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Nova residente artística investiga a história e arquitetura do Museu Alfredo Andersen

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A artista visual Amanda Sanches é a nova residente do Museu Casa Alfredo Andersen (MCAA). Ela desenvolve suas obras com foco nos símbolos arquitetônicos que fazem parte do dia a dia do brasileiro e irá expandir a pesquisa para analisar a estrutura do museu e criar obras inspiradas na casa do pai da pintura paranaense, a partir de sua iconografia particular e histórica.

O projeto de residência artística é uma iniciativa do Museu Casa Alfredo Andersen para estabelecer um espaço de aperfeiçoamento e trocas de experiências com artistas, produções e propostas nas artes visuais. Os artistas convidados a participarem do período de residência permanecem no Ateliê da Academia por um mês, desenvolvendo suas linhas de pesquisa.

A residência de Amanda tem início esta semana e a artista permanecerá no ateliê a desenvolver a sua pesquisa até o começo de junho. O espaço estará aberto todos os dias para visitas e o público terá a oportunidade de aprender mais sobre as técnicas da artista numa oficina de livro-objeto que será oferecida no final da residência.

Em sua prática, Amanda investiga reconfigurações plásticas e simbólicas dos materiais da arquitetura doméstica — fragmentos que, antes suportes basilares da casa, tornam-se operadores de sentido no campo da arte. Amanda frequentemente utiliza azulejo, madeira, concreto e refugos residenciais como repertório para suas criações.

O projeto de residência consiste em uma pesquisa sobre o Museu Casa, onde serão investigados seus aspectos históricos, arquitetônicos e simbólicos como inspirações para o desenvolvimento dos trabalhos, articulando as camadas de memória do espaço cultural à investigação contínua da artista sobre a casa e sua materialidade.

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A artista, que visita o MCAA desde a adolescência e viu o espaço passar por diversas modificações, enfatiza seu comprometimento em mergulhar na história da instituição. “Eu quero saber como era antigamente, vou trabalhar tanto com símbolos que ainda permanecem, quanto com aqueles que já foram apagados, elementos que as pessoas não acessam porque não conhecem a história do lugar”, diz ela. Por isso, além da materialidade arquitetônica, Amanda também utilizará o acervo do museu, em especial as fotografias preservadas.

VISITAS E OFICINA – Além das visitas ao ateliê, o público poderá entrar em contato com os trabalhos da artista na prática, em uma oficina oferecida ao final da residência — a data será divulgada em breve. A proposta de Amanda é proporcionar uma experiência prática em torno do conceito de livro-objeto, articulando processos de bricolagem de materiais, memória e percepção do espaço. Os participantes são convidados a transformar suas vivências em livros-objeto, inspirados na história do MCAA e de suas memórias pessoais a partir da simbologia da casa.

Amanda destaca que o projeto de residência é uma oportunidade para que as pessoas entendam que a arte é acessível a todos. “De alguma maneira, isso ajuda as pessoas a se conectarem com a arte, pois elas também têm essa possibilidade de desenhar, de executar um projeto. E para o próprio artista é uma oportunidade de se colocar no mundo, é um momento para ser visto em toda a sua integridade, não só o produto final.” 

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SOBRE A ARTISTA – Amanda Sanches (1995, Curitiba) é bacharel em Artes Visuais pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap/Unespar). Tem participado de residências artísticas e exposições coletivas, entre as mais recentes estão “Deve ser aqui” (Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 2025) e “Sobreviver à ruína” (SESC Paço da Liberdade, 2025). 

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA – Desde 2019, a residência já recebeu artistas nacionais e internacionais que, além da criação própria, também abriram oficinas e workshops para compartilhar seus conhecimentos com o público, demonstrando o comprometimento com a divulgação de educação artística. O projeto tem como objetivo apresentar as residências artísticas como ambiente de formação, criação e difusão, defendendo a compreensão de sua atuação, como forma ampliada de atender uma necessidade e repensar processos no contexto contemporâneo.

Serviço:

Residência artística | Amanda Sanches

Visitação

De terça a sábado, das 9h às 17h

(Os horários podem sofrer alteração de acordo com o desenvolvimento do projeto)

Entrada gratuita

Museu Casa Alfredo Andersen

Local: Rua Mateus Leme 336 – Centro – Curitiba

Fonte: Governo PR

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Paraná

Com 8 mil atendimentos, AME da UEPG amplia acesso a especialidades nos Campos Gerais

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O primeiro mês de funcionamento do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) do Hospital da Universidade Estadual de Ponta Grossa (HU-UEPG) confirma o impacto positivo da nova estrutura na saúde regional. Entre a inauguração, em 19 de março, e o fechamento do primeiro ciclo de atendimentos, o complexo realizou cerca de 8 mil consultas ambulatoriais, abrangendo mais de 52 especialidades.

Com um investimento de R$ 15,4 milhões do Governo do Estado, a unidade de 2,9 mil metros quadrados foi projetada para ser o maior suporte especializado dos Campos Gerais. A estrutura foi concebida para atender pacientes de toda a região, oferecendo também suporte qualificado à formação de acadêmicos e residentes.

“A entrega deste AME, o primeiro com perfil universitário do País, consolida a nossa política de descentralização da saúde. Estamos levando o atendimento de alta complexidade para perto das pessoas, reduzindo deslocamentos e garantindo que o usuário tenha acesso ao que há de mais moderno no SUS paranaense”, destacou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

ESTRUTURA E ACADEMIA – A unidade conta com 19 consultórios, cinco salas de exames, sala de fisioterapia, auditórios e laboratórios. Além de especialidades como oftalmologia e otorrinolaringologia, o AME abriga um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e um Laboratório de Prótese Odontológica.

Para o reitor da UEPG, professor Miguel Sanches Neto, o ganho é mútuo. “A UEPG ganha muito com esse AME Universitário do ponto de vista acadêmico, mas a população também ganha, pois está havendo um crescimento na oferta de consultas referenciadas”, comemora.

Segundo ele, a implantação é gradativa. “A meta é chegar a mais de 15 mil pacientes até o final do ano. Isso vai ser progressivo, atendendo todas as exigências para o pleno funcionamento de serviços de saúde”.

CONFORTO E HUMANIZAÇÃO – Um lugar feliz para se trabalhar e para se consultar: é assim que se sentem profissionais e estudantes que atuam no AME da UEPG, e também os pacientes. Há três anos, Antônio Carlos da Luz vem do distrito de Socavão, em Castro, para acompanhar uma leucemia. “Lá no HU sempre vou bom, mas aqui é ainda melhor. Aqui é mais confortável, mais moderno também”, avalia.

Também de Socavão, vem a Valdinéia Teixeira da Ferreira, que acompanha a mãe, Vilma, em um tratamento de anemia autoimune há cerca de dois anos. “Ela vinha de 15 em 15 dias, daí de mês em mês e agora tá de dois em dois meses”, conta. Para ela, é importante não estar dentro do prédio principal do hospital durante a consulta. “O espaço é bem aconchegante, a pessoa se sente bem melhor. Foi muito bom, principalmente para nós que viemos de longe”.

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EFICIÊNCIA CLÍNICA – A separação entre os diferentes fluxos hospitalares é um dos pontos altos da nova estrutura. Até a inauguração do AME, os serviços ambulatoriais do HU-UEPG eram prestados no interior do prédio principal do complexo hospitalar. A separação dos acompanhamentos ambulatoriais de serviços de urgência ou emergência, enfermarias de internamento, centro cirúrgico e unidades de tratamento intensivo é avaliada como positiva por equipes e pacientes.

“A gente se sente muito bem trabalhando aqui. É sempre positivo você trabalhar num lugar que é ambientalmente agradável, que tem luz natural, que tem ventilação natural. E os pacientes são ainda melhor acolhidos aqui”, comemora a hematologista Erica Sabrine Angelo Lisboa.

Além do conforto, há maior disponibilidade de espaço para consultas. Os atendimentos de hematologia, por exemplo, puderam ser duplicados com a mudança. “A gente se sente no primeiro mundo. E obviamente que a finalidade de tudo isso é o usuário do SUS ter um atendimento de qualidade, e isso definitivamente está sendo alcançado”, acrescenta.

“É uma alegria ter um espaço amplo, moderno, humanizado, que valoriza a condição dos nossos pacientes e que permitiu toda uma ampliação do número de atendimentos”, resume a diretora-geral dos HUs, Fabiana Mansani.

ABRANGÊNCIA – O complexo de saúde da UEPG atende cerca de 1,2 milhão de habitantes de 28 municípios, distribuídos por três Regionais de Saúde (3ª, 4ª e 21ª). Além do AME, a estrutura conta com o HU, o Hospital Materno-Infantil (Humai) e o Ambulatório Amadeu Puppi. Atualmente, o Estado investe na construção do Centro Especializado em Reabilitação (CER-IV) e na nova torre do HU-UEPG para ampliar ainda mais a rede.

24 UNIDADES – A implantação do AME integra a estratégia do Governo do Estado de fortalecer a regionalização da saúde, aproximando os serviços especializados da população e reduzindo a necessidade de deslocamentos para centros maiores. O modelo também contribui para a redução das filas de espera por consultas, exames e procedimentos, um dos principais gargalos da média complexidade no SUS.

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Serão 24 AMEs no Estado, um investimento de R$ 320 milhões. Já foram inauguradas as unidades de União da Vitória, Curitiba, Ponta Grossa, Cianorte, Irati, Ivaiporã e São José dos Pinhais.

As obras também estão adiantadas em outras localidades. Em Jacarezinho, a construção já está na reta final com 83,44%, enquanto Cornélio Procópio registra 70,05% e Almirante Tamandaré, sede do AME Norte, atinge 70,58%. Campo Mourão já ultrapassou a metade do cronograma com 60,12% de execução, enquanto Paranavaí registra 58,76%. Apucarana e Pitanga iniciaram as construções recentemente, com 9,13% e 5%, respectivamente.

Além das construções novas, o Estado moderniza estruturas já existentes. O AME anexo ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, está com 35,01% de execução e em processo de relicitação. No Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), em Piraquara, as obras chegam a 9,70%. O AME Saúde Mental do Hospital Adauto Botelho, em Pinhais, está em fase de licitação.

A construção dos AMEs de Goioerê, Santo Antônio da Platina, Toledo, Foz do Iguaçu e Laranjeiras devem iniciar em breve. Recentemente, o Governo do Paraná também anunciou um segundo AME em Curitiba, no espaço externo do Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns. O investimento total em 24 unidades já ultrapassa R$ 320 milhões.

CLASSIFICAÇÃO DOS AMES – Os AMEs do Paraná são classificados em diferentes portes (Tipos I, II e III) que refletem a estrutura e a capacidade de atendimento de cada unidade, visando descentralizar e regionalizar os serviços de saúde especializados no Paraná, com unidades maiores e mais complexas em regiões estratégicas.

O AME Tipo I conta com 37 consultórios, 10 salas de exames em um espaço de aproximadamente 4 mil m². O AME Tipo II, contempla cerca de 2,5 mil m² com 22 consultórios e 7 salas de exames cada. O AME Tipo III possui área de cerca de 1.014 m², consultórios multiprofissionais e visa atender uma média de 5 mil pacientes/mês.

Veja a estrutura dos primeiros Ambulatórios Médicos de Especialidades entregues pelo Governo do Estado:

Fonte: Governo PR

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