Connect with us


Agro

Mulheres piscicultoras discutem liderança, saúde e futuro do setor em Muriaé

Publicado em

O 2º Encontro de Mulheres Piscicultoras, realizado em Muriaé (MG), destacou o protagonismo feminino na aquicultura e discutiu os rumos do setor para os próximos anos. O evento foi promovido pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, em parceria com o Sistema Faemg Senar, IMA e Emater, e reuniu cerca de 90 participantes durante a 3ª Exposição Estadual de Aquicultura Ornamental.

Liderança feminina no agro e empreendedorismo

A abertura do encontro contou com palestra de Bianca Kastembal, analista da gerência da Mulher, do Jovem e de Inovação do Sistema Faemg Senar, que abordou liderança feminina no agronegócio, oportunidades e empreendedorismo.

Em seguida, Ana Paula Araújo falou sobre a importância de cuidar da saúde integral para garantir qualidade de vida no trabalho e na liderança, reforçando a conexão entre bem-estar e desempenho profissional.

Certificação de peixes ornamentais fortalece o setor

O encontro foi encerrado com uma roda de conversa entre especialistas e piscicultoras, que discutiu a regularização da atividade e a recente publicação da portaria que regulamenta a certificação de peixes ornamentais — considerada um marco para o setor.

Leia mais:  Economia brasileira mantém mercado de trabalho aquecido, mas inflação e cenário externo elevam incertezas em 2026

Para Lorena Goulart, piscicultora com mais de 20 anos de experiência em Patrocínio do Muriaé, a certificação será um diferencial competitivo:

“Vamos poder provar que a propriedade é sustentável. Mostrar aos compradores que o produtor investe em qualidade, na natureza e no bem-estar animal. O mercado não quer peixe criado de qualquer forma”, afirmou.

Apoio institucional e espaço para crescimento

O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé, Altomirando Viegas, reforçou o compromisso da entidade com as mulheres do agro e lembrou a reforma do pavilhão da Exposição, que será utilizado para treinamentos e reuniões ao longo do ano:

“O espaço aqui é de vocês”, disse.

Já a coordenadora do IMA, Maria José Firmo, destacou a importância das conexões estabelecidas e da participação feminina em eventos estratégicos, como a plenária sobre o Plano Mineiro de Desenvolvimento da Aquicultura:

“Estamos nos mobilizando para estimular a evolução do setor, ampliar os mercados e diversificar a produção. As mulheres têm muito a contribuir, e é inspirador ver esse movimento crescer.”

Experiência transformadora para piscicultoras

Participante do encontro, Miriam Souza, de Carangola, avaliou a experiência como transformadora:

“Foi incrível, um momento de crescimento, aprendizado e felicidade! Vemos que somos muitas e estamos engajadas para realizar.”

Ela convidou outros criadores a aproveitarem o apoio institucional oferecido pelo evento:

“Devemos colocar nossos desafios em pauta e aproveitar a oportunidade para fortalecer a atividade”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia mais:  Etanol inicia setembro em alta, mas indicador de Paulínia encerra semana em queda

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Desenrola Rural vai até 20 de dezembro. Saiba aqui como renegociar

Published

on

Produtores rurais têm até o próximo dia 20 de dezembro para regularizar débitos do Pronaf e fundos constitucionais sob as regras do Desenrola Rural. Com o semestre final se aproximando, especialistas alertam que a demora na busca pela agência bancária pode significar a perda de condições especiais de parcelamento e descontos de até 96%.

A medida, que visa dar fôlego financeiro aos produtores em um cenário de custos elevados e impacto climático na safra, é uma tentativa de estancar a inadimplência no setor, que já ultrapassa a marca de 8%, segundo dados da Serasa Experian. O programa foca na regularização de débitos de pequenos produtores, permitindo descontos que chegam a 96% sobre encargos e prazos de até 10 anos para o pagamento.

O benefício não é universal. A regra vale exclusivamente para contratos de crédito rural firmados entre 2012 e 2022, especificamente nas operações do Pronaf e nos financiamentos via Fundos Constitucionais (FCO, FNO e FNE). O enquadramento ignora o tamanho da propriedade, focando estritamente na natureza da dívida. Ao formalizar a adesão, o produtor tem o nome retirado dos cadastros de restrição ao crédito, o que devolve a capacidade de tomar novos financiamentos para a safra — peça-chave para a sobrevivência da atividade agrícola.

O principal gargalo para o sucesso do programa está na ponta do atendimento bancário. Especialistas em Direito Agrário alertam que instituições financeiras costumam ignorar a política pública para oferecer “pacotes internos” de renegociação, que frequentemente carecem das vantagens garantidas pelo programa federal.

A recomendação para o produtor ir à agência bancaria munido dos contratos e exigir, expressamente, a aplicação das regras do Desenrola Rural. Aceitar soluções genéricas oferecidas pelo banco sem comparar com as condições federais é um erro que pode custar a rentabilidade da propriedade e o acesso ao crédito no longo prazo.

Leia mais:  Agricultores franceses pressionam contra acordo Mercosul-União Europeia

O Desenrola Rural, contudo, ignora o médio e o grande produtor, que também sofrem com a crise de rentabilidade do setor. Sem uma política pública universal, esse perfil de produtor depende da aplicação rigorosa do Manual de Crédito Rural (MCR) para a reestruturação de suas dívidas. Na prática, a falta de flexibilidade voluntária dos bancos tem forçado esses produtores a buscar o Poder Judiciário para garantir o direito de repactuar débitos sem colocar em risco a viabilidade do negócio.

Guia prático

Para garantir o direito à renegociação sob as regras do Desenrola Rural e evitar as armadilhas dos “pacotes genéricos” dos bancos, a preparação documental é o passo mais estratégico. O produtor deve encarar a ida à agência não como um pedido de favor, mas como uma formalização de direito garantido pelo programa federal.

Antes de comparecer à agência, o produtor deve organizar um dossiê completo. A falta de um único documento pode ser usada como justificativa pelo gerente para negar o enquadramento ou direcionar o cliente para outras linhas de crédito com juros mais altos.

Documentação essencial

  • Identificação Pessoal: RG e CPF (ou CNH) atualizados do titular do crédito.

  • Comprovação da Propriedade: Matrícula atualizada do imóvel rural, além do Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) e a última declaração do Imposto Territorial Rural (ITR). Esses documentos atestam a regularidade da área e são fundamentais para o histórico de crédito junto à instituição.

  • Cédula de Crédito Rural ou Contrato: Este é o documento central. É ele que prova a origem da dívida (se Pronaf ou Fundos Constitucionais como FCO, FNO ou FNE) e o período de contratação (entre 2012 e 2022). Caso o documento original tenha sido extraviado, o produtor deve solicitar formalmente uma cópia autenticada ou declaração detalhada à própria agência antes da data da renegociação.

  • Extrato atualizado da dívida: Levar o demonstrativo do débito facilita a identificação imediata da operação na tela do gerente e evita divergências de valores na simulação do acordo.

Leia mais:  Com aval da União Europeia, lideranças do agronegócio brasileiro avaliam mercado de R$120 trilhões

Postura no atendimento

O advogado Gian Tozini, especialista em Direito Agrário, reforça que a documentação serve como escudo contra ofertas pouco vantajosas.

  • Exija o enquadramento: Ao apresentar os documentos, o produtor deve solicitar expressamente a aplicação das condições do Desenrola Rural. Se o gerente informar que “o sistema não libera”, o produtor deve pedir uma justificativa por escrito ou o número de protocolo do atendimento.

  • Não assine sem conferir: É comum que instituições ofereçam renegociações internas, que raramente trazem os descontos de até 96% previstos pelo programa federal. O produtor deve recusar qualquer proposta comercial que não apresente as condições estabelecidas pela norma do governo.

  • Formalize a recusa: Caso a agência insista em ignorar o programa, o produtor tem o direito de registrar uma reclamação no Banco Central, munido do protocolo de atendimento negado.

A organização prévia destes documentos é o que define se a renegociação será uma solução eficiente para o fluxo de caixa da propriedade ou apenas uma postergação de um problema financeiro. O prazo final para essa regularização é 20 de dezembro de 2026.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262