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Movimentação de passageiros no Centro-Oeste registra alta de 6% em setembro

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O movimento de passageiros nos aeroportos da região Centro-Oeste registrou crescimento de 6% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 2,08 milhões de embarques e desembarques. O resultado foi impulsionado principalmente pelo desempenho dos terminais de Brasília e Goiânia, que responderam por cerca de 80% do fluxo total de viajantes no período.

No acumulado de janeiro a setembro, os aeroportos da região movimentaram 20,7 milhões de passageiros, mantendo a aviação do Centro-Oeste entre as mais relevantes do país. O Aeroporto Internacional de Brasília respondeu por 63,5% do total, com 13,8 milhões de embarques e desembarques no período, seguido por Goiânia (2,86 milhões), Cuiabá (1,86 milhão) e Campo Grande (1,17 milhão).

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado reforça o potencial de crescimento equilibrado do setor aéreo em todo o território nacional. “Estamos fortalecendo a aviação regional e garantindo mais conectividade ao país, com investimentos em infraestrutura e modernização dos aeroportos, em parceria com estados, concessionárias e a iniciativa privada”, destacou.

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O desempenho confirma também o papel estratégico da região na conectividade aérea nacional. O Aeroporto de Brasília permanece como principal hub de integração de voos domésticos e maior aeroporto internacional fora do eixo Rio–São Paulo, com 658,8 mil passageiros em voos internacionais até setembro, número que o coloca à frente de todos os demais terminais fora do Sudeste.

No comparativo com os grandes aeroportos da região Sudeste, Brasília movimentou cerca de 4% do total de passageiros internacionais de Guarulhos e Galeão somados, que juntos registraram quase 17 milhões de viajantes até setembro. Isso significa que, para cada 100 passageiros internacionais que passam por Guarulhos e Galeão, 4 passam por Brasília, proporção que reforça o papel do terminal como principal hub internacional fora do eixo Rio–São Paulo e ponto de conexão das demais regiões do país.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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