Paraná
Museu da Imagem e do Som cataloga acervo do extinto estúdio de foto mais renomado de Curitiba
Após mais de 20 anos, o Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) retomou recentemente a catalogação do acervo do extinto Foto Brasil, estúdio de fotografia dos sócios Isaac Krieger, Walter e Erwin Jacobs, doado ao Estado em 2001. O acervo, composto por materiais e objetos iconográficos, estava armazenado e recentemente foi confiado aos cuidados do professor, fotógrafo, curador e documentarista Roberto Pitella, que atua como pesquisador do museu.
Pitella encarou a missão de fazer a curadoria e catalogação desse vasto acervo, que inclui mais de 500 mil objetos, entre eles fotografias, quadros, negativos, objetos, cenários, figurinos, chapas de vidro, além de materiais administrativos e registros que existem desde a década de 1930.
Esses itens, juntamente com uma série de documentos históricos, são uma fonte rica para pesquisas sobre técnicas fotográficas, aspectos socioeconômicos, processos artísticos e entre outros estudos. A catalogação e organização das iconosferas e tipologias dos objetos permitirão que pesquisadores, estudantes e entusiastas explorem esses materiais.
O processo de curadoria e catalogação está em andamento e a previsão é que seja concluído a partir de 2024. Pitella enfatiza que, além da quantidade impressionante de peças, a qualidade técnica do acervo é igualmente notável. “É um privilégio poder assumir a responsabilidade de cuidar desses materiais importantes, pouco mais de vinte anos após sua doação. É um reencontro”, afirma.
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PRODUÇÃO DE MEMÓRIAS – Durante mais de sete décadas, a Foto Brasil foi o estúdio fotográfico mais renomado de Curitiba. Em 1930, os irmãos Erich e Walter deram vida ao estúdio fotográfico Irmãos Jacobs, na Rua XV de Novembro, e logo em 1931 o estúdio foi oficialmente registrado como Foto Brasil.
Em 1954, Erich morreu, deixando Walter como único responsável pelo estúdio. Sete anos depois, em 1961, Erwin Jacobs, sobrinho dos irmãos Jacobs conhecido como Bubi, começou a contribuir com o serviço de retoque de fotos. A década de 1970 marcou uma mudança significativa, quando o funcionário Isaac Kriger se tornou sócio, formando a Jacobs, Kriger & Cia. Ltda. Por fim, em 1980, Bubi se torna o terceiro sócio da Foto Brasil.
O estúdio era frequentado por pessoas de diversas classes sociais. Com a evolução tecnológica e a popularização das câmeras domésticas, o Foto Brasil encerrou suas atividades em 2001, mas deixou um legado importante na memória da capital paranaense.
Guardando memórias de gerações, o acervo doado ao MIS-PR apresenta uma quantidade de incontáveis possibilidades para pesquisa. São fontes valiosas para investigar o comportamento, moda e gestualidade de cada época, desvendar as relações familiares e as hierarquias sociais, analisar os padrões de beleza vigentes, até a religiosidade e os festejos que marcaram a cidade. Além disso, o acervo revela os diferentes processos fotográficos utilizados ao longo do tempo, desde as chapas de vidro até a era pré-digital.
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MIS-PR – O Museu da Imagem e do Som do Paraná é uma instituição dedicada à preservação, pesquisa e divulgação da cultura audiovisual no Estado do Paraná, segundo museu mais antigo de sua categoria. Sediado em Curitiba, o MIS-PR promove exposições, mostras, encontros e outras atividades relacionadas ao universo. Além disso, o museu abriga um acervo diversificado com mais de 3 milhões de itens, que retratam a história e a produção audiovisual paranaense.
Fonte: Governo PR
Paraná
Jornal Cândido de junho traz edição especial sobre a produção literária indígena
O jornal Cândido nº 171, do mês de junho, editado pela Biblioteca Pública do Paraná, destaca a literatura indígena contemporânea, em reportagem assinada por Isa Honório, que conversou com autores e autoras de diversos locais do Brasil para mapear a produção literária dos povos originários. Historicamente invisibilizados, porém com grande fluxo em projetos literários, os escritores reforçam sua importância para fortalecer e visibilizar as diversas línguas e a cultura oral e escrita destes povos. Na retranca, o jornal indica livros para que os leitores se aprofundem no tema.
A entrevista é com o quadrinista André Dahmer, que esteve em maio na estreia do projeto Biblioteca ConVida, promovido pela Biblioteca Pública do Paraná (BPP), e fala ao repórter Felipe Azambuja algumas das suas impressões sobre a literatura e outras questões ligadas ao seu ofício como escritor e quadrinista.
O jornal traz conteúdos extras e inéditos: Fausto Fawcett escreve em sua coluna Crônicas Vertigens sobre o “Xamã de Instagram”; uma pensata de Luiz Felipe Leprevost celebra os 70 anos da obra “Grande Sertão: Veredas”, de João Guimarães Rosa. O prefácio do novo livro de bell hooks “Questões de classe: o lugar que ocupamos”, publicado em primeira mão, por Cida Bento, uma coedição da editora Elefante com a Oficina Palimpsestus.
Na seção literatura, uma resenha do livro de Eric Rodrigues “Comadre São – memória familiar e oralidade”, pelo professor e jornalista José Carlos Fernandes; uma crônica de Cristina Bresser, e a poesia de Emily Bandeira, que acaba de lançar “Quase dá para chamar de dança”, pela editora Andrômeda. Para fechar a edição, o ensaio de Amanda Renaly traz registros analógicos em “A primeira do filme”. A capa é do artista visual Auíri Tiago.
Acesse o conteúdo completo AQUI.
Em cumprimento à legislação eleitoral vigente, as atividades Cândido serão temporariamente suspensas durante o período eleitoral de 2026. Esta é a última edição do jornal até o fim das eleições, com retorno previsto em novembro deste ano.
Serviço:
Jornal Cândido nº 171/Junho 2026
Fonte: Governo PR
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