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Novas obras garantem avanço da regionalização da Saúde nos primeiros 100 dias da gestão

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O Governo do Estado anunciou investimentos que somam R$ 278 milhões em obras da área da saúde, já nos primeiros 100 dias desta segunda gestão do governador Carlos Massa Ratinho Junior. São recursos para novas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), Unidades Mistas de Saúde (UMS) e Pronto Atendimentos Municipais (PAM).

“O que vemos é uma verdadeira revolução na capacidade de atendimento do Estado, em obras que, além de atender demandas imediatas, também projetam a saúde para as próximas décadas. Não tenho dúvidas de que este é um trabalho que ficará marcado na história como um salto imenso em qualidade nos serviços para a população”, afirma o secretário Cesar Neves.

A expansão de equipamentos impulsiona a regionalização da saúde, considerada prioridade do governo estadual nesta área. “Realizamos um amplo projeto para levar o atendimento até a porta da casa das pessoas. A orientação do governador Ratinho Junior é que sejam ampliados os serviços de saúde e, com os investimentos, estamos cada vez mais perto da consolidação deste projeto”, afirma Neves. 

Ele destaca que a meta é garantir não somente que nenhum paranaense fique desassistido, mas também evitar que os pacientes façam grandes viagens em busca de atendimento. “São condições fundamentais para elevar o nível da saúde pública no Estado”, disse o secretário.

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Dentro deste pacote de novas obras há 34 construções, com destaque a 14 pronto atendimentos municipais em Almirante Tamandaré, Alto Paraná, Cruzeiro do Oeste, Fazenda Rio Grande, Londrina, Mandaguaçu, Pato Branco, Piraquara, Porto Rico, Rio Bonito do Iguaçu, São Mateus do Sul e Rolândia. O valor estimado é de R$ 50,5 milhões, o que representa custo de R$ 3,5 milhões por unidade.

O Estado já iniciou a construção de seis novas Unidades Mistas de Saúde, obras inéditas no Paraná e que combinam serviços de Atenção Primária e Pronto Atendimento de Baixa Complexidade, funcionando com assistência médica 24 horas. Com um investimento total de R$ 18 milhões, as unidades estão sendo implantadas nos municípios de Boa Esperança, Fernandes Pinheiro, Mariluz, Maria Helena, São Jorge do Oeste e Telêmaco Borba.

Além disso, nos primeiros 100 dias, a Secretaria da Saúde abriu quatro processos licitatórios para construção de Unidades Básicas de Saúde – três delas para Ponta Grossa e outra para Cascavel. O valor investido nestas obras é de R$ 9,6 milhões.

Nestes primeiros 100 dias de gestão, o Governo também confirmou e organizou os recursos que somam R$ 203 milhões para 11 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AME), nos municípios de Cornélio Procópio, Campo Mourão, Jacarezinho, Paranavaí, Irati, Cianorte, Ivaiporã, União da Vitória e São José dos Pinhais, além da unidade universitária de Ponta Grossa e a do Litoral, em Paranaguá.

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Com capacidade de atendimento que chega até 20 mil consultas por mês, os ambulatórios darão cobertura à população de cerca de 150 municípios.

 Neste ano, o Governo do Estado também inaugurou a primeira sede regional do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), localizada em Londrina, num investimento de R$ 4,5 milhões.

“Nossa meta é elevar o acesso do paciente, com melhor estrutura possível para o trabalho do profissional desta área. Nesse sentido, a Sesa tem trabalhado em construções, reforma e ampliações em todas as regiões do Paraná, para garantir que nenhum cidadão fique desassistido”, avaliou o diretor do Setor de Obras da Sesa, Adilson Silva Lino. 

HISTÓRICO – Nos últimos quatro anos, a Secretaria da Saúde investiu R$ 493,37 milhões em mais de 800 obras nas 22 Regionais de Saúde, alcançando 297 municípios – 74% dos 399 do Paraná. Foram 723 obras em Unidades Básicas de Saúde e 63 hospitais, além de 13 Prontos Atendimentos Municipais, 11 convênios com clínicas, universidades e bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), dez Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), seis obras próprias e três Unidades Mistas de Saúde (UMS).

Fonte: Governo PR

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MPPR lança segunda fase de operação contra loteamentos irregulares em Ibiporã, com o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em Londrina

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O Ministério Público do Paraná deflagrou nesta terça-feira, 2 de junho, a segunda fase da Operação Miragem, que investiga a suposta exploração de loteamentos clandestinos e intimidações a agentes públicos responsáveis pela fiscalização e investigação desses loteamentos. O Núcleo Regional de Londrina, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em atuação conjunta com a 1ª Promotoria de Justiça de Ibiporã, cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão e de busca pessoal em investigação sobre uma associação criminosa voltada à exploração de loteamentos clandestinos, lavagem de capitais, falsidade ideológica e fraude processual. Além disso, o grupo criminoso estaria fazendo ameaças e atos de intimidação direcionados a autoridades públicas e agentes de fiscalização.

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Acesse áudio do Promotor de Justiça Jorge Fernando Barreto da Costa

As apurações apontam que o principal investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto Água Bonita, em área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área total de 68.100 m², subdividida ilegalmente em 62 lotes de aproximadamente 1.000 m² cada, comercializados sem qualquer licença ambiental ou alvará urbanístico.

Outro investigado liderava a implantação e a comercialização do loteamento clandestino Recanto dos Sonhos, também na área rural de Ibiporã. O empreendimento ilegal abrangia uma área de 36.300 m², subdividida ilegalmente em 23 lotes também comercializados irregularmente, sem licença ambiental ou alvará urbanístico.

Fraude processual – Em relação ao loteamento Recanto Água Bonita, decisão judicial cível havia determinado a imediata paralisação das atividades e a apresentação em juízo de todos os contratos envolvendo os adquirentes. Entretanto, os líderes do esquema orquestraram uma fraude processual para ocultar e destruir provas, transferindo clandestinamente os contratos físicos para caixas guardadas em um sítio na zona rural e fazendo a exclusão dos arquivos digitais armazenados em nuvem. Para induzir o juízo a erro, protocolaram uma manifestação falsa afirmando que os documentos haviam sido integralmente perdidos em razão de uma suposta “corrosão e falha material do disco rígido” do computador da empresa.

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Lavagem de dinheiro – Mesmo proibidos expressamente por ordem judicial cível de receber qualquer valor decorrente da venda dos lotes, os investigados continuaram cobrando e recebendo as parcelas das vítimas. Para contornar os bloqueios judiciais das contas da empresa original, os requeridos constituíram uma empresa de fachada em nome da irmã do líder do grupo, que atuava como “laranja”. Os compradores eram induzidos em erro por meio de comunicados que alegavam uma falsa “instabilidade bancária” na conta principal e instruíam o direcionamento dos pagamentos via Pix para o CNPJ da empresa de fachada ou para a conta do escritório de advocacia da investigada. O rastreamento financeiro demonstrou que os valores eram rapidamente integrados ao patrimônio pessoal da própria advogada do grupo por meio de transferências eletrônicas sucessivas.

Ameaças e intimidação – As investigações revelaram que alguns dos integrantes do grupo adotaram posturas reiteradamente intimidatórias contra autoridades locais. Apurou-se que o líder da associação criminosa proferiu uma promessa direta de violência e morte contra o Promotor de Justiça do caso, afirmando textualmente em arquivos de áudio que iria “sumir com ele, literalmente”. Os investigados também passaram a monitorar a vida privada da autoridade, rastreando perfis em redes sociais de familiares, planejando eventual aproximação. Além disso, em conversas com outro loteador irregular da região, os alvos planejaram atos coordenados de violência, chegando inclusive a cogitar o sequestro e a morte de fiscais municipais de Ibiporã e um atentado contra o Fórum local (disparos de arma de fogo contra o transformador de energia do edifício, possivelmente com a finalidade de sabotar a realização de uma audiência pública sobre os loteamentos ilegais).

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Bloqueio de valores – As medidas judiciais foram deferidas pelo Juízo das Garantias e pelo Juízo Criminal de Ibiporã. Além das prisões preventivas, o Judiciário determinou o levantamento da inviolabilidade profissional e dos instrumentos de trabalho da advogada investigada. Foi ainda determinado o bloqueio de quaisquer valores depositados em contas bancárias relacionadas ao empreendimento irregular Recanto Água Bonita, bem como de investimentos e aplicações dos investigados e de suas empresas, além do sequestro de bens móveis e imóveis até o montante atualizado de R$ 3,5 milhões – o valor é o produto direto auferido com o esquema criminoso e visa assegurar o ressarcimento dos danos causados às 62 famílias lesadas, bem como a satisfação de multas e custas processuais.

Matéria anterior:

08/01/2026 – MPPR cumpre mandados de busca e apreensão em operação que investiga diversos crimes ligados a loteamento irregular em Ibiporã

Coletiva de imprensa
Às 9h30, na sede do Gaeco de Londrina (Rua Capitão Pedro Rufino, 605 – Jardim Europa), os responsáveis pela operação estarão disponíveis para atendimento à imprensa.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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