Connect with us


Brasil

MPA e MCTI divulgam oferta de 700 bolsas de pesquisa para jovens da pesca artesanal

Publicado em

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), realizou o anúncio da chamada pública que vai ampliar mais 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para o Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, nesta quinta-feira (5).

A iniciativa é voltada a estudantes do ensino médio pertencentes a comunidades da pesca artesanal em todo o país e está com as inscrições abertas até o dia 17 de março de 2026. A chamada conta com financiamento de R$ 2,5 milhões do MPA e com a experiência do CNPq no fomento à pesquisa científica, órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

A proposta busca despertar a vocação científica entre jovens e incentivar talentos de estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores e pescadoras artesanais com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo. As bolsas terão o valor de R$ 300 mensais, pelo período de 12 meses, com início previsto para maio de 2026.

Jovens pesquisadores em ação

A bolsista do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, Fernanda de Oliveira, agradeceu a oportunidade de participar do projeto em sua escola, no município de Porto Velho, em Rondônia. “Estar aqui representando meu Estado e minha escola é uma grande responsabilidade para mim. Isso significa o resultado de muito esforço e dedicação. Tudo o que venho aprendendo ao longo do tempo irá contribuir muito para o meu futuro. Como jovem cientista, eu me sinto parte de algo maior e percebi que a ciência não está tão longe de nossa realidade. Nosso interesse é melhorar o lugar de onde vivemos”, apresentou.

Leia mais:  Ministro do Turismo, Celso Sabino, visita obras da Orla do Jardim do Lago, em Xinguara (PA)

O ministro da Pesca e Aquicultura, André Paula, destacou que a política pública que o MPA realiza tem cor e alma, e representa os pescadores e pescadoras, as juventudes e estudantes filhos dos trabalhadores das águas. “O Jovem Cientista da Pesca Artesanal é resultado da escuta permanente que o MPA realiza junto às comunidades pesqueiras do país. É uma parceria que busca reduzir a evasão escolar e contribuir para a melhoria da educação no Brasil”, frisou o ministro.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a valorização da juventude é fundamental para garantir a continuidade cultural, econômica e social dos saberes tradicionais de nosso país. “Pela primeira vez o Estado brasileiro estrutura ciência, juventude, educação e saber tradicional em uma política pública. A ciência é fundamental para garantir aos jovens serem além de herdeiros e herdeiras dessa atividade de grande importância econômica, que é a pesca artesanal”, relatou.

O presidente do CNPq, Olival Freire Júnior, expressou sua imensa alegria com o compromisso do MPA com a ciência e a educação. “Desde que o MPA nos procurou, construímos um diálogo para a efetivação dessa política, que estabelece um diálogo potente entre a pesquisa e a inovação com o mundo da pesca artesanal”, pontuou.

Mulheres na ciência

O evento contou com a participação da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Oliveira, que declarou que a chamada pública do Jovem Cientista da Pesca Artesanal tem uma reserva de vagas de 50% para bolsistas mulheres. “Os temas apoiados pelo programa dialogam diretamente com a realidade desses territórios. Isso significa transformar conhecimento tradicional em ferramenta de fortalecimento social, econômico e ambiental, para a qualidade de vida das comunidades”, acrescentou.

Leia mais:  Brasil aplica mais de 2 milhões de doses contra a gripe no início da campanha

A bolsista do programa, Cassiane Alexandre Lima, da cidade de Aracati, no Ceará, disse que a participação na pesquisa contribuiu para o amadurecimento dos estudantes. “Fico feliz, não só como filha de pescadora, mas como mulher e representante do meu povo e da minha cidade. Hoje eu sei que outras meninas vão se inspirar na ciência porque estou aqui”, finalizou.

Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal

O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal é uma das ações do Programa Povos da Pesca Artesanal. A iniciativa oferece bolsas para estudantes do ensino médio da rede pública desenvolverem pesquisas sobre suas realidades e territórios pesqueiros. Atualmente, o programa já está presente em nove estados, contemplando mais de 450 bolsas. A ação integra um conjunto de políticas transversais que incluem extensão pesqueira, fortalecimento da cadeia produtiva, formação, gênero, cultura e combate ao racismo ambiental, com o objetivo de beneficiar e fortalecer as comunidades pesqueiras artesanais em todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook

Brasil

Seminário Brasil Saudável reúne organizações e sociedade civil para discutir caminhos para a eliminação de doenças determinadas socialmente

Published

on

O 3º Seminário do Programa Brasil Saudável reúne, neste domingo (16), na capital federal, representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organismos internacionais, entidades da área da saúde e organizações da sociedade civil para discutir estratégias de enfrentamento dos determinantes sociais e das desigualdades que impactam as condições de saúde da população. As atividades contam com a moderação técnica do Ministério da Saúde (MS) e apresentam como eixo central o caminho para eliminação das doenças determinadas socialmente.

Os debates têm como foco aproximar diferentes perspectivas e experiências, fortalecendo a construção coletiva de estratégias para enfrentar condições sociais, econômicas, ambientais e territoriais que contribuem para a persistência de doenças e desigualdades em saúde. O evento acontece como atividade prévia do 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, o MedTrop 2026, considerado maior encontro multidisciplinar sobre doenças infecciosas, parasitárias e saúde pública da América Latina, e promove discussões em torno da integração entre ciência, políticas públicas, participação social e ações intersetoriais. São aguardadas, durante a semana, cerca de 4 mil pessoas no evento.

Em sua fala inicial, a secretária adjunta de Vigilância em Saúde e Ambiente do MS, Marília Santini, explicou que o diferencial da abordagem debatida no seminário é integrar o tema das doenças socialmente determinadas sob uma nova perspectiva. “Não o tratamos apenas como uma questão clínica, mas como um desafio social complexo, marcado pela desigualdade. Compreendemos que a solução depende de fatores estruturais, como o acesso à água potável, saneamento básico, melhoria das condições de moradia e aumento da renda. O grande desafio, é promover uma mudança de hábitos e de cultura”, declarou.

Leia mais:  MME reforça o papel do planejamento energético para o desenvolvimento da eletromobilidade brasileira

Santini contextualizou, ainda, que as parcerias de trabalho eram focadas estritamente em doenças específicas, como a malária ou o tracoma – o que muda com um novo olhar trazido pelo Brasil Saudável. “Com o Programa Brasil Saudável ampliamos essa rede e passamos a focar na melhoria das condições do território, visando prevenir diversas enfermidades de forma integrada”, disse.

A programação, que acontece até o fim do dia, recebeu, ainda, na mesa de abertura, representantes da Rede Brasileira em Pesquisa em Tuberculose (Rede TB), do Conselho Nacional de Saúde (CNS), do Coletivo da Sociedade Civil no Programa Brasil Saudável, da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT), do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Painéis temáticos

No período da manhã, o primeiro painel abordou o tema “Saúde nos Trópicos e os desafios contemporâneos para a eliminação das doenças determinadas socialmente no Sul Global”. Os expositores falaram sobre o panorama e os desafios atuais para a eliminação dessas doenças, além dos obstáculos para a implementação de programas públicos nos territórios. Também foram discutidas as relações entre mudanças climáticas, desigualdades territoriais e proteção dos territórios tradicionais, assim como a importância da participação social e da articulação intersetorial.

Leia mais:  Conheça Congonhas (MG), onde a principal obra de Aleijadinho se tornou Patrimônio Mundial da Unesco

O segundo painel trouxe enfoque para diferentes formas de racismo, iniquidades e direito à saúde. A mesa ampliou o debate sobre os determinantes sociais da saúde a partir das experiências de diferentes populações. Entre os temas discutidos destacam-se racismo, território e direito à saúde, violências e exclusão social da população negra, iniquidades e direitos dos povos indígenas, além de racismo estrutural.

No período da tarde, o terceiro painel debate a proteção social e convergência de políticas públicas. Em pauta serão discutidos determinantes sociais e as interseccionalidades, as vulnerabilidades que atravessam territórios e gerações, a intersetorialidade no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento das iniquidades vivenciadas pela população LGBTQIAPN+. O quarto e último painel tem como objetivo amplificar o olhar a respeito de ciência, inovação e implementação territorial, e destaca, também, a contribuição da pesquisa e da produção de conhecimento para o enfrentamento dos determinantes sociais.

No encerramento será apresentada a sistematização das atividades e realizada discussão sobre perspectivas para fortalecer ações intersetoriais entre ciência, gestão e sociedade civil na eliminação das doenças determinadas socialmente. As participações destacam que o enfrentamento das doenças determinadas socialmente exige uma atuação articulada entre diferentes setores do Estado e da sociedade, com políticas públicas capazes de considerar as especificidades dos territórios e as diferentes situações de vulnerabilidade que influenciam o processo saúde-doença.

Suellen Siqueira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262