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Oferta equilibrada e boa reposição mantêm estabilidade nos preços da carne de frango no Brasil

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Mercado de frango segue estável no atacado e no vivo

O mercado brasileiro de carne de frango apresentou estabilidade nos preços durante a última semana, tanto no segmento de aves vivas quanto no atacado. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, o cenário atual reflete um equilíbrio entre oferta e demanda, com boa reposição de produtos ao longo da cadeia produtiva.

“O mercado segue em acomodação, mas com perspectivas positivas para o consumo interno, que tende a aumentar neste período do ano”, destacou Iglesias.

Consumo doméstico ganha força com o 13º salário

Com a chegada do fim do ano, o analista explica que o setor se beneficia do aquecimento natural do consumo, impulsionado pelo pagamento do décimo terceiro salário, contratações temporárias e confraternizações típicas do período. Esses fatores ajudam a manter a demanda firme e contribuem para a estabilidade das cotações no mercado interno.

Exportações seguem como principal motor do setor

Iglesias ressaltou que o maior otimismo do setor vem do mercado externo. O Brasil deve manter um forte ritmo de exportações nos próximos meses, com retomada de importantes mercados importadores.

“A tendência é que o país atinja um novo recorde em 2026, com cerca de 5,5 milhões de toneladas de carne de frango embarcadas”, afirmou o analista da Safras & Mercado.

Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, atendendo mais de 150 países e consolidando sua posição de liderança no comércio global.

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Cotações estáveis no atacado e na distribuição

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes de frango seguiram estáveis na maior parte das praças monitoradas.

  • Cortes congelados – Atacado (São Paulo):
    • Peito: R$ 10,60/kg
    • Coxa: R$ 7,70/kg
    • Asa: R$ 10,30/kg
  • Distribuição:
    • Peito: R$ 10,80/kg
    • Coxa: R$ 7,90/kg
    • Asa: R$ 10,50/kg
  • Cortes resfriados – Atacado:
    • Peito: R$ 10,70/kg
    • Coxa: R$ 7,80/kg
    • Asa: R$ 10,40/kg
  • Distribuição:
    • Peito: R$ 10,90/kg
    • Coxa: R$ 8,00/kg
    • Asa: R$ 10,60/kg
Preço do frango vivo também mostra estabilidade regional

Nas principais regiões produtoras, os preços do frango vivo permaneceram estáveis, com variações pontuais:

  • Minas Gerais: R$ 5,60/kg
  • São Paulo: R$ 6,00/kg (queda frente aos R$ 6,20/kg da semana anterior)
  • Santa Catarina (integração): R$ 4,75/kg
  • Oeste do Paraná: R$ 4,90/kg
  • Rio Grande do Sul: R$ 4,75/kg
  • Mato Grosso do Sul: R$ 5,55/kg
  • Goiás: R$ 5,55/kg
  • Distrito Federal: R$ 5,60/kg
  • Pernambuco: R$ 8,30/kg
  • Ceará: R$ 8,60/kg
  • Pará: R$ 8,70/kg
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O equilíbrio entre produção e consumo, somado ao bom escoamento interno, tem evitado grandes oscilações nos preços, segundo analistas de mercado.

Exportações brasileiras de carne de frango mantêm bom desempenho

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, em novembro de 2025 (até o dia 20), o Brasil exportou 214,59 mil toneladas de carne de frango e miudezas, totalizando US$ 378,4 milhões em receita.

A média diária de embarques foi de 21,45 mil toneladas, com US$ 37,84 milhões em faturamento médio diário. O preço médio por tonelada ficou em US$ 1.763,40.

Na comparação com o mesmo período de novembro de 2024, houve queda de 12,3% no valor médio diário, recuo de 6,6% na quantidade exportada e redução de 6,1% no preço médio.

Perspectivas para o setor em 2026

Com a demanda internacional em recuperação, especialmente da Ásia e do Oriente Médio, o Brasil deve continuar sendo protagonista no mercado global de carne de frango.

A expectativa de analistas é que o setor feche 2025 com desempenho positivo e entre em 2026 com otimismo, impulsionado pela diversificação de mercados, pela eficiência produtiva e pela competitividade internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de soja superam 3,4 milhões de toneladas e ritmo deve acelerar

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Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais mostram que o País embarcou cerca de 3,48 milhões de toneladas do grão entre 19 e 25 de abril, com previsão de aceleração para 4,46 milhões de toneladas no intervalo de 26 de abril a 2 de maio.

O desempenho reflete o pico do escoamento da safra e a maior fluidez operacional nos portos. O Porto de Santos concentrou o maior volume, superando 1,4 milhão de toneladas na semana, seguido pelo Porto de Paranaguá, com mais de 400 mil toneladas. No Arco Norte, terminais como Porto de Barcarena e Porto do Itaqui ampliaram participação no escoamento, reforçando a mudança estrutural da matriz logística.

Além da soja em grão, o farelo e o milho também registraram movimentação relevante, indicando maior integração entre cadeias e aproveitamento da capacidade instalada nos principais corredores de exportação.

No consolidado de abril, o volume total embarcado deve variar entre 18 milhões e 20 milhões de toneladas, considerando todos os produtos monitorados pela ANEC. A soja responde pela maior parcela, com cerca de 14,9 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,75 milhões de toneladas. O farelo apresenta recuperação em relação aos meses anteriores, ainda que em volumes menores.

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No acumulado de 2026, o Brasil já ultrapassa 41 milhões de toneladas exportadas de soja, mantendo desempenho robusto no mercado internacional. A comparação com 2025 reforça a tendência de crescimento, especialmente no primeiro quadrimestre. Abril, em particular, supera em mais de 2,3 milhões de toneladas o volume registrado no mesmo mês do ano passado.

A demanda segue concentrada na Ásia. Entre janeiro e março, a China respondeu por aproximadamente 75% das importações de soja brasileira, consolidando-se como principal destino. Na sequência aparecem países como Espanha e Turquia, além de outros mercados asiáticos e do Oriente Médio que vêm ampliando participação. No milho, a pauta é mais diversificada, com destaque para Egito, Vietnã e Irã.

O ritmo das exportações é sustentado por três vetores principais: safra volumosa, demanda internacional aquecida e ganhos logísticos, com maior uso dos portos do Norte e redução relativa da dependência dos corredores tradicionais do Sul e Sudeste. A tendência, segundo o setor, é de manutenção desse patamar nos próximos meses, acompanhando o avanço da comercialização e o fluxo global de grãos.

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Fonte: Pensar Agro

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