Paraná
MPPR cumpre 20 mandados de busca e apreensão na Grande Curitiba em operação de combate a fraudes em licitações no município de Bocaiúva do Sul
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Bocaiúva do Sul, com apoio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta terça-feira, 14 de outubro, a Operação Facade. Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão na capital e nos municípios de Bocaiúva do Sul, Colombo, Almirante Tamandaré e Pinhais, todos na Região Metropolitana de Curitiba. Durante o cumprimento das medidas, uma pessoa foi presa com quantidade significativa de drogas.
Álbum com fotos e sonora do promotor de Justiça Rafael Pereira
Áudio do promotor de Justiça Rafael Pereira
A operação visa desarticular uma associação criminosa voltada à prática de fraudes em licitações públicas no município de Bocaiúva do Sul. Segundo apurado, as ilegalidades vêm sendo praticadas pelo menos desde 2020, e o prejuízo total ao erário apurado até o momento ultrapassa R$ 13 milhões.
Esquema criminoso – A investigação revelou que um grupo de empresas pertencentes a pessoas com laços familiares vem sendo contratado de maneira reiterada pelo município, em desacordo com a legislação. Há indícios da existência de sócios ocultos e empresas de fachada para a prestação de serviços terceirizados em diversas áreas, como saúde, assistência social e obras.
As ordens judiciais cumpridas nesta terça-feira foram expedidas pelo juiz de garantias de Bocaiúva do Sul. Por força de sigilo legal determinado judicialmente, não é possível, no momento, identificar os implicados ou fornecer outros detalhes, até que o sigilo judicial seja levantado.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz
A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.
De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.
Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.
A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.
Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.
Processo 0001701-26.2025.8.16.0122
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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