Paraná
Nova subestação de R$ 81 milhões prepara Porto de Paranaguá para expansões
Com o objetivo de ampliar e modernizar o sistema de distribuição de energia elétrica no cais do Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma subestação com potência instalada de 60 megawatts (MW) e conexão em 138 quilovolts (kV). A estrutura ampliará em 12 vezes a capacidade de fornecimento de energia ao complexo portuário. Atualmente, a disponibilidade é de 5 MW.
A capacidade do empreendimento equivale ao consumo de energia de aproximadamente 30 mil a 60 mil residências, considerando um consumo médio mensal entre 150 e 250 quilowatts-hora (kWh). “A nova subestação foi planejada para estruturar o Porto de Paranaguá pelos próximos 30 anos, contemplando as expansões previstas para o futuro, como os píeres em T e em F”, destaca o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
O Consórcio ETR, vencedor da licitação e que recebeu a ordem de serviço na última segunda-feira (22), terá dois anos para concluir o projeto e entregar a subestação em operação.
CONFIABILIDADE – Além de ampliar a capacidade energética disponível, o empreendimento aumentará a confiabilidade do sistema de distribuição em toda a faixa portuária. A rede elétrica será seccionada, permitindo a realização de manutenções e eventuais desligamentos localizados sem comprometer a continuidade das operações portuárias.
“Esse seccionamento permitirá uma manutenção mais eficiente e maior confiabilidade ao sistema. Também teremos um monitoramento mais preciso, possibilitando acompanhar indicadores como consumo, tensão, potência e corrente elétrica”, explica o gerente de Manutenção Geral da Portos do Paraná, Normando Marcondes.
A principal vantagem do projeto é a ligação direta com a subestação principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias de rebaixamento. Para isso, será necessária a adequação da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.
Para a implantação dessas estruturas, a Portos do Paraná conta com o apoio da Prefeitura de Paranaguá, que já sinalizou a autorização para utilização dos espaços públicos necessários à execução da obra.
Segundo a secretária municipal de Urbanismo, Flávia Hacke, o projeto é estratégico tanto para a cidade quanto para o porto e está avançando nos trâmites necessários para sua implantação. “Com todos os esclarecimentos fornecidos durante a audiência pública aos moradores e à população impactada pela obra, já conseguimos dar andamento à expedição da certidão”, afirmou.
ESTRUTURA PARA O FUTURO – A subestação será construída em uma área superior a 800 metros quadrados, em um espaço anteriormente ocupado pelo Armazém 10 (AZ-10), entre os Portões 4 e 5 do Porto de Paranaguá.
A maior parte dos recursos, equivalente a 71% do orçamento total, será destinada à aquisição de equipamentos. Ao todo, a rede de distribuição contará com aproximadamente 7,2 quilômetros de circuitos de média tensão (13,8 kV), implantados por meio de infraestrutura subterrânea ao longo da área externa da faixa portuária.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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