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Novo reservatório da Sanepar no Tatuquara amplia abastecimento na Capital e RMC

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As obras de ampliação do Sistema de Abastecimento de Água Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC) estão ganhando forma no bairro do Tatuquara, da Capital. O bairro recebe um novo reservatório capaz de armazenar 10 milhões de litros de água tratada, o equivalente a 20.000 caixas-d’água (de 500 litros). A base da estrutura já está pronta, com previsão de entrega em julho de 2026.

A coordenadora de obras da Sanepar, Rakelly Giacomo Mercado, conta que, apenas nesse reservatório, estão sendo investidos R$ 15 milhões, porém o valor total para o Sistema Tatuquara ultrapassa os R$ 40 milhões.

“Com este montante de recursos, além de ampliar o volume de água armazenada, as obras no Centro de Reservação Tatuquara também vão melhorar a distribuição, com otimização de zonas de pressão, a ressetorização de redes de abastecimento de água do bairro, ampliações e adequações da Estação Elevatória de Água Tratada e a ampliação do Centro de Reservação”, explica. As obras estão gerando 675 empregos diretos, 360 empregos indiretos.

Ainda serão instalados mais 24 quilômetros de rede de água e novos equipamentos. “Teremos novas válvulas de descarga, registros de manobra, ventosas, macromedidores, válvulas redutoras de pressão e travessias, além de instalações elétricas, de automação e de comunicação atualizadas. É uma obra que otimiza o que já temos no Tatutaquara hoje e que beneficiará Curitiba e Região Metropolitana”, explica o engenheiro da obra, Rodrigo Kuzma.

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PLANEJAMENTO – Segundo o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, as melhorias no Tatuquara fazem parte do Plano de Investimento Plurianual e atendem à Política de Investimentos da Companhia, compondo o Plano Diretor de Abastecimento de Água do SAIC.

“Essas obras confirmam os planos da empresa de ampliar os serviços de água tratada na Capital e nos municípios vizinhos, atendidos pelo SAIC. São obras imprescindíveis para dar continuidade ao processo de melhorias no atendimento à população e também para garantir o abastecimento futuro, assegurando a eficiência e satisfação dos nossos clientes. Nossa meta é a universalização do acesso ao saneamento”, explica.

Bley informa que as obras no Tatuquara compõem os investimentos de ampliação de água da região, já contratados, para os municípios de Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Colombo, Curitiba, Pinhais, São José dos Pinhais e Quatro Barras. Ao todo, com as novas obras do SAIC, devem ser beneficiadas 790 mil pessoas em Curitiba e Região Metropolitana.

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Leura Conte, diretora de investimento da Sanepar, ressalta que as obras no Sistema Tatuquara fazem parte de um pacote de investimentos de R$ 1 bilhão em Curitiba e na Região Metropolitana. “O recurso é destinado a 50 obras e projetos de saneamento básico. Serão R$ 340 milhões em obras para abastecimento de água e R$ 660 milhões em obras para esgotamento sanitário”, afirma.

Os municípios beneficiados são: Adrianópolis, Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Campina Grande do Sul, Campo do Tenente, Campo Largo, Campo Magro, Cerro Azul, Colombo, Contenda, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Itaperuçu, Lapa, Mandirituba, Piên, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras, Quitandinha, Rio Branco do Sul, Rio Negro e São José dos Pinhais.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.

Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo

São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.

Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.

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O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.

Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.

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No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).

No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

Processo 0001353-95.2026.8.16.0211

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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