Paraná
Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades de Curitiba amplia resolução de casos de reconhecimento de paternidade
O Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades (NACC), unidade do Ministério Público do Paraná, alcançou, no primeiro semestre deste ano, a regularização de 105 registros de nascimento de pessoas que, até então, contavam somente com o nome da mãe em suas certidões. O total de casos supera em 47,89% o número de ações semelhantes no mesmo período do ano passado, quando foram regularizadas 71 certidões de nascimento. A expansão deve-se à atuação extrajudicial da unidade especializada do MPPR, que conta com um setor específico para averiguação de paternidade. Os direitos constitucionais à filiação e ao reconhecimento de paternidade são fundamentais para que sejam assegurados diversos outros direitos aos cidadãos, como o provimento de alimentos, convivência familiar e a participação na divisão de bens provenientes de eventual herança.
Como funciona – A atuação do Ministério Público na área é regulamentada pela Lei 8.560/92 e o trabalho tem início após a instituição receber, do Poder Judiciário, a relação de registros provenientes dos Cartórios de Registro Civil em que não constam a identidade do pai das crianças registradas. Anteriormente à remessa ao MPPR, o Juiz de Direito da Vara de Registros Públicos busca a resolução por meio de “averiguação oficiosa de paternidade”, com a notificação da pessoa apontada como pai pela mãe da criança. Nos casos em que o suposto pai é localizado e há concordância com o reconhecimento, é firmado termo e incluído o nome do pai no seu registro de nascimento. Já nas situações em que não há êxito na regularização da filiação, os casos são levados ao Ministério Público, sendo o Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades a unidade responsável por esse serviço.
A partir dos encaminhamentos do Judiciário, o MPPR entra em contato com as mães e, havendo interesse na continuidade do procedimento, notifica o suposto pai para que este reconheça espontaneamente a paternidade ou solicite a realização de exame de DNA – todas essas etapas ocorrem no âmbito extrajudicial. Uma vez obtida a confirmação da paternidade, e havendo concordância entre os envolvidos, é celebrado termo de reconhecimento de paternidade para posterior retificação do registro de nascimento. Relativamente à pensão alimentícia, regularização da guarda e do direito de convivência, em Curitiba, o NACC mantém parceria com o Programa Justiça no Bairro, do Tribunal de Justiça do Paraná, trazendo celeridade na resolução da demanda. Quando há a negativa no reconhecimento de paternidade e na resolução consensual ocorre a judicialização dos casos pelo Ministério Público.
Esclarecimentos – Mesmo nos casos de “alegação negativa de paternidade”, quando a mãe se recusa a indicar o nome do suposto pai, as mulheres são convidadas a comparecer à sede da instituição e recebem orientações acerca do direito de filiação e demais direitos dos filhos, destacando-se também os direitos e deveres da maternidade e paternidade responsáveis. A atuação do Ministério Público na averiguação de paternidade ocorre também nos casos em que o pai é falecido, quando ele reside em outra comarca ou país, quando se encontra recolhido no sistema prisional ou, ainda, nas situações de paternidade socioafetiva, evitando-se, assim, as denominadas “adoções à brasileira”.
Atendimento à população – Para requerer ao Ministério Público o registro da paternidade, a pessoa pode buscar a Promotoria de Justiça em sua cidade para obter informações sobre os procedimentos e documentação necessária. O trabalho é conduzido a partir das Promotorias que atuam perante os Registros Públicos. Em Curitiba, isso é feito pelo setor especializado em averiguação de paternidade no NACC, que atende de segunda a sexta-feira, das 08h30 às 17h30, na sede da instituição, no Centro Cívico. Os contatos das Promotorias em todo o estado podem ser encontrados no site do MPPR.
Alcance – Ainda são muitos os casos de crianças registradas somente com o nome da mãe no país. De acordo com dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), neste primeiro semestre do ano, dos 12.192 registros de nascimento ocorridos em Curitiba, 504 (4,13%) foram lavrados sem a menção da paternidade. Em 2022, dos 23.872 registros, 924 (3,87%) não tinham o nome do pai. Em todo o estado, dos 76 mil registros dos seis primeiros meses do ano, 3,6 mil não tinham a paternidade estabelecida, enquanto durante todo o ano de 2022, de 145,5 mil nascimentos formalizados, 6,4 mil só possuíam a informação da identidade materna.
Serviço
Em Curitiba
Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades (NACC)
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30min
Local: Rua Deputado Mario de Barros, 1.290, Edifício Caetano Munhoz da Rocha, Centro Cívico
Telefone (ou mensagem de whatsapp): (41) 3250-4835
Nas demais comarcas
Entre em contato com a Promotoria de Justiça da sua região
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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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