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Municípios avançam em inovação com investimentos e programas do Governo do Estado

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Em 2025, o Governo do Paraná ampliou o volume de recursos e intensificou os investimentos em inovação voltados ao municípios. A estratégia foi executada por meio de políticas públicas coordenadas pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA). O Estado estadual reforçou o compromisso de aproximar tecnologia da população, impulsionar o desenvolvimento sustentável e criar ambientes favoráveis ao avanço tecnológico local em diversas regiões do Paraná. 

O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, destaca o movimento de democratização das ações da pasta. “Estamos estruturando políticas de inovação que chegam a todos os municípios, garantindo que cada cidade tenha condições de avançar tecnologicamente. Nosso papel é fomentar ecossistemas fortes em todas as regiões, com iniciativas que unam tecnologia, desenvolvimento econômico e inclusão”, afirma.

Entre as ações de apoio aos municípios, o Pacto Pela Inovação se destacou por  incentivar o desenvolvimento tecnológico nas cidades com iniciativas como a criação de leis municipais e conselhos de inovação. Um dos principais pontos foi o Fundo a Fundo, que visa desburocratizar a liberação de recursos para projetos de inovação, garantindo mais autonomia e agilidade aos municípios.

A aproximação entre tecnologia e população também avançou com a Carreta da Inovação, projeto itinerante lançado em janeiro de 2025. Durante o ano, os dois caminhões tecnológicos percorreram mais de 80 municípios, levando atividades de inovação, tecnologia, ciência, empreendedorismo e lazer. Ao todo, foram mais de 60 mil visitas.

Além de ser um agente de democratização da inovação, a Carreta da Inovação também atuou em Rio Bonito do Iguaçu, dando apoio estratégico às ações de reconstrução do município após o tornado que atingiu a cidade. em 7 de novembro. Com uma estrutura de sala de aula, mesas, cadeiras, estações de trabalho com computadores e impressoras, além de conexão à internet via satélite, o caminhão se transformou no Escritório de Reconstrução Acelerada.

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PARANÁCONECTADO – No campo, a expansão da cobertura de internet gerou impactos sociais e econômicos diretos ao Estado. Foi sancionada a lei nº 22.788/2025Com a nova lei, o projeto de Conectividade Rural passou a fazer parte das ações do ParanáConectado, que além de trabalhar para ampliação internet banda larga e telefonia móvel, vai possibilitar que agricultores usem de ferramentas digitais para consultar dados meteorológicos, acompanhar cotações de produtos, adquirir insumos e vender mercadorias pela internet, além de ampliar o acesso à educação e à segurança rural. 

O projeto de Conectividade Rural já realizou o mapeamento técnico de 980 localidades desconectadas, o que permitiu a contratação de 541 torres de internet e telefonia desde 2023, quando os trabalhos foram iniciados. Dessas, 350 torres já foram instaladas e 88 municípios de diversas regiões do Estado, receberam cobertura: desde o Litoral, com Guaraqueçaba, até o Oeste e Sudoeste, em municípios como Cascavel, Toledo, Palotina e Francisco Beltrão. Também foram contempladas cidades dos Campos Gerais (Ponta Grossa e Castro), Norte e Noroeste (Londrina, Maringá e Paranavaí), Centro-Oeste (Campo Mourão) e Centro-Sul (Guarapuava).

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A expansão da cobertura resultou em um acréscimo anual de R$ 2,08 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná, segundo um levantamento do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).

O projeto também recebeu reconhecimento nacional ao vencer a 7ª edição do Prêmio Espírito Público, na categoria Gestão e Transformação Digital, destacando a relevância do projeto para a inclusão digital no país.

Além disso, a SEIA  apoiou iniciativas municipais com convênios e investimentos voltados à estruturação de ambientes de inovação. Para Jacarezinho, foram destinados R$ 1,5 milhão para a criação de um novo coworking público. Paranaguá recebeu R$ 450 mil governo estadual para implantação de um hub de inovação.

Em Ponta Grossa, o apoio estadual viabilizou a inauguração de um novo centro regional de inovação, o Estação Hub, que ampliou a oferta de espaços para empreendedorismo e tecnologia na cidade. Já em Paranavaí, foi anunciado um aporte de R$ 1,5 milhão para criação do Polo Tecnológico da Mandioca, iniciativa alinhada às vocações agrícolas da região.

PARQUE TECNOLÓGICO NA UEL – Outro marco do ano foram os investimentos para a implantação do Parque Tecnológico da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Será a primeira universidade estadual do Paraná a abrigar um parque tecnológico. O investimento total é de R$ 50 milhões, abrangendo a construção e estruturação de diversas iniciativas no campus.

Fonte: Governo PR

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Planejamento e integração marcam preparação do Paraná para temporada de incêndios

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O combate aos incêndios florestais começa muito antes do surgimento das primeiras ocorrências. A preparação das equipes, o monitoramento das condições climáticas, o alinhamento entre instituições e a definição de estratégias de resposta foram alguns dos temas debatidos durante o 2º Simpósio da Operação Estadual Integrada de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais, promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), realizado terça (2), em Curitiba.

Responsável pela coordenação operacional da Operação de Combate a Incêndios Florestais (OPCIF), o subcomandante-geral do CBMPR, coronel Jonas Emmanuel Benghi Pinto, apresentou o planejamento da corporação para 2026, além de um panorama das ações realizadas nos últimos ciclos operacionais. Segundo ele, a atuação integrada entre os órgãos começa antes mesmo das ocorrências.

“Estamos em um momento de normalidade, em que trabalhamos a prevenção, a preparação e a integração, como estamos fazendo neste simpósio. Quando ocorre uma situação de anormalidade, em que os eventos extrapolam a capacidade de resposta rotineira, precisamos estar prontos para uma atuação integrada e coordenada”, afirmou. “Esse alinhamento prévio entre as instituições é fundamental para antecipar riscos, direcionar esforços preventivos e garantir uma resposta cada vez mais eficiente durante o período de maior incidência de incêndios florestais”, ressaltou.

PLANEJAMENTO – O coronel Emmanuel detalhou as fases da OPCIF 2026. A fase inicial da operação, voltada à instrução, prevenção e preparação, ocorre entre 24 de maio e 1º de julho. Já a fase de combate se estende de 15 de junho a 30 de outubro, período em que os recursos operacionais permanecem mobilizados para resposta escalonada conforme a demanda.

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Entre as ações programadas está uma capacitação voltada ao efetivo do CBMPR com especialistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), abordando o cenário climático esperado para os próximos meses e seus reflexos sobre o comportamento dos incêndios florestais.

No simpósio, o Simepar também apresentou prognósticos que apontam para uma alta probabilidade de confirmação do fenômeno El Niño nos próximos meses. Caso o cenário se confirme, a expectativa é de índices de chuva acima da média para a região Sul do Brasil, o que pode contribuir para uma redução das ocorrências, situação semelhante à observada em 2025, quando houve uma redução de mais de 45% nos incêndios florestais registrados em comparação com a OPCIF 2024.

INTEGRAÇÃO OPERACIONAL – O encontro reuniu representantes de órgãos estaduais, federais e entidades parceiras que atuam na prevenção e no combate aos incêndios florestais. Além de apresentar suas ações para 2026, as instituições compartilharam experiências e iniciativas que poderão ser incorporadas ao planejamento operacional da corporação.

Entre os destaques estiveram os trabalhos desenvolvidos pelo Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) relacionados ao manejo integrado do fogo. As apresentações abordaram técnicas como a construção de aceiros e a realização de queimas prescritas para reduzir a carga de material combustível disponível, contribuindo para prevenir incêndios de grande intensidade em áreas naturais.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apresentou a atuação de suas brigadas especializadas em diferentes regiões do País, enquanto a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE) destacou campanhas educativas voltadas à conscientização da população sobre os riscos dos incêndios em vegetação.

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Já a Coordenadoria Estadual da Defesa Civil apresentou investimentos de R$ 51,7 milhões destinados ao fortalecimento da estrutura de resposta a incêndios florestais. Entre os recursos estão novos veículos 4×4, equipamentos de proteção individual, motobombas, tanques flexíveis para armazenamento de água, além de robôs de combate a incêndio e aeronaves que poderão ser empregados em ocorrências de grande porte.

TREINAMENTO CONJUNTO – Outro destaque da programação apresentada pelo CBMPR foi a realização de exercícios integrados com os Corpos de Bombeiros Militares do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa segue diretrizes do grupo nacional de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e busca fortalecer a interoperabilidade entre as corporações da região Sul.

Um dos treinamentos ocorrerá em agosto, no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, e será voltado ao combate a incêndios florestais. A atividade envolverá uma queima previamente planejada e controlada, permitindo o treinamento das equipes e, ao mesmo tempo, a execução de ações de manejo do material combustível, contribuindo para a prevenção de incêndios de grandes proporções.

Segundo o coronel Emmanuel, a integração construída durante o simpósio é fundamental para que as instituições estejam preparadas para atuar de forma coordenada quando necessário. “A prevenção e a preparação acontecem agora. Quando o incidente ocorre, a integração já precisa estar consolidada para que a resposta seja rápida, eficiente e segura para todos os envolvidos”, concluiu.

Fonte: Governo PR

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