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Nova base da Polícia de Fronteira em Santa Helena apreende 1,4 tonelada de maconha

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A nova base operacional do projeto Polícia de Fronteira, instalada em Santa Helena pelo Governo do Estado, já apresenta resultados concretos no enfrentamento ao tráfico de drogas no Oeste do Paraná poucos dias após a inauguração. A partir da estrutura, uma ação realizada na madrugada desta quinta-feira (5) causou um prejuízo estimado em mais de R$ 3 milhões ao crime organizado com a apreensão de 1,4 tonelada de maconha, no âmbito da Operação Protetor de Fronteiras e Divisas.

A ocorrência foi registrada durante uma operação realizada pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), da Polícia Militar do Paraná (PMPR), em integração com o Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (NEPOM/PF). Durante o monitoramento de rotas fluviais e terrestres utilizadas para o tráfico, as equipes localizaram uma embarcação de grande porte, do tipo “latão”, equipada com motor de popa Yamaha de 115 hp, avaliado em cerca de R$ 95 mil.

No interior do barco, os policiais encontraram 1.445,30 quilos de maconha prensada, carga avaliada em aproximadamente R$ 2,8 milhões. No mesmo contexto da ação, foi apreendida uma motocicleta JTZ/DR160, avaliada em R$ 17 mil, que daria apoio logístico ao transporte do entorpecente em terra. Somados, os materiais apreendidos representam um prejuízo total de R$ 3.002.600,00 às organizações criminosas.

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Segundo o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, o resultado reforça a importância dos investimentos realizados pelo Estado na segurança de fronteira. “Esse resultado demonstra que o investimento em infraestrutura, tecnologia e no fortalecimento do projeto Polícia de Fronteira gera retorno direto para a sociedade, ampliando a capacidade de enfrentamento ao crime organizado na região”, afirmou.

O coordenador da Polícia de Fronteira, coronel Saulo de Tarso Sanson, destacou que a nova base fortalece a estratégia de ocupação e controle territorial. “A base operacional de Santa Helena integra um planejamento técnico voltado à presença permanente do Estado na fronteira, com ações baseadas em inteligência e integração entre as forças de segurança”, ressaltou.

Todo foi apreendido material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, onde foram adotadas as medidas legais e as investigações seguem em andamento.

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EXPANSÃO DO PROJETO – Além das bases já implantadas em Ribeirão Claro e Santa Helena, o projeto Polícia de Fronteira prevê a instalação de novas unidades em Sengés, Porecatu, Itaguajé, Querência do Norte, Diamante do Norte, Icaraíma, Capanema, Vitorino e Campo do Tenente, formando uma malha integrada de proteção terrestre, náutica e aérea para ampliar o controle das fronteiras e divisas do Paraná.

Para o comandante do BPFRON, tenente-coronel Eldison Martins do Prado, a ação evidencia a efetividade do trabalho conjunto. “A integração entre o BPFRON e a Polícia Federal, aliada à estrutura da nova base operacional do projeto Polícia de Fronteira, permite respostas mais rápidas e eficazes, atingindo a logística e as finanças das organizações criminosas”, afirmou.

A iniciativa também tem como pilar a atuação integrada entre as forças de segurança. A base de Santa Helena opera de forma conjunta com a Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Receita Federal, Forças Armadas, guardas municipais e outros órgãos estaduais e locais, fortalecendo o compartilhamento de informações e o planejamento de ações coordenadas contra o crime organizado na região de fronteira.

Fonte: Governo PR

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Clubes de protagonismo incentivam autonomia e criatividade de alunos na rede estadual

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Estudantes mais responsáveis, criativos e comunicativos. Esse é o resultado observado por diretores, professores e pais de alunos que participam de clubes de protagonismo, iniciativa presente nas escolas do Programa Paraná Integral, da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR).

Os clubes de protagonismo são espaços de aprendizagem e socialização propostos e coordenados pelos próprios estudantes, que se reúnem em momentos de lazer, integração e compartilhamento de interesses. Esportes, leitura, culinária, música, artesanato, jogos matemáticos, unhas e penteados, miçangas e dobraduras são só alguns exemplos de temáticas de clubinhos encontrados em diferentes regiões do Estado, nas escolas estaduais que ofertam a Educação em Tempo Integral.

Conforme o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, um dos objetivos do clube é permitir que o estudante esteja no centro da própria aprendizagem. “O clube de protagonismo é um espaço onde o estudante pode desenvolver a própria autonomia e compartilhar interesses que possui em comum com os colegas fora de sala de aula, fazendo com que todos os momentos dentro da escola tenham caráter pedagógico. A ideia é que o aluno se torne protagonista do próprio desenvolvimento, e, de fato, temos visto jovens criarem mais liderança, responsabilidade e criatividade por meio dos clubes”, afirma.

Organizados pelos próprios alunos, com apoio das equipes pedagógicas, os clubes de protagonismo se reúnem em espaços específicos das escolas, como quadras esportivas e laboratórios de informática. As reuniões ocorrem após o horário de almoço dos estudantes, que permanecem na escola durante o turno Integral.

AUTONOMIA E PERTENCIMENTO – O incentivo à autonomia e ao protagonismo juvenil é um dos diferenciais do Programa Paraná Integral. Em componentes curriculares como Projeto de Vida, por exemplo, os estudantes são incentivados a estabelecer metas e definir sonhos pessoais e profissionais.

A partir desse levantamento, professores e gestão escolar identificam áreas de interesse comum ou individual dos estudantes, o que pode dar origem a clubes de protagonismo. Na maior parte dos casos, a ideia parte dos próprios alunos, que podem sugerir a criação de novos clubes a qualquer momento. Os proponentes devem elaborar um plano de ação que, após aprovação da respectiva equipe pedagógica responsável, norteará as atividades do clube.

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“Os clubes de protagonismo têm o objetivo de valorizar as habilidades que os estudantes possuem, e que, ao mesmo tempo, desejam compartilhar com os demais colegas, para que também desenvolvam essas habilidades. Por isso, o clube de protagonismo deve partir, sempre, do interesse do estudante, tendo o acompanhamento da equipe pedagógica como apoio”, explica a coordenadora do Programa Paraná Integral, Marytta Rennó.

NA PRÁTICA – Na Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos, em Santa Amélia, no Norte Pioneiro, estudantes organizaram um clube de Jogos Matemáticos, com o objetivo de ajudar colegas que apresentavam dificuldade no componente.

Hoje, a iniciativa conta com dez alunos de diferentes séries, que se reúnem duas vezes por semana para resolver problemas e disputar jogos de mesa, com foco no desenvolvimento de habilidades de concentração e raciocínio lógico.

“O clube funciona no intuito de auxiliar e realçar a aprendizagem que nossos professores de Matemática nos passam. Temos jogos de tabuleiro, atividades práticas e listas de exercícios”, conta o estudante Lucas Emanuel Pereira de Almeida, 13 anos, aluno líder do clube. “Enquanto estudante, o clube contribuiu para o desenvolvimento do meu raciocínio lógico e da minha socialização, porque eu tinha muita vergonha de falar na frente dos colegas e explicar as matérias”, acrescenta.

Os membros do clube chegaram a fabricar os próprios jogos matemáticos de tabuleiro, e foram convidados a apresentar os resultados do trabalho na Feira de Inovação e Protagonismo Estudantil (Fipe), evento sediado em Foz do Iguaçu, no Oeste, em setembro do ano passado.

Além do clube de Jogos Matemáticos, estudantes da Escola Estadual Carlírio Gomes dos Santos mantêm clubinhos de Leitura, Beleza, Cinema e Futsal, que, se somados, mobilizam cerca de 80 estudantes.

A diretora da escola, Paula Pagliaci, aponta que a presença dos clubes de protagonismo traz benefícios para toda a comunidade escolar. “Os clubes de protagonismos contribuem para a melhoria do clima escolar, da convivência e das relações interpessoais. As atividades promovem integração entre os alunos, incentivam a participação ativa, o respeito, a cooperação e o senso de pertencimento. Além disso, proporcionam um ambiente acolhedor e organizado no período do almoço, favorecendo o desenvolvimento integral dos estudantes”, relatou.

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O mesmo ocorre no Colégio Estadual Nossa Senhora da Conceição, em Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Estudantes do Ensino Fundamental mantêm os clubes Miçangas e Dobraduras, Pé de Vento – focado na prática do futsal – e Shadowcraft, no qual os alunos praticam o jogo eletrônico Minecraft.

“A participação no clube de protagonismo torna os estudantes mais proativos, independentes e autônomos. Ao participarem das atividades, eles passam a compreender melhor suas responsabilidades e seu papel dentro do ambiente escolar”, disse a diretora da escola, Lozangela Calado.

Segundo ela, com o sucesso dos clubes de protagonismo, outros grupos de alunos estão se mobilizando para a criação de novos clubinhos na escola, já a partir das próximas semanas.

“Quando os demais alunos observam o envolvimento e a participação ativa dos estudantes protagonistas, desperta-se um sentimento de pertencimento e motivação para também participarem mais da rotina escolar. Quanto maior o engajamento dos protagonistas, maior tende a ser o envolvimento dos demais colegas”, finalizou.

PROGRAMA PARANÁ INTEGRAL – O Programa Paraná Integral (PPI) é uma iniciativa da Seed-PR que visa ampliar a jornada escolar, proporcionando aos alunos maior aprendizado e desenvolvimento. Ao todo, 485 escolas estaduais integram o PPI atendendo mais de 99 mil estudantes paranaenses com a Educação em Tempo Integral, modelo que cresceu 500% em seis anos – em 2020, eram apenas 82 escolas e cerca de 15 mil alunos matriculados.

A Educação em Tempo Integral se diferencia pela ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola, com jornadas que variam entre 35 e 45 horas semanais. O modelo permite o desenvolvimento de atividades complementares acadêmicas, culturais, esportivas e socioemocionais. Além disso, as escolas do PPI aliam os conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a unidades curriculares diversificadas, que podem ser ofertadas de forma obrigatória ou eletiva (opcional).

A ampliação da jornada também impacta a rotina de alimentação escolar. Por permanecerem mais tempo na escola, os estudantes da Educação em Tempo Integral recebem cinco refeições gratuitas ao longo do dia, incluindo café da manhã, almoço e lanches nos intervalos.

Fonte: Governo PR

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