Brasil
ONU Turismo: Brasil se destaca no crescimento do turismo internacional no mundo
O crescimento do turismo internacional do Brasil em 2025 foi um dos destaques da mais recente edição do Barômetro Mundial do Turismo (World Tourism Barometer), relatório da ONU Turismo divulgado nesta terça-feira (20.01). O país apresentou o maior crescimento nas chegadas de visitantes estrangeiros entre os principais destinos internacionais.
De janeiro a dezembro de 2025, o Brasil registrou um aumento de 37% em relação ao mesmo período de 2024. Com o desempenho, o país superou destinos que também tiveram forte expansão, como Egito (20%), Marrocos (+14%) e as Ilhas Seychelles (+13%).
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destaca a consolidação do Brasil como um destino protagonista nas viagens de turistas estrangeiros. “O Brasil tem atrativos como nenhum outro destino no mundo e isso atrai o desejo do turista de fora, de conhecer as nossas belezas, a nossa cultura, nossa gastronomia e o nosso povo. O Brasil está pronto para receber ainda mais visitantes neste ano”, celebra o ministro.
Globalmente, segundo o relatório, mais de 1,5 bilhão de turistas viajaram internacionalmente em 2025, quase 60 milhões a mais do registrado em 2024. No último ano, o Brasil registrou o recorde na chegada de turistas estrangeiros, com 9,3 milhões de visitantes desembarcando no território nacional, superando a meta anual de 6,9 milhões prevista no Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.
Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, os números da ONU Turismo confirmam que a estratégia de reposicionamento da imagem do Brasil no exterior é um sucesso sem precedentes. “Hoje o turismo é um dos maiores motores de desenvolvimento e geração de empregos e o mundo olha para o Brasil com desejo e confiança. Crescer quase dez vezes mais que a média mundial é fruto de um trabalho técnico focado em conectividade aérea, sustentabilidade e na diversidade dos nossos destinos. Reposicionamos o país no mundo, valorizando nossa diversidade, sustentabilidade e experiências únicas”, afirmou.
“De acordo com o Barômetro Mundial da ONU Turismo, enquanto as Américas cresceram 1% e a América do Sul avançou 7% em 2025, o Brasil se destacou com um crescimento de 37% nas chegadas internacionais. Esse resultado não é episódico: reflete um posicionamento consistente do país, apoiado pela ampliação de rotas, qualificação de produtos e alinhamento com políticas de turismo sustentável”, destaca, Heitor Kadri, diretor do Escritório Regional da ONU Turismo para as Américas no Brasil.
O desempenho recorde brasileiro confirma o protagonismo do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da imagem do Brasil no exterior, além de sinalizar um cenário promissor para os próximos anos, em linha com as diretrizes do Plano Nacional de Turismo.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Fórum internacional debate ações e ferramentas de proteção para mulheres viajantes
A segurança continua sendo o fator preponderante na escolha de destinos para mulheres que viajam sozinhas: seis em cada dez brasileiras já desistiram de uma viagem por receio de violência ou assédio. O cenário desafiador norteou os debates do painel “Segurança Turística da Mulher”, realizado nesta quarta-feira (3), durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O encontro focou na consolidação de ferramentas de proteção e no papel do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — desenvolvido em parceria com a UNESCO — para reverter esses indicadores.
A publicação foi estruturada a partir de uma pesquisa nacional inédita com 2.712 brasileiras, conduzida pela jornalista e consultora Anelise Zanoni. “O Guia é um avanço e mostra que existe um caminho importante para garantir que a liberdade de viajar seja exercida plenamente por todas as mulheres”, afirmou a especialista.
O levantamento detalhou que o sentimento de proteção supera critérios tradicionais de consumo, como o preço, na escolha de um destino. O estudo mapeou que os eixos de maior vulnerabilidade ocorrem justamente nos deslocamentos de chegada e partida, como em terminais e transportes por aplicativo, servindo de alerta para a urgência de qualificação no atendimento dessas redes.
Segundo a especialista, os dados reais não servem para desanimar as viajantes, mas para subsidiar o poder público e o trade na criação de destinos preparados. O guia orienta diretamente hotéis, bares e receptivos a adotarem protocolos claros de suporte. “Isso mostra a importância de destinos preparados, profissionais capacitados e canais acessíveis para acolher e orientar quem precisa de ajuda”, afirmou.
Mais de 80% das mulheres consideram indispensável que os estabelecimentos saibam acolher e orientar a turista, transformando a estrutura do setor privado em uma rede de proteção ativa. Zanoni lembrou que a publicação também estimula o fim do silêncio, já que 64,8% das vítimas de incidentes relataram não ter buscado ajuda por falta de canais confiáveis.
A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu que a discussão seja tratada como uma pauta transversal, interligando inteligência, mobilidade urbana e o setor de hospedagem.
Segundo ela, pesquisas baseadas em evidências dão visibilidade a demandas que antes ficavam invisíveis. “O desafio do poder público, marchando junto com a iniciativa privada, é construir um ambiente onde a mulher exerça sua autonomia com tranquilidade, sem precisar se manter em estado de alerta constante durante os seus momentos de lazer ou de trabalho”, afirmou.
A especialista em gestão estratégica, risco e operações, Coronel Jousilene de Sales Tavares, destacou que a sensação de segurança é um dos fatores mais determinantes para que as mulheres decidam viajar e aproveitar plenamente os destinos turísticos. Segundo ela, a construção de ambientes mais seguros depende de planejamento, análise de dados e atuação integrada entre segurança pública, setor turístico, comércio e poder público.
Ao apresentar experiências desenvolvidas na Paraíba, a coronel explicou que o uso de inteligência e monitoramento tem permitido identificar padrões de ocorrências, áreas mais vulneráveis e horários de maior risco. Essas informações orientam ações preventivas e ajudam a direcionar investimentos em tecnologia e policiamento para os locais mais sensíveis.
Jousilene também chamou a atenção para a importância da denúncia e do fortalecimento dos canais de acolhimento. Segundo ela, o enfrentamento da violência contra a mulher exige resposta das forças de segurança, mudança cultural e capacitação permanente dos profissionais envolvidos no atendimento ao público.
A painelista destacou ainda que grandes eventos representam uma oportunidade para testar e aperfeiçoar estratégias de proteção às mulheres. Como exemplo, citou o trabalho desenvolvido durante o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, que reúne milhares de visitantes e conta com monitoramento por câmeras, inteligência integrada e ações voltadas à prevenção de ocorrências em áreas de maior circulação.
Versão internacional
O lançamento das versões em inglês e espanhol da publicação foi uma das entregas anunciadas durante o debate. A medida amplia o alcance internacional da iniciativa e reforça o posicionamento do Brasil na construção de políticas voltadas à segurança, à informação e à autonomia das mulheres no turismo.
As versões do guia podem ser acessadas neste link.
Programação
A programação desta quarta-feira (3) incluiu os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutiu os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reuniu empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.
Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.
As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário eletrônico.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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