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Brasil

MPor defende redução de gargalos e segurança jurídica como ações para reduzir tarifas aéreas

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A convite da Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados, a diretora de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias, Clarissa Barros, do Ministério de Portos e Aeroportos, participou de audiência nessa quarta-feira (26) para falar sobre redução de gargalos no setor, ampliação da ofertas e valores das passagens aéreas. Na sessão, a diretora afirmou que o governo está empenhado em discutir medidas para ampliar o acesso da população.

Participaram também representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e do Ministério do Turismo.

Entre os pontos abordados, Clarissa também explicou que o ministério está identificando quais aspectos regulatórios podem estar limitando a oferta de serviços no país e dificultando a entrada de novas companhias. “Estamos focados no aumento do número de passageiros e na redução das tarifas. Ainda não temos um serviço que alcance toda a população. Precisamos fortalecer a infraestrutura dos aeroportos regionais para garantir mais conectividade e ampliar a oferta de voos aos brasileiros”, afirmou.

Marcos Antônio Porto, gerente de Acompanhamento de Mercado da Anac, apresentou dados sobre os preços praticados no Brasil, mostrando que a maior parte das passagens aéreas é vendida por até R$ 500 o trecho. Ele também comparou os valores nacionais ao cenário internacional, afirmando que os preços brasileiros são semelhantes aos praticados em outros países. “A Anac vem trabalhando na abertura do mercado para novas empresas, mesmo que elas ainda não tenham iniciado suas operações. Atualmente, o Brasil é o terceiro país mais aberto do mundo no setor aéreo”, explicou.

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Desafios
De acordo com Clarissa Barros, não há barreiras legais para a entrada de novas companhias aéreas no país. “O que enfrentamos são desafios regulatórios e de segurança jurídica para novos modelos de negócio”, explicou. Ela destacou ainda que, apesar da expressiva oferta de assentos no Brasil, o país segue como o único sem empresas do tipo ultra-low-cost.

As companhias ultra-low-cost operam com modelos diferenciados, oferecendo serviços segmentados, como a venda separada de assentos, bagagens e demais facilidades. Clarissa defendeu que os brasileiros devem ter o direito de escolher esse tipo de serviço e que o ambiente regulatório precisa favorecer a entrada desse modelo no país. Segundo ela, questões como a regulação da bagagem despachada e os altos índices de judicialização ainda criam insegurança para essas empresas.

Assessoria Especial de Comunicação

Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Brasil

Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.

O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”

Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.

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O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.

Diálogo e diversidade

Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri.  “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.

Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs).  A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.

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Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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