Agro
LS Tractor aposta em tratores para aplicações especiais na Expodireto Cotrijal 2026
A LS Tractor, multinacional sul-coreana com forte presença no Brasil, apresenta na Expodireto Cotrijal 2026, que ocorre de 9 a 13 de março em Não-Me-Toque (RS), seus tratores voltados a aplicações especiais na agricultura e na avicultura. Entre os destaques estão os modelos R50 e R65, projetados para oferecer alto desempenho, precisão e versatilidade, atendendo a demandas específicas de vitivinicultura, pomares de maçã e manejo em aviários.
Não-Me-Toque: referência em tecnologia agrícola
Localizado no norte do Rio Grande do Sul, o município de Não-Me-Toque é reconhecido por sua agricultura altamente produtiva, beneficiada por solos férteis, relevo favorável e clima propício. A região se destaca no cultivo de soja, milho e cereais de inverno, como trigo e aveia, com forte presença de propriedades familiares e adoção crescente de agricultura de precisão.
O cooperativismo tem papel estratégico nesse cenário, com destaque para a Cotrijal, promotora da Expodireto Cotrijal, uma das maiores feiras agro do continente, que serve de palco para lançamentos tecnológicos e inovações voltadas ao campo.
R65 e R50: eficiência em vinhedos e pomares de maçã
O trator R65 é a principal novidade da LS Tractor para culturas que exigem operações delicadas e precisas. Com motor LS diesel turbo de 4 cilindros e 65 cv, oferece força e desempenho para pulverização, roçada entre linhas, transporte de insumos e condução de implementos específicos, mesmo em terrenos irregulares ou com declividade.
Segundo Astor Kilpp, consultor de marketing da LS Tractor, “a transmissão LS Synchro Shuttle com 32 marchas à frente e 16 à ré, aliada ao super-redutor (Creeper), permite deslocamentos extremamente lentos e controlados, fundamentais para operações delicadas em vinhedos e pomares de maçã, reduzindo danos às plantas e frutos”.
A cabine fechada de fábrica oferece proteção contra poeira, névoa de defensivos e radiação solar, garantindo conforto e segurança para o operador durante atividades críticas, como pulverizações frequentes.
Aplicações estratégicas na avicultura
Os modelos R50 e R65 Rops também se destacam na aviação moderna, atuando em manejo de galpões, tratamento de cama, transporte interno de insumos e movimentação de resíduos. A tração 4×4 com eixo dianteiro pivotado proporciona manobrabilidade superior em espaços reduzidos, enquanto o sistema de proteção eletrônica do motor garante segurança em ambientes com alta concentração de partículas.
“Os tratores contribuem para ganhos em produtividade e redução de esforço manual, além de otimizar a manutenção da infraestrutura interna das granjas”, explica Kilpp.
Diferenciais técnicos que garantem performance e segurança
Entre os principais destaques dos modelos R50 e R65 estão:
- Motor LS diesel 4 cilindros, 50 e 65 cv, tecnologia Mar1/Tier3
- Levante hidráulico com capacidade de 1.250 kg
- Tomada de força independente: 540, 540E, 540SE, 750 e 1.000 rpm
- Transmissão Synchro Shuttle com reversor sincronizado e super-redutor (Creeper)
- Direção hidráulica com coluna ajustável
- Tecnologia opcional de gestão de frota via telemetria
Essa combinação permite tarefas em baixa velocidade com precisão, manobras constantes em espaços reduzidos e confiabilidade em operações intensivas.
Opções de financiamento e acesso facilitado
Durante a Expodireto, a LS Tractor oferece o Consórcio LS Tractor, que permite a compra sem juros, com prazo de até 120 meses, sem taxa de adesão, e lance fixo ou livre, sem comprometer o limite de crédito bancário.
Além disso, os tratores podem ser adquiridos via PRONAF, com taxa de 2,99% ao ano, prazo de até sete anos e financiamento de até 90% do valor do equipamento. Linhas de crédito como FINAME e programas de incentivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar também estão disponíveis, ampliando o acesso dos produtores à mecanização e modernização da produção.
Felippe Vieira, diretor Comercial da LS Tractor, ressalta: “Essas alternativas possibilitam que pequenos e médios produtores avancem em produtividade e eficiência, respeitando a realidade econômica de cada propriedade”.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul
A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.
No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.
A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.
O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.
No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.
Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.
A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.
No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.
O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.
No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.
Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.
O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.
Fonte: Pensar Agro
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