, um deles foi localizado, apreendido e enviado a um Centro de Socioeducação (Cense).
A PCPR prossegue com as investigações a fim de localizar e prender os demais envolvidos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal
O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.
Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos
As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.
Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).
Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.
Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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