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Número de furtos cai 6,3% no primeiro semestre no Paraná, média de 31 a menos por dia

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Além da queda no número de homicídios, a quantidade de furtos (todas as modalidades) caiu no Paraná no primeiro semestre de 2023. Em todo o Estado foram registradas 82.679 ocorrências do crime de janeiro a julho, contra 88.293 no mesmo período do ano anterior, uma redução de 5.614 casos, ou 6,3%. São 31 furtos a menos por dia em todo o Paraná, em média. O melhor mês do período foi fevereiro (13.963 casos).

Os dados são do Relatório Estatístico Criminal do Centro de Análise, Planejamento e Estatística da Secretaria da Segurança Pública (Sesp), divulgado nesta quinta-feira (3). 

A queda de furtos ocorreu em 19 das 23 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISPs), que é a divisão adotada pelo Estado para análises criminais. As regiões que tiveram maiores reduções percentuais foram a 6ª AISP de União da Vitória (8 municípios), a 19ª AISP de Rolândia (16 municípios) e a 15ª AISP de Umuarama (30 municípios). 

Em União da Vitória, foram 182 casos a menos (de 785 para 603), ou queda de 23,1%. Em Rolândia, a redução foi de 1.930 para 1.526, 404 a menos (-20,9%). Em Umuarama, no Noroeste do Paraná, houve 1.643 casos no primeiro semestre de 2023, contra 2.011 no mesmo período de 2022, queda de 18,3%.

Em números absolutos, a 2ª AISP, com sede em São José dos Pinhais, composta por 22 municípios da Região Metropolitana de Curitiba, teve redução de 1.226 casos (de 10.345 para 9.119, ou 11,8%). A 20ª AISP de Londrina (de 5.694 para 5.141, 553 a menos, ou 9,71%) e a 4ª AISP de Ponta Grossa (de 4.949 para 4.452, 497 a menos, ou 10%) completam esse recorte de resultados gerais.

O número de furto de veículos também apresentou queda, de 1,9%, diferença de 6.721 nos primeiros seis meses de 2022 e 6.587 em 2023. O melhor mês do Estado foi fevereiro, com 995 casos. A região de Toledo teve queda de 40,5% (de 373 para 222). Rolândia ficou em segundo, com 34,8% (de 184 para 120).

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Furtos a residências caíram 5% no Paraná, com 851 registros a menos, ou 4,7 a menos por dia, e furtos em comércio caíram 1,34%.

Para o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, a redução se deve ao maior investimento em equipamentos, pessoal e viaturas, atrelado ao forte trabalho de investigação e elucidação criminal feito pela Polícia Civil. “O Paraná adotou soluções avançadas em segurança, incluindo sistemas de monitoramento inteligente e análise de dados, permitindo a identificação de padrões criminais, tornando mais eficazes as ações de patrulhamento”, afirmou.  

ROUBOS – Além dos furtos, diversas regiões do Paraná tiveram queda expressiva no número de roubos no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, indicando tendência já apontada no relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que registrou queda de 4,9% nos casos em todo o ano de 2022 (frente a 2021).

As AISPs de São Mateus do Sul, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Francisco Beltrão, Umuarama, Maringá e Londrina tiveram reduções superiores a 20% nos indicadores.

Houve queda em 17 das 23 AISPs. A maior redução ocorreu na 8ª AISP de Laranjeiras do Sul, composta por 10 municípios da região Centro-Sul. A diminuição, de 47,3%, representa 18 crimes a menos no período (38 roubos de janeiro a junho de 2022 e 20 no mesmo período de 2023). 

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A 5ª AISP de São Mateus do Sul, que engloba oito municípios da região Sul, registrou redução de 39,6% ou, em números absolutos, 48 ocorrências a menos (de 121 para 73). Na 15ª AISP de Umuarama, que abrange 30 municípios, a queda foi de 32,7% (76 ocorrências a menos).

A 7ª AISP de Guarapuava (14 municípios), a 10ª AISP de Francisco Beltrão (26 municípios), a 17ª AISP de Maringá (25 municípios) e a 20ª AISP de Londrina (5 municípios) tiveram quedas de 21,4%, 27,5%, 26,7% e 31,8%, respectivamente. A maior redução foi em Londrina, com 279 roubos a menos no período (de 875 para 596), seguido por Maringá, com 213 a menos (de 797 para 584), Guarapuava, com 33 a menos (de 154 para 121), e Francisco Beltrão, com 21 a menos (de 98 para 71).

Em números absolutos, além de Londrina e Maringá, a 2ª AISP de São José dos Pinhais teve 122 roubos a menos (de 1.915 para 1.793).

Também houve queda no roubo de veículos (2%, 38 casos a menos), com destaque para 8ª de Laranjeiras do Sul, com nenhum caso registrado no primeiro semestre, e no índice de roubos a residências (16,6%, 232 a menos), com destaque para os indicadores de Laranjeiras do Sul (-81,2%) e Umuarama (-57,14%).

Roubos em comércio caíram 14,4%, com 282 casos a menos. As regiões de Cornélio Procópio, Laranjeiras do Sul, Paranavaí, Francisco Beltrão, Pato Branco, Guarapuava, União da Vitória e São Mateus do Sul tiveram menos de 20 casos cada no primeiro semestre. 

Os dados estatísticos podem ser acessados AQUI .

Fonte: Governo PR

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A partir de atuação do MPPR, Agência Nacional de Proteção de Dados determina suspensão imediata de reconhecimento facial de alunos da rede estadual de ensino

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão imediata da coleta e do tratamento de dados pessoais biométricos de crianças e adolescentes da rede pública estadual de ensino do Paraná. A medida cautelar preventivo-corretiva veda o uso da tecnologia de reconhecimento facial voltado ao registro de frequência escolar em todas as instituições estaduais.

Áudio do Promotor de Justiça Marcos José Porto Soares

A decisão administrativa da ANPD foi tomada após decisão judicial que determinou a intimação do órgão regulador em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Paraná na 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Mourão com o objetivo de paralisar a coleta dos dados biométricos de mais de um milhão de estudantes no estado.

Andamento judicial – Nos autos da ação civil pública ajuizada pelo MPPR, que pede a remoção do ilícito e indenização por danos morais coletivos, o Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de Campo Mourão destacou a repercussão do caso ao analisar pedidos de ingresso de diversas entidades como “amici curiae” (“amicus curiae” é um terceiro – uma pessoa, uma instituição, uma ONG, uma associação ou um órgão público – que entra no processo para oferecer informações técnicas, pareceres ou visões especializadas que ajudem o juiz a tomar a melhor decisão possível).

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A decisão judicial ressaltou que a controvérsia transcende o interesse local ao envolver garantias fundamentais da era digital e diretrizes nacionais de educação, determinando a oitiva prévia da ANPD, do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação antes da apreciação das medidas liminares.

A ação do MPPR embasa projeto de lei apresentado no Congresso Nacional e é mencionada por vários veículos da imprensa internacional.

Processo 0004208-55.2025.8.16.0058

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28/04/2025 – Promotoria de Justiça em Campo Mourão ajuíza ação civil por violação à Lei Geral de Proteção de Dados na coleta de biometria facial de alunos de escolas públicas

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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