Connect with us


Paraná

MPPR, PM e Polícia Civil deflagram Operação Justo Pó, com cumprimento de ordem judicial e prisão de procuradora Jurídica de Formosa do Oeste

Publicado em

O Ministério Público do Paraná e as Polícias Militar e Civil realizaram nesta sexta-feira, 4 de agosto, a Operação Justo Pó, que apura o envolvimento da procuradora Jurídica do Município de Formosa do Oeste em crimes de tráfico de drogas e posse/porte ilegal de arma de fogo, entre outros. Durante cumprimento de ordem de busca e apreensão na casa da servidora e advogada foram encontradas drogas e armas, culminando na prisão em flagrante da investigada.

A investigação é presidida pela Promotoria de Justiça de Formosa do Oeste, e a operação envolveu 12 policiais militares e civis da agência de inteligência do 19º Batalhão da Polícia Militar e da 20ª Subdivisão Policial da Polícia Civil. Na casa da servidora foram apreendidas quantidades significativas de cocaína e crack, uma pistola calibre 380, munições e outros objetos relacionados à atividade de tráfico de drogas. As apurações tiveram início a partir de uma interceptação telefônica sigilosa autorizada judicialmente e relacionada a um caso de homicídio de uma servidora do Tribunal de Justiça do Paraná em 2019.

Leia mais:  Estado libera R$ 80 milhões em obras para Londrina e reforça infraestrutura na Região Norte

Procedimento administrativo – Todas as diligências referentes à execução do mandado judicial foram acompanhadas pela equipe do MPPR e também, por exigência legal, de uma representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da seccional de Assis Chateaubriand. Ainda por conta disso a advogada foi levada à prisão em “sala de Estado Maior”, no 19º BPM. Os fatos serão comunicados ao Município para a instauração de Procedimento Administrativo Disciplinar por conduta incompatível com a função de procuradora Jurídica Municipal, o que pode levar à demissão da servidora.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4469

Fonte: Ministério Público PR

Comentários Facebook

Paraná

Banco alemão financia duas obras da Sanepar em Londrina: ETE Sul e ETE Norte

Published

on

Com recursos de cerca de R$ 300 milhões, o banco de desenvolvimento alemão KfW está financiado cinco obras da Sanepar no Estado, sendo duas delas em Londrina, no Norte. Tratam-se das obras de ampliação e modernização das estações de tratamento de esgoto (ETEs) Norte, localizada no Jardim Eucalipto, e Sul, no Parque Municipal João Milanez.

O aporte que está sendo feito agora se destina à segunda fase do programa Paraná Bem Tratado, mas as obras já estão em andamento com recursos próprios (da Sanepar) aplicados de forma antecipada. “Temos esta parceria com o KfW desde o desenho deste modelo que tem grande impacto no que diz respeito à eficiência operacional e minimização da emissão dos gases de efeito estufa”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.

“Conseguimos dar início às obras e avançar para além dos 20% de contrapartida, com base na relação de extrema confiança que já havíamos construído. O contrato cumpre uma formalidade para o efetivo envio dos recursos”, acrescenta.

Os investimentos em Londrina viabilizam uma Central de Tratamento de Lodo, que, embora anexa à ETE Sul, vai atender a região metropolitana. A unidade fará a secagem do lodo de seis ETEs: quatro locais, uma de Cambé e outra de Tamarana. As obras abrangem ainda a implantação das estruturas para coleta, armazenamento e tratamento do biogás gerado na ETE Sul, possibilitando sua utilização como combustível no processo de secagem dos lodos.

“A unidade tem tecnologias inovadoras e sustentáveis, prevendo a utilização dos dois principais subprodutos gerados na ETE como fontes de energia. Atualmente o biogás é queimado e o lodo segue para aterro”, diz o gerente de Convênios e Parcerias da Sanepar, Eduardo Pegorini.

Leia mais:  Tecpar e Conselho de Administração do Paraná firmam parceria estratégica

SECAGEM DO LODO – O sistema de secagem térmica do lodo tem como peça principal um tambor de aço, com 18 metros de comprimento, 4,3 metros de diâmetro e pesa 43 toneladas, com capacidade de processar até 5 toneladas por hora. Complementa o sistema, um gerador de gases, que mede 6 metros de comprimento por 3 metros de largura e 40 toneladas.

O gerente-geral da Sanepar na Região Nordeste, Rafael Leite, chama a atenção para o ganho ambiental dos investimentos do KfW, com a conversão daquilo que seria um passivo em ativo energético. “O processo de secagem é capaz de reduzir o volume de quatro caçambas de lodo úmido para uma única caçamba de lodo seco. Aproveitando o gás da estação, deixamos de emitir gases de efeito estufa e mitigamos as mudanças climáticas”, diz.

Leite também indica a redução de custos logísticos. “A Sanepar mantém uma política de alinhamento de suas operações aos conceitos de ETEs Sustentáveis, nesse sentido investimos para aproveitar os subprodutos dos processos e reduzir demandas por aterros e recursos naturais”. 

Com um investimento de R$ 58,8 milhões, a obra tem entrega final prevista para novembro, iniciando fases de pré-operação e operação assistida em julho. Ainda em 2026, a ETE Sul passará pela segunda fase de ampliação, incluindo reformas, melhorias em reatores e tratamento preliminar. Segundo Pegorini, isso aumentará a eficiência da unidade e a geração de biogás.

RARIDADE – Os equipamentos que compõem a Central de Tratamento de Lodo da ETE Sul são raros. O tambor secador modelo Bruthus, por exemplo, só é utilizado em outras seis estações no Brasil. Desses, apenas dois operam utilizando biogás e lodo de esgoto como fontes de energia: um em Minas Gerais e o outro na ETE Atuba Sul, na Sanepar, em Curitiba. Os demais estão em ETEs no Rio de Janeiro e Minas.

Leia mais:  Cooperativa agroindustrial de Cascavel denunciada pelo MPPR por crime ambiental pela emissão de poluição atmosférica é condenada pelo Judiciário

ENERGIA ELÉTRICA – Na ETE Norte, em Londrina, os investimentos visam além da otimização e confiabilidade dos processos de tratamento de esgoto, o aproveitamento do biogás para geração de energia elétrica para a operação da própria unidade.

A obra está orçada em R$ 62 milhões e vai revitalizar cinco reatores anaeróbios e um digestor existente, além de prever a construção de um novo digestor e aprimorar o tratamento preliminar. A conclusão está prevista para março de 2028.

OUTRAS OBRAS – Recursos do KfW se desdobram em obras nas ETEs Pinhalzinho, em Umuarama, e Padilha, em Curitiba. Na Capital também estão previstas a implantação de uma central de tratamento de lodo e a ampliação da Usina de Tratamento de Lodos e Resíduos Orgânicos (Usbio), anexo à ETE Belém.

MITIGAR GEE – O biogás é um residual do processo que trata o esgoto doméstico de forma anaeróbica, isto é, sem oxigênio. O processo acontece dentro de biodigestores, onde bactérias degradam a matéria orgânica, liberando o gás que é composto principalmente por metano e dióxido de carbono.

A redução de gases de efeito estufa (GEE) a partir do aproveitamento do biogás é o pilar do Programa Paraná Bem Tratado, uma iniciativa da Sanepar na década de 2010, com pesquisa e cooperação técnica envolvendo diversas instituições do Paraná e do Brasil, junto com a agência de cooperação técnica da Alemanha GIZ.

Fonte: Governo PR

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262