Brasil
Nota conjunta MRE-MJSP – Dia Internacional do Combate ao Crime Organizado Transnacional
Brasília, 14/11/2025 – Em 2024, a Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 15 de novembro como “Dia Internacional de Prevenção e de Combate ao Crime Organizado Transnacional”. A iniciativa tem o objetivo de estimular a conscientização sobre a importância da cooperação internacional no enfrentamento desse flagelo de alcance global.
O combate ao crime organizado é uma prioridade do governo brasileiro, que se reflete em ações tomadas em todos os níveis com vistas a consolidar uma estratégia integrada para fazer frente a esse desafio, cuja dimensão transnacional demanda crescente colaboração com outros países.
O compromisso do Brasil com o combate ao crime transnacional se refletiu na agenda das reuniões de Ministros de Interior e Segurança e de Ministros de Justiça do MERCOSUL, realizadas em Brasília, em 13 e 14 de novembro. Por iniciativa do Brasil, submeteram-se à aprovação do Conselho do Mercado Comum o projeto de dotar o MERCOSUL de uma Estratégia contra o Crime Organizado, voltada à integração e à coordenação de esforços para o enfrentamento às organizações criminosas, assim como o “Acordo de Cooperação para Fortalecer o Combate ao Tráfico de Pessoas” e a criação de um Grupo de Trabalho para a Recuperação de Ativos no MERCOSUL.
As iniciativas no âmbito do MERCOSUL ocorrem uma semana depois do estabelecimento, também por iniciativa do Brasil, da “Coalizão pela ação multilateral contra crimes ambientais”, em reunião realizada no Rio de Janeiro, que visa ao lançamento de negociações sobre um marco jurídico multilateral sobre o tema no âmbito da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional (Convenção de Palermo).
O Brasil tem reforçado as bases legais para a cooperação internacional contra o crime organizado, com a assinatura de importantes acordos, como o tratado constitutivo da AMERIPOL, em 2023; o acordo com a União Europeia para cooperação entre a Polícia Federal e a EUROPOL, em 2025; a Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético, em 2025; o Acordo sobre o Comando Tripartite Brasil-Argentina-Paraguai, em 2025; assim como tratados bilaterais na área de segurança pública com países como Bolívia, Chile, Colômbia, Índia, Portugal, Reino Unido, entre outros.
O Brasil dedica, igualmente, especial atenção ao combate ao crime organizado na Amazônia e aos crimes ambientais, tema em que exerce papel de liderança. Além da “Coalizão pela ação Multilateral contra os Crimes Ambientais”, cabe mencionar o estabelecimento da Comissão Especial sobre Segurança Pública da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia).
O governo brasileiro fortaleceu também a atuação da Polícia Federal no exterior, aumentando de 20 para 34 o número de adidâncias da PF em representações diplomáticas, com atuação nos cinco continentes. Elegeu, em 2024, um brasileiro como Secretário-Geral da Interpol (Delegado de Polícia Federal Valdecy Urquiza), o primeiro nacional de país em desenvolvimento a dirigir a organização em seus mais de cem anos de existência.
No Dia Internacional de Prevenção e de Combate ao Crime Organizado Transnacional, o governo brasileiro renova seu pleno compromisso com o enfrentamento ao crime organizado transnacional e com a defesa do Estado de Direito, por meio do contínuo reforço da cooperação e da integração nos planos doméstico e internacional.
Brasil
Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS
Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.
A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.
Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.
Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.
Caminhos da inovação aplicada
Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.
O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.
Tecnologia que transforma
A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.
O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.
Conexões
A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.
Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.
Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil
Janine Russczyk
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
-
Entretenimento6 dias agoCarlos Alberto de Nóbrega conhece bisneto recém-nascido e se emociona na web
-
Agro6 dias agoEstado avança como nova fronteira de grãos fora da janela tradicional
-
Esportes6 dias agoGrenal sem graça termina zerado no Beira-Rio e frustra torcidas gaúchas
-
Paraná5 dias agoVice-governador é homenageado na Palmas Exposhow 2026
-
Esportes5 dias agoCruzeiro vira para cima do Bragantino e sai da lanterna no Brasileirão
-
Política Nacional3 dias agoCAE aprova piso de R$ 13.662 para médicos e cirurgiões-dentistas
-
Agro6 dias agoAgro bate recordes, mas novo diferencial passa a ser gestão e uso da tecnologia
-
Agro6 dias agoFenagra expõe pressão sobre custo da ração e reúne indústria estratégica
