Paraná
Na semana do Dia Nacional do Ministério Público, MPPR recebe a população em atendimento em bairro de Curitiba
Na semana em que se comemora o Dia Nacional do Ministério Público, celebrado nesta quinta-feira, 14 de dezembro, o Ministério Público do Paraná promoverá ação de atendimento descentralizado na capital. Na quarta-feira, 13 de dezembro, equipe do Núcleo de Atendimento ao Cidadão e às Comunidades (NACC), unidade do MPPR especializada nesse serviço, além de outras Promotorias de Justiça, estarão no bairro Campo Comprido recebendo demandas da população. A ação integra estratégia institucional voltada a ampliar o conhecimento da comunidade sobre o trabalho do Ministério Público na defesa dos cidadãos e garantia dos direitos constitucionais.
Horários e serviços – No período da manhã, das 10 às 12 horas, os agentes ministeriais realizarão uma roda de conversa com lideranças comunitárias locais. O objetivo é explicar como recorrer ao Ministério Público sempre que houver necessidade de assegurar direitos que estejam sob risco de violação. Além da equipe do NACC, também estarão presentes representantes das Promotorias de Justiça dos Direitos do Idoso e da Pessoa com Deficiência e de Proteção à Saúde Pública, áreas do MPPR que costumam receber muitos pedidos de atendimento por parte da população – especialmente os segmentos em vulnerabilidade.
Durante a tarde, de 14 às 18 horas, o Núcleo de Atendimento estará disponível para recepcionar questões ligadas às áreas de atuação do Ministério Público e a prestar atendimento jurídico à população. Problemas com iluminação pública, dificuldade de acesso à matrícula escolar nas redes de ensino, questões ligadas à saúde (como acesso a medicamentos ou agendamento de exames e consultas), além de possível resolução para casos de direito de família, como averiguação de paternidade ou pensão alimentícia, entre outras pautas que podem ser levadas às equipes de atendimento.
“Será uma importante oportunidade para que a população conheça o trabalho do Ministério Público, já que os cidadãos poderão trazer questões para as quais precisam de resolução e que muitas vezes não sabem como solucionar ou mesmo qual órgão público procurar”, afirma o promotor de Justiça Régis Rogério Vicente Sartori, que atua no Núcleo de Atendimento de Curitiba.
Dever institucional – O atendimento direto à comunidade é uma das principais tarefas dos agentes ministeriais. Balanço institucional mostra que, nos últimos 12 meses, foram registrados 106.597 atendimentos pelo MPPR em todas as comarcas do estado. “Atender a população paranaense com excelência, acolhimento e resolutividade está na essência do que é o Ministério Público e do papel da instituição na sociedade. Nessa perspectiva, aprimorar e ampliar cada vez mais o alcance de nossa atuação a todos os segmentos populacionais, especialmente aos que ainda se encontram alijados das promessas de cidadania digna de nossa carta constitucional, é nosso dever primeiro”, diz o procurador-geral de Justiça Gilberto Giacoia, ao destacar a importância do serviço.
Acesso – A exemplo do que ocorre na capital e além do atendimento realizado nas Promotorias de Justiça, o Ministério Público realiza, periodicamente, de forma planejada e com prévia divulgação, atendimentos descentralizados em diversas regiões do estado. O objetivo dessa iniciativa é facilitar o acesso da população à instituição, uma vez que as equipes das Promotorias de Justiça deslocam-se de seus gabinetes e vão até os municípios ou povoados mais distantes dos centros urbanos. É durante esses atendimentos, em muitas ocasiões, que demandas de populações que vivem mais áreas afastadas ou em territórios vulneráveis, como ocupações irregulares, comunidades indígenas, ribeirinhas ou quilombolas, por exemplo, chegam até o Ministério Público e podem então ser conhecidas e resolvidas.
Centrais de Atendimento – Além dos atendimentos descentralizados, outra estratégia institucional voltada à prestação de serviço à população são as Centrais de Atendimento, instaladas em municípios com grande contingente populacional, ou em que o Ministério Público esteja espalhado em diversas sedes, distantes entre si. Atualmente implantadas em oito comarcas – além da capital, existem unidades em Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Cianorte, Umuarama e União da Vitória – as centrais funcionam como “portas de entrada” do MPPR para a população, operando com equipes estruturadas, compostas por membros e servidores, para receber as reivindicações da população. Os números mostram a importância de tais estruturas: considerando os últimos 12 meses, as centrais contabilizaram 33.776 atendimentos ao público, sendo a maior parte das demandas ligadas às áreas de saúde pública e orientações em direito de família.
“O Ministério Público é uma instituição prevista na nossa Constituição Federal como defensora dos direitos sociais e individuais indisponíveis, além dos interesses difusos e coletivos. Em uma situação de demanda de vaga em creche, por exemplo, o MP atua não apenas para garantir que uma criança tenha atendimento adequado garantido, mas que aquele Município relacionado conte com uma política pública que atenda todas as crianças em idade escolar e que o direito constitucional à educação seja concretizado”, afirma a procuradora de Justiça Mônica Louise de Azevedo, responsável pela Coordenadoria da Política Estadual de Atendimento ao Público.
Ao lembrar como os cidadãos podem entrar em contato com o Ministério Público, a procuradora de Justiça, que está à frente da Política Institucional de Atendimento ao Cidadão do MPPR, lembra ainda da importância da aproximação da instituição com a população como fundamental para o cumprimento de sua função social e missão constitucional. “As pessoas podem acessar o Ministério Público em todas as Promotorias de Justiça nas comarcas do estado, nas centrais de atendimento localizadas nas grandes cidades, em atendimentos descentralizados realizados em regiões distantes dos grandes centros, ou mesmo de forma remota, a partir dos nossos canais de atendimento, seja por e-mail, telefone ou formulário eletrônico. Em todas essas frentes, as unidades do Ministério Público estão prontas para receberem os cidadãos com um atendimento de excelência”.
Data festiva – O Dia Nacional do Ministério Público é comemorado em referência à sanção da primeira Lei Orgânica do Ministério Público no país, publicada em 14 de dezembro de 1981. A data comemorativa foi estabelecida em 1993, a partir da Lei Federal 8.625/93, que estabeleceu normas gerais para a organização do Ministério Público dos estados.
Serviço
Atendimento Descentralizado do Ministério Público em Curitiba
Data: 13 de dezembro (quarta-feira)
Horário: 10 às 12 horas (roda de conversa com lideranças) e de 14 às 18 horas
Local: Associação de Moradores Jardim Santos Andrade (Rua Astolpho Nogueira, 83 – Campo Comprido, Curitiba/PR, 81220-110)
Acesse também:
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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