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Ofício das Tacacazeiras é reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil

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O processo de elaboração de uma das comidas mais típicas da Amazônia brasileira acaba de alcançar uma importante conquista. Nesta terça-feira (25.11), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconheceu o Ofício das Tacacazeiras da Região Norte como Patrimônio Cultural do Brasil, destacando a importância das mulheres amazônicas na preservação de saberes ancestrais ligados à culinária regional.

A decisão, que insere o ofício no Livro dos Saberes, foi tomada na 111ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, integrado pelo Ministério do Turismo e composto por técnicos e representantes da sociedade civil. Prato conhecido da Amazônia, o tacacá é feito com tucupi e goma (derivados da mandioca), camarão seco, jambu e temperos, fruto da integração de práticas agrícolas, saberes tradicionais e técnicas culinárias, entre outras práticas.

O ministro do Turismo, Celso Sabino, ressalta que a iniciativa valoriza o trabalho de comunidades tradicionais, além de reforçar o potencial do turismo gastronômico no país. “O tacacá e todos os demais pratos amazônicos não são apenas alimentos, mas sim embaixadores da biodiversidade, da história e da força do povo que se orgulha de suas raízes amazônicas, tornando-se um forte atrativo para o turismo gastronômico no Brasil”, aponta.

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O Ofício das Tacacazeiras é comum às sete capitais da Região Norte, com características distintas. Na cidade de Belém (PA), por exemplo, há registros literários e artísticos sobre as tacacazeiras desde o final do século XIX. A decisão do IPHAN destaca que o ofício surgiu em um contexto de crise econômica e falta de empregos formais, quando mulheres passaram a utilizar a venda de alimentos de rua como estratégia de sobrevivência e de manutenção familiar

O pedido de registro do bem começou em 2010, quando o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) solicitou o reconhecimento como parte de um trabalho maior a respeito dos saberes relacionados à mandioca no Pará. No ano de 2024, o processo ganhou novo impulso com uma pesquisa realizada em parceria com a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), que ouviu mais de 100 tacacazeiras nos sete estados da Região Norte.

Segundo o estudo, as tacacazeiras transformaram o preparo e a comercialização do prato no seu meio de vida, ocupando praças, esquinas, feiras e mercados das cidades amazônicas. Ainda conforme a pesquisa da UFOPA, quase 70% das pessoas que trabalham com o tacacá são mulheres, muitas delas de meia-idade ou mais velhas, que aprenderam o ofício com suas mães, avós ou sogras e hoje transmitem o conhecimento para as novas gerações.

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HORIZONTE – Com o reconhecimento, o IPHAN vai elaborar um Plano de Salvaguarda, que contempla 5 eixos: gestão e empreendedorismo; acesso a matérias-primas e insumos; melhoria das condições de comercialização; divulgação cultural e gastronômica; e direito à cidade, garantindo melhor infraestrutura nos pontos de venda. O objetivo é preservar o saber-fazer e aprimorar as condições de trabalho das tacacazeiras.

VALORIZAÇÃO – A inclusão do processo de elaboração do Tacacá no Livro de Saberes se junta a várias outras práticas culinárias reconhecidas pelo IPHAN. A lista inclui o Ofício das Baianas de Acarajé; os Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal; o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro (AM); as Tradições Doceiras da região de Pelotas (RS) e a Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí, entre outros.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Salvador reúne história, cultura, gastronomia e tradições que encantam visitantes durante todo o ano

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Fundada em 1549, Salvador (BA) foi a primeira capital do Brasil e o centro administrativo da América Portuguesa por mais de dois séculos. Reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1985, o Centro Histórico preserva igrejas, conventos, largos e casarões ligados à história política, econômica e cultural do país.

A posição estratégica entre a Baía de Todos-os-Santos e o Oceano Atlântico transformou a cidade em um dos principais portos da colônia portuguesa, marcado pelo comércio de açúcar e pela chegada de milhares de africanos escravizados.

Hoje, Salvador reúne patrimônio histórico, gastronomia, música, festas populares e manifestações religiosas que mantêm vivas diferentes influências culturais.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu Salvador pela preservação do traçado original da Cidade Alta e de um dos mais importantes conjuntos urbanos coloniais das Américas. O Centro Histórico reúne igrejas, conventos, prédios públicos e casarões construídos entre os séculos 17 e 19.

O título também considera o papel da cidade como ponto de encontro entre culturas europeias, africanas e indígenas, herança presente na arquitetura, na religiosidade, na gastronomia, na música e nas tradições locais.

O que fazer

Entre os principais atrativos estão:

  • Pelourinho: um dos principais cartões-postais de Salvador, reúne casarões coloridos, igrejas históricas, museus, centros culturais e apresentações artísticas.

  • Elevador Lacerda: liga a Cidade Alta à Cidade Baixa e oferece uma das vistas mais conhecidas da Baía de Todos-os-Santos.

  • Catedral Basílica de Salvador: uma das igrejas mais importantes do país, conhecida pelo interior ricamente ornamentado.

  • Igreja e Convento de São Francisco: considerada uma das maiores expressões do barroco brasileiro, destaca-se pelos detalhes em ouro e pelo conjunto artístico.

  • Largo do Terreiro de Jesus: reúne importantes construções históricas e é um dos principais pontos de encontro do Centro Histórico.

  • Museu da Misericórdia: instalado em um edifício histórico, apresenta parte da história da cidade e da Santa Casa da Bahia.

  • Mercado Modelo: localizado na Cidade Baixa, reúne lojas de artesanato, gastronomia típica e vista para a Baía de Todos-os-Santos.

  • Basílica do Senhor do Bonfim: um dos principais símbolos religiosos da Bahia, conhecida pelas fitinhas coloridas e pela tradicional Lavagem do Bonfim.

  • Casa do Carnaval da Bahia: museu interativo dedicado à história da maior festa popular da cidade.

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Quando visitar

Salvador recebe visitantes durante todo o ano, mas alguns períodos tornam a experiência ainda mais especial:

  • Carnaval (fevereiro ou março): considerado um dos maiores do mundo, reúne trios elétricos, blocos e apresentações em diferentes circuitos da cidade.

  • Festa de Iemanjá (2 de fevereiro): realizada no bairro do Rio Vermelho, reúne milhares de fiéis e visitantes, que levam flores e oferendas ao mar em homenagem à Rainha das Águas.

  • Lavagem do Bonfim (janeiro): cortejo que percorre cerca de oito quilômetros até a Basílica do Senhor do Bonfim, tradição que reúne manifestações religiosas e culturais há mais de 250 anos.

  • Semana Santa: igrejas históricas recebem celebrações religiosas e programação especial.

  • Festival da Primavera (setembro): espalha shows, apresentações culturais, gastronomia e atividades ao ar livre em diferentes bairros da capital.

Ao longo do ano, Salvador também recebe festivais gastronômicos, eventos culturais, festas populares e manifestações religiosas que movimentam o Centro Histórico.

Como chegar

Salvador conta com um dos principais aeroportos do Nordeste e recebe voos diretos das principais capitais brasileiras e de destinos internacionais.

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Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Internacional de Salvador, a cerca de 30 quilômetros do Centro Histórico. O trajeto pode ser feito de carro, táxi, transporte por aplicativo ou ônibus.

Para quem viaja de carro, o acesso é feito principalmente pelas rodovias BR-324 e BR-101, que conectam a capital baiana a diferentes regiões do estado.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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