Paraná
Mundial de Beach Tennis encerra arena Verão Maior de Caiobá com público recorde
As finais do campeonato internacional BT400 de Beach Tennis de Caiobá, disputadas neste domingo (8), em Matinhos, encerraram a programação esportiva da Arena do Verão Maior Paraná de Caiobá em 2026 com recorde de público, estrutura ampliada e ampla repercussão. O torneio chegou à quarta edição da parceria do Governo do Estado com a Federação Paranaense de Tênis e marcou oficialmente a abertura da temporada 2026 do circuito profissional da modalidade.
A competição reuniu atletas de Brasil, Itália, Aruba, Espanha, Venezuela, Canadá e Grã-Bretanha, reforçando o posicionamento do Paraná no circuito mundial da modalidade. A estimativa da organização é de que cerca de 15 mil pessoas tenham passado pela arena ao longo do fim de semana decisivo.
Na final masculina, a dupla Felipe Loch e Gabriele Gini (Itália) conquistou o título ao vencer Marcelo Reck e Vitinho Gonzaga por dois sets a zero, com parciais de 6/2 e 7/6, em uma partida marcada pelo equilíbrio no segundo set. Já no feminino, o título ficou com Sofia Chow e Vitória Marchezini, que superaram Lorena Melo e Isadora Simões na decisão, disputada na quadra central da arena.
O BT400 de Caiobá distribuiu US$ 45 mil em premiação nas duas categorias profissionais e vale 400 pontos no ranking mundial, consolidando-se como um dos principais torneios do calendário internacional de beachtennis realizados no Brasil.
Para o vice-presidente da Federação Paranaense de Tênis, Silvio Souza, o crescimento do BT400 de Caiobá está diretamente ligado à parceria de longo prazo com o Governo do Paraná dentro da programação do Verão Maior.
“O Governo do Estado é nosso parceiro ao longo de todo o ano, e no Verão Maior isso ganha uma proporção ainda maior. A federação participa das ações dos Jogos de Aventura e Natureza durante todo o ano. Nos últimos quatro anos, esteve presente de forma ativa no projeto Verão Maior, conquistando espaço para o beachtennis, que é uma modalidade inclusiva e que cresce a cada edição”, afirmou.
Segundo Souza, a evolução do torneio reflete esse processo de consolidação.“O evento começou como um BT200 e, nos últimos dois anos, já passou a ser um BT400. Nesta edição, estamos entregando um torneio com US$ 45 mil em premiação, graças à união de forças entre o poder público e a iniciativa privada, garantindo estrutura de qualidade tanto para os atletas quanto para o público”, destacou.
NO CALENDÁRIO MUNDIAL – Para o diretor de Fomento e Promoção do Esporte da Secretaria de Estado do Esporte, Clésio Prado, o encerramento do BT400 simboliza a consolidação do Verão Maior Paraná como o maior festival esportivo e cultural do Estado.
“O Verão Maior hoje está consolidado como o maior festival cultural e esportivo do Paraná. A gente traz o entretenimento esportivo como um grande show, e o beachtennis é um exemplo claro disso. É um esporte que cresce a cada edição, com mais atletas, mais público e uma estrutura cada vez melhor oferecida pelo Estado”, afirmou.
Segundo ele, a inclusão do BT400 no calendário internacional exigiu planejamento e articulação ao longo de meses.“O desafio era ratificar essa etapa no calendário nacional e mundial, e a entrega foi feita da melhor forma possível, com organização, investimento e resposta positiva do público”, destacou.
ESTRUTURA DE PONTA – Após a conquista do título feminino, Sofia Chow destacou o esforço da dupla ao longo do dia decisivo e a importância da vitória na abertura da temporada. “Estamos felizes. Jogamos três partidas hoje nessa quadra central, entregamos tudo o que tinha, com muita resistência e muita gratidão por sair com o título. Foi muito especial começar a temporada assim”, afirmou.
Já Vitória Marchezini ressaltou o retorno às competições e a evolução da estrutura montada na Arena do Verão Maior Paraná.“Ficamos um tempinho longe das quadras, então foi muito gostoso voltar e dividir esse momento. A estrutura melhorou muito em relação ao ano passado, a área dos atletas estava excelente e foi muito especial jogar aqui”, disse.
TRANSMISSÕES AO VIVO – As finais tiveram transmissão ao vivo pela RedeTV!, com destaque para a decisão feminina, além de cobertura pelo canal Play BT no YouTube, que registrou recorde de audiência com pico de 10 mil espectadores durante as finais.Além do aspecto esportivo, o evento movimentou o turismo e a economia local.
A edição 2026 contou com arquibancadas com capacidade para 3 mil pessoas, 30 quadras com jogos simultâneos, 15 árbitros e mais de 40 profissionais na operação do evento. A arena ofereceu ainda pontos de hidratação com apoio da Sanepar, frutas, praça de alimentação e áreas de convivência para atletas e público.
Somente neste fim de semana, o torneio reuniu 300 atletas profissionais e 400 amadores. No fim de semana anterior, a programação esportiva do Verão Maior Paraná já havia movimentado cerca de 800 atletas amadores de Beach Tennis no Litoral do Estado na etapa estadual, também em parceira com a Federação Paranaense da modalidade.
A Arena do Verão Maior Paraná contou com apoio de Portos do Paraná, Unibrasil, Sanepar e Copel, reforçando a integração entre esporte, turismo e desenvolvimento econômico.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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