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No Paraná, 124 mil pessoas procuram emprego há pelo menos dois anos: ‘Está bem complicado’

Publicado em

G1 PR

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que, no Paraná, 124 mil pessoas procuram emprego há pelo menos dois anos.

Trabalhadores como Solange Franco, que tem 22 anos desde a primeira assinatura na Carteira de Trabalho, possui curso superior, e há 3 anos não consegue um novo emprego.

“Está bem complicado, porque o pessoal quer uma pessoa qualificada, mas eles não querem pagar por aquilo”, conta.

Solange conta que administra a situação financeira em casa com ajuda do marido, que trabalha como motorista de aplicativo.

O total de trabalhadores que procuram, sem sucesso, um emprego há pelo menos dois anos no estado representa quase um terço do total de desempregados do Paraná, conforme o Ipea.

Conforme o Instituto, no primeiro trimestre de 2019, o número de desempregados no Paraná era de 536 mil. Em comparação com o primeiro trimestre de 2018, a taxa de desemprego diminuiu de 9,6% para mais de 8,8%.

Entre as principais dificuldades apontadas pelos especialistas para conseguir uma colocação no mercado de trabalho, a crise econômica e política gera desconfiança por parte de empresários e empregadores, e exige que os candidatos se readequem e busquem novas formações.

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“Na busca por uma vaga, você tem que se capacitar. Às vezes, você não consegue uma colocação exatamente com aquilo que fazia antes. Então, é procurar estudar e abrir o leque de opções”, ressalta Suellen Glinski, economista da Secretaria de Trabalho e Justiça do Paraná.

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Alunos paranaenses do ensino médio participam da Genius Olympiad, nos EUA

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As estudantes Beatriz Maria Ferreira dos Santos e Fernanda Graciele Jank, ambas de 17 anos, do Colégio Estadual Jardim Porto Alegre – Ensino Integral, em Toledo, embarcaram neste fim de semana para os Estados Unidos, onde participam da Genius Olympiad, uma das maiores feiras de ciências do mundo. A competição tem início nesta segunda-feira (08) e segue até 12 de junho.

A conquista é resultado do comprometimento das estudantes e do trabalho desenvolvido no colégio. No período destinado às atividades complementares do ensino integral, Beatriz e Fernanda desenvolvem pesquisas voltadas a desafios ambientais e agrícolas. As alunas estão acompanhadas pela técnica pedagógica do Integral, professora Ingrid Kautzmann.

Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, além de ampliar a permanência dos estudantes na escola, a Educação em Tempo Integral oferece oportunidades para aprofundar conhecimentos e desenvolver atividades que fazem diferença na formação acadêmica.

“A participação das estudantes em uma das maiores feiras de ciências do mundo reforça o reconhecimento do sucesso do Programa Paraná Integral e do trabalho inovador desenvolvido nas escolas estaduais”, afirma o secretário.

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Beatriz investiga o uso de extratos vegetais para acelerar a germinação e o enraizamento de orquídeas cultivadas in vitro. A pesquisa busca ampliar a reprodução dessas plantas, cujo desenvolvimento é considerado lento e complexo, já que poucas sementes conseguem germinar naturalmente e a primeira floração pode levar de três a dez anos.

Já Fernanda desenvolveu uma pesquisa voltada ao controle biológico de pragas que afetam os bananais. Segundo a estudante, os extratos vegetais analisados apresentaram resultados mais acessíveis e menos agressivos ao meio ambiente e à saúde humana em comparação aos agroquímicos convencionais.

INTERCÂMBIO CULTURAL – A Genius Olympiad é uma competição internacional voltada a estudantes do Ensino Médio, com foco em questões ambientais e sustentabilidade. Realizada anualmente em Nova York, a feira reúne jovens de mais de 70 países para apresentar soluções inovadoras.

Além da premiação, com medalhas e reconhecimento internacional, o evento também é um espaço de intercâmbio cultural, permitindo que os participantes compartilhem experiências e debatam temas relacionados às mudanças climáticas e aos desafios do futuro.

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Fonte: Governo PR

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