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Novas viaturas e equipamentos reforçam atuação da Polícia Penal do Paraná

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou à Polícia Penal do Paraná (PPPR) nesta terça-feira (5) um novo conjunto de viaturas e equipamentos voltados à modernização e ao reforço da segurança no sistema prisional do Estado. A entrega faz parte de um amplo pacote de investimentos do Governo do Paraná, considerado o maior da história da segurança pública, que soma mais de R$ 338 milhões.

O foco da entrega para a Polícia Penal está na ampliação da capacidade operacional e no aprimoramento tecnológico das unidades prisionais, com impacto direto no monitoramento, na segurança interna e nas ações de escolta. Entre os principais itens estão sistemas de monitoramento por câmeras (CFTV), equipamentos de informática e armamentos, além de viaturas caracterizadas e descaracterizadas que vão reforçar as atividades de transporte de custodiados e apoio tático.

“Os novos equipamentos e viaturas garantem mais mobilidade, eficiência e proteção aos policiais penais no dia a dia. É um investimento que reflete o compromisso do Estado com a modernização do sistema prisional e com a valorização dos profissionais que atuam à frente da segurança pública”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Saulo Sanson.

Na área de tecnologia, foram destinados três sistemas completos de CFTV, além de 280 notebooks e centenas de desktops de alto desempenho. Os equipamentos visam melhorar o controle interno das unidades, fortalecer a gestão de dados e dar mais agilidade às operações administrativas e de inteligência.

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A frota da Polícia Penal também foi ampliada com a entrega de 28 veículos utilitários esportivos (SUVs) caracterizados, além de viaturas descaracterizadas que serão utilizadas em ações estratégicas. Os novos veículos contribuem para maior mobilidade das equipes e reforçam a presença operacional em diferentes regiões do Estado.

Outro destaque é o investimento em armamento, com a aquisição de 230 carabinas do modelo Daniel Defense 5,56 x 45mm, que elevam o nível de preparo das equipes e ampliam a capacidade de resposta em situações de risco.

“Essa entrega fortalece de forma concreta o monitoramento das unidades prisionais, amplia a segurança interna e dá mais suporte às operações de escolta, que são essenciais para o funcionamento do sistema. Também avançamos na capacidade de prevenção e enfrentamento de ilícitos, com mais tecnologia e estrutura para as equipes”, destaca a diretora-geral da PPPR, Ananda Chalegre.

Somados, os investimentos direcionados à Polícia Penal ultrapassam R$ 20 milhões, consolidando um avanço significativo na estrutura da corporação. A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de ações voltadas ao fortalecimento das forças de segurança, com foco na integração, inovação tecnológica e valorização dos profissionais.

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INVESTIMENTO HISTÓRICO – O governador entregou nesta terça-feira o maior pacote de investimentos da história da segurança pública do Estado, totalizando R$ 338 milhões aplicados no fortalecimento das forças policiais e de resgate. Ele contempla 3,2 mil armamentos, 1.245 viaturas e 29 embarcações, além de equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados, bem como a nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

Um dos destaques foi a entrega, para a Polícia Civil, do primeiro dos sete veículos blindados de transporte de pessoal adquiridos para a segurança pública do Paraná. A aquisição, que eleva o padrão operacional em ações contra o crime organizado, segue padrões internacionais de segurança e desempenho.

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) foi contemplado com um conjunto de novos equipamentos que somam R$ 10,41 milhões em investimentos para a corporação. Entre os itens, o destaque são cinco motos aquáticas do tipo Rescue Runner, modelo inédito no Brasil voltado exclusivamente para operações de busca e salvamento em ambientes aquáticos complexos, como enchentes urbanas, rios com correnteza e áreas com obstáculos naturais.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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