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Novo fornecedor do SUS, Tecpar explica o caminho da vacina até o braço da população

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A vacinação é uma das estratégias mais eficazes e baratas para proteger a saúde pública, garantindo a prevenção de doenças graves e aumentando a resistência de indivíduos e da sociedade. E para chegar aos braços dos brasileiros há um longo caminho.

Com dois projetos para produção de vacinas aprovados junto ao Ministério da Saúde, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) é um dos responsáveis por fazer imunizantes chegar até a população. O instituto será o único laboratório público fornecedor de vacinas contra a raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS), dentro do programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP).

“Ao impulsionar a inovação e autonomia do Brasil na produção de vacinas, o Tecpar reduz a dependência externa e fortalece a capacidade produtiva nacional. Nossa expectativa é que, além de abastecer o SUS com a quantidade necessária para atender o país, também possamos, futuramente, fornecer para as Américas, atendendo a demanda da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”, afirma o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon. 

CAMINHO – Tudo começa com a publicação da Matriz Estratégica do Ministério da Saúde, que divulga uma lista de produtos que o órgão tem interesse em adquirir. “Com base nesta demanda, o Tecpar (e qualquer outro laboratório) elabora o projeto e envia para a submissão. A proposta é defendida e passa por todas as etapas do processo de aprovação no Ministério da Saúde”, explica a gerente do Centro de Transferência de Tecnologia do Tecpar, Carolina Perottoni. 

No âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), é feita a verificação inicial de documentos e de mérito. Com base na avaliação dos critérios técnicos, feita pela Comissão Técnica de Avaliação (CTA), o Comitê Deliberativo (CD) aprova ou reprova o projeto. 

Após a aprovação, é hora de formalizar a parceria entre o Ministério da Saúde, o laboratório público e a empresa privada detentora da tecnologia, por meio do Termo de Compromisso. No caso do Tecpar, o abastecimento de vacina antirrábica humana se dará por meio da parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac, enquanto a produção da vacina da varicela contará com a participação da Sinovac e da multinacional brasileira Eurofarma. O termo foi assinado no final de 2025.

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FASES DA PDP – A partir da assinatura, inicia a fase 2 do projeto da Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que é a preparação para o início da transferência de tecnologia. Essa fase é marcada por diversas atividades que demandam muito tempo, pessoas e trabalho, antes de começar o fornecimento do produto.

As equipes técnicas detalham as etapas de desenvolvimento, a estratégia para o escalonamento da produção e o cronograma de transferência de tecnologia. Também é feita a adequação da infraestrutura e o início dos projetos de produção para os próximos 10 anos.  

“No caso da PDP com a Sinovac, como ainda não há registro no Brasil, temos 36 meses para fazer a submissão junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Sem isso o fornecimento não pode ser feito. No momento, estamos fazendo um levantamento regulatório, juntamente com a EurofFarma, em relação à vacina da varicela, para que a submissão ocorra o quanto antes”, diz Carolina.    

A partir do primeiro fornecimento, inicia-se a fase 3 da PDP.  É quando o laboratório público iniciou o recebimento da tecnologia do parceiro privado detentor para o desenvolvimento local. Por fim, o laboratório público começa a produzir o insumo no País e fornecer para o Ministério da Saúde. A fase final acontece quando o laboratório público está totalmente capacitado, produzindo o produto de forma independente. 

DESENVOLVIMENTO DE VACINAS – Segundo Carolina, no desenvolvimento clássico de vacinas, como no caso da vacina antirrábica humana (um imunizante de vírus inativado), o patógeno é submetido a processos que eliminam sua capacidade de causar a doença, mas preservam sua estrutura antigênica. “Isso permite que ele induza uma resposta imune eficaz, que, ao ser administrado no organismo, estimula a produção de anticorpos protetores”, explica.

A farmacêutica inicia o desenvolvimento produtivo da vacina em cultivos de bancada, utilizando células de mamíferos que depois são infectadas com o vírus. A partir desses ensaios iniciais, o processo evolui para o scale-up, no qual os volumes de cultivo são ampliados gradualmente até atingir a escala necessária para produzir um lote com número suficiente de doses. Concluída a etapa de cultivo, acontecem as fases de inativação viral, purificação, formulação e envase — etapas que resultam no produto vacinal final.

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Os processos são continuamente estudados e aprimorados até alcançarem o estágio de validação, consistência de lote e robustez, permitindo a posterior submissão às etapas de estudos pré-clínicos e clínicos.

“Diferente de vacinas de vírus inativado, a vacina de varicela utiliza vírus atenuado (enfraquecido), com etapas de início do desenvolvimento um pouco distintas. O grande desafio deste processo é que se trata de uma vacina de vírus vivo, mas incapaz de causar a doença – o que requer um controle de biossegurança e estabilização térmica de altíssima precisão”, esclarece a pesquisadora.

ESTUDOS CLÍNICOS – Com a consolidação do processo para se obter o melhor produto e rendimento, iniciam-se os estudos pré-clínicos, que buscam fornecer dados de segurança e eficácia. A partir do sucesso destes resultados, começam os estudos clínicos. 

Os primeiros testes, chamados de fase 1, abrangem um pequeno grupo de adultos saudáveis e servem para avaliar a segurança da vacina, efeitos colaterais, o metabolismo no corpo humano e a dose adequada para as próximas etapas do estudo. Na fase 2, a vacina é administrada a um grupo maior de participantes, com o objetivo de avaliar a eficácia preliminar, e na fase 3 já abrange milhares de voluntários, a fim de avaliar a eficácia da vacina na prevenção da doença.

Assim que todas as etapas deste processo são percorridas, a documentação técnica é consolidada e submetida à avaliação da agência regulatória. Os estudos de fase 4, também chamados de farmacovigilância ou pós-comercialização, são feitos após a aprovação regulatória da vacina, por meio do monitoramento de seu uso na população, permitindo acompanhar a segurança e eficácia no mercado.

No caso das novas vacinas do Tecpar, a da varicela está pronta para submissão de registro, uma vez que já é uma vacina de mercado, e da raiva  humana aguarda a aprovação da agência regulatória chinesa.

Fonte: Governo PR

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Fundação Araucária e Confap têm 5 editais para levar a pesquisa paranaense ao exterior

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Por meio da parceria entre a Fundação Araucária (FA) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), pesquisadores do Paraná têm a oportunidade de experienciar a pesquisa em instituições internacionais de excelência. No momento, estão abertas cinco chamadas em parceria com a União Europeia, relacionadas ao programa de pesquisa e inovação “Horizon Europe”. A iniciativa concentra-se em financiar projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).

Com o objetivo de fortalecer a inovação e pesquisa, as ações internacionais conectam experiências que contribuem para estimular o desenvolvimento não só no Paraná, mas também no exterior, a partir da troca transnacional de técnicas e conhecimentos. De acordo com a assessora de Relações Internacionais da Fundação Araucária, Eliane Segati, a parceria da entidade, que pertence ao Governo do Estado, e o Confap fortalecem as ações de internacionalização da Araucária com a possibilidade de submissões de projetos multilaterais.

“Os pesquisadores do Paraná que são contemplados recebem nosso cofinanciamento e viabilizam a participação em iniciativas com instituições do exterior, fortalecendo ainda mais  a cooperação internacional na formação de redes de impacto e de qualificação científica”, ressalta a assessora. Com essa parceria, pesquisadores vinculados a instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTIs) com sede e CNPJ no Estado podem se inscrever em editais que potencializam o alcance de suas pesquisas para além do Paraná. 

Conheça os editais abertos para inscrição:

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CONFAP Forest 

O programa apoia projetos focados nas florestas, silviculturas e no setor de base florestal. Diante dos problemas ambientais causados pelas mudanças climáticas, o edital incentiva a sustentabilidade florestal, a adaptação climática e o fortalecimento da bioeconomia circular. No Paraná, dois projetos podem ser escolhidos para receber financiamento de até 66 mil euros cada, com recursos próprios da Fundação Araucária.

As inscrições para a chamada estão abertas até o dia 2 de dezembro de 2026.

CONFAP Economia Azul

O edital, “Construindo uma Economia Azul sustentável e inovadora: aproveitando oportunidades digitais e promovendo a resiliência”, prioriza projetos que incluam a sustentabilidade, estratégia de abordagem na utilização e exploração de recursos e a economia relacionada aos oceanos. Para elegibilidade, é necessário que as propostas de pesquisa e inovação envolvam no mínimo duas bacias marítimas europeias, avaliando a resposta do projeto nas outras diversas bacias. 

Para esse edital, um projeto será selecionado para ser apoiado pela Fundação Araucária, recebendo o auxílio de 90 mil euros para o desenvolvimento da pesquisa.

Inscrições abertas até 16 de outubro de 2026

CONFAP & Bélgica 2026

Pesquisadores de instituições paranaenses têm a oportunidade de trabalhar em projetos de pesquisa em conjunto com pesquisadores da Bélgica, na região da Valônia-Bruxelas. Entre os âmbitos de pesquisa explorados estão: saúde, energia, materiais e habitats sustentáveis; cadeia agroalimentar do futuro e gestão ambiental inovadora; aeronáutica, espaço e defesa e Amazônia.

Dois projetos serão escolhidos para serem financiados pela Fundação Araucária, cada um com o apoio financeiro de R$ 320.000.

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Inscrições abertas até 30 de outubro de 2026

CONFAP Biodiv-Future

Chamada Transnacional Conjunta Biodiversa+ (BiodivFuture) 2026-2027,  investe  em projetos voltados à biodiversidade e ecossistemas emergentes, somados às consequências sociais e ecológicas das ações de impacto na natureza. A proposta do projeto pode envolver o estudo de ambientes de qualquer região do mundo, contanto que sejam ecossistemas emergentes e que os resultados das pesquisas tenham relevância transnacional.

A Fundação Araucária contribui com o financiamento de 3 projetos no Paraná com o valor máximo de investimento de 300 mil reais para cada uma das pesquisas selecionadas.

Inscrições até o dia 10 de novembro de 2026.

CONFAP Water4all

Nesse edital, o foco é a gestão sustentável dos recursos hídricos e demais ações que resultem no uso responsável e ecológico da água. Nele, são abordados temas como a gestão de bacias hidrográficas e águas subterrâneas, resiliência hídrica, monitoramento integrado da água e gestão de dados e outras soluções positivas para problemas que envolvem os recursos hídricos.

Dois projetos transnacionais vão ser escolhidos para receberem auxílio da Fundação Araucária, cada um com um valor de no máximo 300 mil reais.

Inscrições até o dia 10 de novembro de 2026.

Para conferir mais detalhes de todos os editais disponíveis para a inscrição, visite a aba “programas abertos” no site da Fundação Araucária.

Fonte: Governo PR

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