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MPPR obtém afastamento de vereador de Campina da Lagoa denunciado por assédio e importunação sexual cometidos reiteradas vezes contra a mesma vítima

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Campina da Lagoa, no Centro Ocidental do estado, ofereceu denúncia criminal por assédio sexual e importunação sexual contra um vereador que também é servidor público municipal. O vereador foi afastado cautelarmente pelo Judiciário de suas funções públicas, a pedido do MPPR, por 120 dias, prorrogáveis por igual período.

Áudio da Promotora de Justiça Barbara Garla Stegmann

Segundo a denúncia, recebida integralmente pelo Judiciário nesta semana, o réu, entre outubro de 2024 e julho de 2025, teria assediado e importunado sexualmente uma funcionária do Município. Conforme apurado, ele comparecia reiteradamente ao local de trabalho da vítima, então com 21 anos, lá permanecendo sem justificativa. “Nessas ocasiões, valendo-se de sua posição de autoridade e influência política, o denunciado, com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, constrangia a vítima com comentários de cunho sexual explícito.”

Além disso, afirma a peça acusatória, “em certas ocasiões, o denunciado aproximava-se da vítima e lhe tocava, condutas que lhe causavam extremo constrangimento, incômodo e pânico, a ponto de suas colegas de trabalho perceberem tal desconforto e passarem a acompanhá-la […] para evitar que ela ficasse sozinha com ele”. Consta ainda da denúncia que, em determinada ocasião, em sala reservada no local de trabalho da vítima, ele a abordou de forma repentina, segurando-a e proferindo falas de cunho sexual.

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Penas – O MPPR requer a condenação do réu às penas previstas na legislação para os crimes de assédio sexual (um a dois anos de detenção) e importunação sexual (um a cinco anos de reclusão) – com aumento de um sexto a dois terços por tratar-se de crime continuado – e o pagamento de indenização por danos morais de pelo menos R$ 50 mil em favor da vítima.

A partir de pedido cautelar do Ministério Público, o Judiciário determinou ao réu a proibição de manter contato com a vítima e seus familiares por qualquer meio, pessoal ou virtual, direto ou eletrônico, não podendo dela se aproximar em distância menor do que 300 metros, inclusive de sua residência e local de trabalho, bem como a proibição de manter contato com as testemunhas do processo por qualquer meio, pessoal ou virtual, direto ou eletrônico.

O processo corre em sigilo.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Paraná

IAT começa a instalar placas informativas em loteamentos clandestinos de Cascavel

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Técnicos do Instituto Água e Terra (IAT) iniciaram nesta quinta-feira (2) a instalação de placas informativas para identificar loteamentos clandestinos na zona rural de Cascavel, no Oeste do Estado. A medida busca coibir a venda e ocupação irregulares desses locais. Ao todo, 100 placas serão colocadas em áreas que já foram autuadas e embargadas, e permanecem sob a fiscalização constante do órgão ambiental. A ação está sendo executada em conjunto com o Ministério Público do Paraná, por meio da 9ª Promotoria de Justiça, e com a prefeitura do município.

De acordo com o Instituto de Planejamento de Cascavel (IPC), a cidade possui cerca de 140 áreas com suspeita de parcelamentos irregulares, áreas fracionadas em pequenos lotes sem as devidas autorizações. A prática configura um crime ambiental no Estado, e é combatida pelo IAT por meio de operações regulares de fiscalização. Nos últimos cinco anos, o escritório do Instituto no município aplicou mais de 30 Autos de Infração Ambiental para loteamentos clandestinos, totalizando mais de R$ 10 milhões em multas.

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“Nas áreas desses loteamentos identificamos infrações como desmatamento e outros danos ambientais associados. Além disso, eles foram construídos em áreas sensíveis, que possuem mananciais de abastecimento público e remanescentes da Mata Atlântica, o que faz com que não sejam passíveis de regularização”, explica o coordenador da fiscalização do escritório do IAT em Cascavel, Osmar Costa Santos. 

COMO AJUDAR – A denúncia é a melhor forma de contribuir para minimizar cada vez mais os crimes contra a flora e a fauna silvestres. Quem comete infrações ambientais está sujeito a penalidades administrativas previstas na Lei Federal nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais) e no Decreto Federal nº 6.514/08 (Condutas Infracionais ao Meio Ambiente). 

O principal canal do Batalhão Ambiental é o Disque-Denúncia 181, que possibilita que seja feita uma análise e verificação in loco de todas as informações recebidas do cidadão.

No IAT, a denúncia deve ser registrada junto ao serviço de Ouvidoria, disponível no Fale Conosco, ou nos escritórios regionais . É importante informar a localização e os acontecimentos de forma objetiva e precisa. Quanto mais detalhes sobre a ocorrência, melhor será a apuração dos fatos e mais rapidamente as equipes conseguem realizar o atendimento.

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Fonte: Governo PR

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