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MUPA transforma sala de exposições em espaço de experimentação gratuita em abril

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Os visitantes do Museu Paranaense (MUPA) poderão participar, de 5 a 28 de abril, da segunda edição do MUPA – Comunidade – Cultura – Relações. A ação, idealizada pelo Núcleo Educativo, transforma a sala de exposições temporárias Lange de Morretes em um espaço de convívio e experimentação coletiva. As atividades são gratuitas e abertas para todos os públicos.

A proposta pretende aproximar a comunidade das ações promovidas pelo museu, além de refletir sobre o papel da educação em um espaço museal. Assim, em parceria com diferentes coletivos, uma série de residências, oficinas e experimentações acontecerão de forma contínua neste espaço durante o mês.

Buscando proporcionar uma nova experiência de uso comunitário do museu, o Núcleo Educativo do MUPA propõe um ambiente que possibilite tirar os sapatos, escutar músicas, sentar no chão, ler, aprender algo novo ou simplesmente permanecer. Dentre as atividades, um grande tecido será estendido no centro da sala para a livre experimentação com técnicas de impressão em gravura. Sem necessidade de conhecimento prévio, qualquer pessoa pode participar.

Baseada na ideia de “corpo coletivo” – a união de subjetividades distintas que, juntas, reaprendem a sua relação com o Museu e com a sociedade –, a ação se coloca como um momento contínuo de acolhimento e criação. Assim, as atividades, gratuitas e abertas ao público, são um convite a integrar de forma ativa o corpo coletivo do museu.

Confira abaixo as atividades com necessidade de inscrição prévia:

ENCONTROS PRÁTICOS

Performance e ativação da história como acervo sensível da memória, com Sarah Marques Duarte

O ciclo de encontros propõe explorar a performance como campo corpolítico, por meio de diálogos e ações a partir de/no/com o espaço, os múltiplos estratos temporais presentes no Museu Paranaense e seu entorno. Os encontros terão caráter teórico-prático e são uma parceria com a Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap) e com a Universidade Estadual do Paraná (Unespar).

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Datas: 10, 17, 24, e 01/04, sempre às quartas-feiras, das 9h às 12h. Inscrições aqui. Os inscritos devem ter disponibilidade para participar de todos os dias da atividade.

Ação: Deriva, desvio, imaginação: construção coletiva de cartografias ficcionais

Realizada pela dupla “Caçamba Gráfica”, de São Paulo, formada por Lucas Gaspar e Sebastião Oliveira Neto, a ação ocorre durante três dias e com diferentes proposições.

Situação #1 – Deriva

Perambulação pelo entorno do museu a partir de coordenadas predefinidas; partilha e troca de impressões e registros para a construção afetiva e coletiva de cartografias imaginárias do território.

Situação #2 – Vestígios Gráficos/Monumentos Temporários

Experimentação gráfica e construção coletiva de monumentos temporários com o vocabulário comum partilhado e vestígios recolhidos na situação #1.

Situação #3 – Xepa

Saída para a Feira do Largo da Ordem. Estabelecimento de trocas. Fechamento.

Datas: 12 e 13/04, das 13h às 17h, e dia 14, das 10h às 12h. Inscrições aqui. Os inscritos devem ter disponibilidade para participar de todos os dias da atividade.

Processo de criação – da sala de gravura até o museu e vice-versa, com Elias de Andrade

A atividade visa refletir sobre processo de criação em artes visuais, a partir da experiência e da ação como prática de pensamento. A partir da escolha de um objeto de estudo, a construção do pensamento junto ao objeto e não somente uma abordagem sobre a coisa. Esta é uma parceria com a disciplina Projetos Avançados em Gravura 1, do curso de Artes Visuais (UFPR), ministrada pelo professor Elias de Andrade.

Datas: 6, 13, 20 e 27/04, sempre aos sábados, das 9h às 12h. Inscrições aqui. Os inscritos devem ter disponibilidade para participar de todos os dias da atividade.

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NOVO PROGRAMA PÚBLICO – A partir da temática e das reflexões acerca do corpo, MUPA – Comunidade – Cultura – Relações será uma espécie de aquecimento para a segunda edição do Programa Público do Museu Paranaense, com previsão de início a partir de maio deste ano e duração de aproximadamente três meses.

A primeira edição, realizada em 2022, levou gratuitamente ao público 44 ações, entre oficinas, palestras, rodas de conversa, ações e intervenções artísticas de diversas linguagens. Foram mais de 20 mil pessoas impactadas a partir da temática “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas”. Em 2024, as questões do corpo serão centrais na agenda da segunda edição do Programa Público do MUPA, que será anunciada em breve no site e redes sociais do museu.

Programa Público é uma forma de convidar o visitante a pensar sobre um assunto e se envolver com ele. Para isso, mais do que uma exposição ou um evento, a instituição promove uma série de ações durante um período maior de tempo, mantendo o tema em evidência. A ideia é que o visitante possa experimentar, aprender, conhecer, ouvir e sentir de uma forma mais profunda aquilo que está sendo apresentado, debatido ou criado, provocando um impacto intelectual, emocional e cultural transformador não apenas em escala pessoal, mas na vibração cultural mais ampla.

Serviço:

MUPA – Comunidade – Cultura – Relações

A sala estará aberta terças e domingos, das 10h às 17h30, e também quartas, quintas e sextas, das 12h às 17h, exceto nos dias de atividades com necessidade de inscrição prévia

Rua Kellers, 289, São Francisco – Curitiba.

Acompanhe a programação completa pelo Instagram: @museuparanaense

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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