Paraná
No Paraná, 124 mil pessoas procuram emprego há pelo menos dois anos: ‘Está bem complicado’
Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, no Paraná, 124 mil pessoas procuram emprego há pelo menos dois anos.
Trabalhadores como Solange Franco, que tem 22 anos desde a primeira assinatura na Carteira de Trabalho, possui curso superior, e há 3 anos não consegue um novo emprego.
“Está bem complicado, porque o pessoal quer uma pessoa qualificada, mas eles não querem pagar por aquilo”, conta.
Solange conta que administra a situação financeira em casa com ajuda do marido, que trabalha como motorista de aplicativo.
O total de trabalhadores que procuram, sem sucesso, um emprego há pelo menos dois anos no estado representa quase um terço do total de desempregados do Paraná, conforme o Ipea.
Conforme o Instituto, no primeiro trimestre de 2019, o número de desempregados no Paraná era de 536 mil. Em comparação com o primeiro trimestre de 2018, a taxa de desemprego diminuiu de 9,6% para mais de 8,8%.
Entre as principais dificuldades apontadas pelos especialistas para conseguir uma colocação no mercado de trabalho, a crise econômica e política gera desconfiança por parte de empresários e empregadores, e exige que os candidatos se readequem e busquem novas formações.
“Na busca por uma vaga, você tem que se capacitar. Às vezes, você não consegue uma colocação exatamente com aquilo que fazia antes. Então, é procurar estudar e abrir o leque de opções”, ressalta Suellen Glinski, economista da Secretaria de Trabalho e Justiça do Paraná.
Paraná
Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre
O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .
Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.
Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.
GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.
O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.
“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.
Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.
IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.
Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.
A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.
Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.
Fonte: Governo PR
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