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Nova tecnologia: Sanepar usa esferas inteligentes para inspecionar redes na RMC

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A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) iniciou neste ano um projeto estratégico de inspeção não invasiva de redes de distribuição de água com uso de sensores inteligentes em formato de esfera. A tecnologia, desenvolvida na Espanha, permite detectar com grande precisão vazamentos e bolsas de ar na rede sem a necessidade de interromper o abastecimento de água.

As esferas estão sendo usadas para inspecionar um total de 110 quilômetros de adutoras (tubulação de água de grande porte) que atendem pelo menos 4,1 milhões de pessoas em 12 municípios da Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo é reduzir a perda de água tratada e os custos com manutenções emergenciais.

“Nosso compromisso é com a melhoria contínua dos serviços e com a redução de perdas nas redes de distribuição. A inovação é parte essencial da nossa estratégia, seja por meio de soluções desenvolvidas internamente ou com o uso de tecnologias de ponta oferecidas pelo mercado”, afirma o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

NAUTILUS – Chamadas de Nautilus, as esferas inteligentes são inseridas no ponto inicial da rede e percorrem toda a extensão, levadas pelo fluxo da água. No ponto final, o sensor é extraído com auxílio de uma rede previamente instalada. O trabalho é feito por técnicos da Sanepar e da empresa parceira.

No percurso, a esfera grava todos os dados que, posteriormente, serão analisados e vão garantir a localização precisa de vazamentos e bolsas de ar. Com as informações geradas, é possível identificar os pontos de problema com precisão de até um metro.

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“Com essa tecnologia, conseguimos agilizar o diagnóstico de problemas sem comprometer o abastecimento. Isso nos dá uma vantagem operacional importante e, principalmente, mantém a regularidade do serviço prestado à população”, destaca o gerente-geral da Sanepar em Curitiba, Região Metropolitana e Litoral, Fabio Basso.

Em 45 dias de uso da nova tecnologia, desde julho, as equipes já inspecionaram 53 quilômetros de rede de distribuição. Pelo menos 13 pontos indicados pelo sensor Nautilus foram vistoriados pela Sanepar. “Graças a este sistema conseguimos encontrar vazamentos ocultos, de pequeno, médio e grande porte, que seriam difíceis de localizar ou até impossíveis sem essa tecnologia”, explica.

 No dia 22 de agosto, dados do Nautilus apontaram um vazamento oculto em uma adutora na rua Marechal Deodoro, no Alto da Rua XV de Novembro, em Curitiba. No local, a água escorria para dentro da rede pluvial e era perdida. “Esse é um tipo de vazamento oculto de difícil identificação, mas graças à nova tecnologia conseguimos atuar”, contou.

Já no dia 29 de agosto, foi localizado um vazamento na adutora na saída da Estação de Tratamento de Água Iraí, localizada em Pinhais, na Região Metropolitana da Capital. “As equipes escavaram no local indicado pelo sensor e puderam fazer o conserto de forma programada, sem deixar que se chegasse a uma situação mais grave e, assim, solucionar o problema com o menor impacto possível para a população”, diz Basso.

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EFICIÊNCIA E SUSTENTABILIDADE – A gerente de Processo Água da Sanepar, Juliana Seixas Pilotto, explica que a Companhia investiu R$ 1,9 milhão na contratação da empresa Aganova por meio de uma licitação. A escolha da tecnologia foi feita após estudo de várias tecnologias de inspeção não invasiva. “Buscamos o que atendesse aos nossos objetivos de atuar com segurança, agilidade e precisão”, diz.

A Sanepar avalia a possibilidade de levar as esferas inteligentes a outras regiões do Estado. “Este foi um primeiro contrato desse sistema. Vamos analisar todos os dados coletados e, a partir daí, estudar a possibilidade de ampliação do uso para outras localidades”, explica Juliana.

“Esta colaboração com a Sanepar representa um ponto chave dentro da nossa estratégia de crescimento internacional. Trabalhamos para ajudar as empresas de água da América Latina na redução de perdas, oferecendo soluções tecnológicas avançadas, escaláveis e sustentáveis com base na análise de dados”, afirma o CEO da Aganova, empresa criadora do Nautilus, Agustín Ramírez.

Fonte: Governo PR

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Paraná

Em Paranaguá, Gaeco denuncia 15 pessoas por organização criminosa com atuação no Litoral, e quatro alvos, incluindo o líder foragido, tiveram prisão decretada

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O núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia contra 15 pessoas por integrarem uma organização criminosa com atuação no Litoral do estado, voltada especificamente para o tráfico de drogas. A denúncia foi recebida pelo Judiciário e tramita na 1ª Vara Criminal da comarca. A partir de requerimento formulado pelo Gaeco, o Judiciário deferiu a decretação da prisão preventiva de quatro desses denunciados, que foram presos nos últimos dias.

Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho

Entre os denunciados que tiveram a prisão preventiva decretada, está o líder da organização criminosa, que figurava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. De acordo com os autos do procedimento investigatório, ele comandava o esquema ilícito a distância, emitindo ordens para seus subordinados em Paranaguá enquanto residia em outros estados, operando sob identidades falsas para fugir da Justiça. Ele foi preso recentemente pela Polícia Civil do Paraná no estado do Espírito Santo, onde usava documentos falsos.

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As investigações demonstraram que as identidades falsas adotadas pelo líder foram criadas com o auxílio direto de uma então escrevente de um cartório no Maranhão, que também integra a lista dos 15 denunciados.

Além do líder da organização, os outros três alvos com mandados de prisão preventiva expedidos exerciam funções de alto escalão na estrutura ilícita, sendo responsáveis pela administração financeira, pela logística de armazenamento dos entorpecentes e pela supervisão de pontos de comercialização na cidade de Paranaguá.

Os envolvidos na ação penal responderão por diversos delitos, como constituição de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, falsificação de documento público, uso de documento falso e posse irregular de munição.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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